Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Terça-feira, 18 DE Novembro 2014

AS equipas nacionais que participaram das eliminatórias da Taça dos Campões Africanos em basquetebol, nomeadamente os Ferroviários de Maputo e da Beira (masculinos) e o Ferroviário de Maputo (femininos) tiveram uma participação desastrosa.

 

 

 

Num torneio em que foram anfitriões, contanto que a prova decorreu em Maputo, pior resultado era impossível para as equipas nacionais, todas desqualificadas.Em masculinos, os Ferroviário de Maputo e da Beira só conseguiram vitórias nos jogos entre si. Nos restantes foram suplantados pelos rivais da costa atlântica, o 1º de Agosto e o Recreativo de Libolo.

 

 

O Ferroviário de Maputo ocupou o terceiro lugar e pode ainda sonhar com uma possível repescagem, mas seja como for, o orgulho não deixa de estar ferido. Já o Ferroviário da Beira caiu em último lugar estando, desde já, fora do Afrobasket.

 

 

Em femininos, o Ferroviário de Maputo não teve musculatura para fazer face ao poderio do InterClube e do 1º de Agosto, ambos de Luanda. Mesmo assim, as “locomotivas” podem vir a beneficiar de uma repescagem.

 

 

As eliminatórias desta competição que terminou sábado em Maputo foram uma lição clara daquilo que é o desnível entre o basquetebol moçambicano e angolano. Os irmãos do Atlântico ganham ainda a vantagem por estarem rodados e com campeonatos mais longos e regulares, resultantes de bons investimentos que têm sido feitos.

 

 

 

 

RESULTADOS DAS EQUIPAS MOÇAMBICANAS

 

 

Masculinos:

 

 

1º de Agosto-Ferroviário de Maputo (74-51)

Libolo-Ferroviário da Beira (63-52)

Ferroviário da Beira-1º Agosto (56-93)

Ferroviário de Maputo-Libolo (44-52)

Ferroviário de Maputo-Ferroviário da Beira (60-63)

Ferroviário de Maputo-1º de Agosto (54-79)

Ferroviário da Beira-Libolo (63-76)

Ferroviário de Maputo-Libolo (56-58)

Ferroviário de Maputo- Ferroviário da Beira (70-60)

 

 

Femininos:

 

 

Ferroviário de Maputo-InterClube (50-56)

Ferroviário de Maputo-1º Agosto (51-59)

InterClube-Ferroviário de Maputo (57-56)

1º de Agosto-Ferroviário de Maputo(56-52)

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:45
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NA tarde de sábado todos os caminhos iam dar ao Zimpeto. Logo de manhã era visível a romaria ao Estádio Nacional em diversos bairros e vias de acesso das cidades de Maputo e Matola.

 

 

 Zimpeto vestiu-se de vermelho, mais de 42 mil almas estiveram presente do chamado jogo do ano que resultou na primeira derrota de Moçambique naquele recinto inaugurado a 23 de Abril de 2011.Nas imediações do Estádio, a correria era enorme, com muita gente à procura de bilhetes e outra ainda nos carros a cumprir com o tráfego, que por acaso era bastante intenso.

 

 

 Enquanto se aguardava pela hora do jogo, almoçava-se nas várias tascas improvisadas e consumia-se diferentes bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Era um frenesim total, as senhoras do comércio informal facturaram, e como, com preços especulados, algo típico naquele tipo de situações.

 

 

Os vendedores de camisetas e bandeiras não deixaram os seus créditos em mãos alheias, deram o seu máximo e foram para casa com os bolsos cheios.A Polícia de Trânsito teve muito trabalho naquela tarde, sobretudo a partir das 14:00 horas. Longas filas de carros quase todos direccionados ao Estádio Nacional preenchiam as estradas, mas as estradas e vias de acesso estavam também cheias de peões que rumavam ao Estádio.

 

 

 A partir das 15.00 horas, o ambiente no interior do recinto do jogo era frenético, já era possível adivinhar uma enchente, como aquela que se verificou a 03 de Agosto frente à Tanzânia.

 

 

Quando chegou a hora dos hinos nacionais, o Estádio não estava completamente cheio, mas prometia estar. Cumpriu-se com um minuto de silêncio em memória do malogrado presidente zambiano, Michael Sata, que, entretanto, foi honrado com a vitória dos “Chipolopolo”.

 

 

Dez, 15 minutos depois do apito inicial, as bancadas já estavam completamente preenchidas e muita gente em pé. Não se sabe se a FMF terá mandado imprimir bilhetes que superam a capacidade do Estádio ou houve quem entrou debaixo da “mesa”.

 

 

A verdade é que o apoio à Selecção Nacional neste jogo, diga-se, foi “efectivo”, ou seja, os “Mambas” foram apoiados do primeiro ao último minuto, com barulho e muitos cânticos nas bancadas, diferentemente de outros jogos em que a equipa é apenas apoiada nos momentos bons.

 

 

Doutro lado do recinto, a venda de vuvuzelas era muito rentável, pois muitos adeptos compraram aqueles instrumentos para intimidarem os zambianos. As vuvuzelas fizeram a sua parte no jogo, foram soprados do primeiro ao último minuto.

 

 

 

Apesar de uma primeira parte pouco interessante da Selecção Nacional, o público sempre acreditou nos “Mambas”. A pressão aos zambianos era maior, entretanto, estes pareciam estar pouco preocupados com isso e faziam o seu jogo e vezes sem conta visavam com perigo a baliza de Ricardo Campos.

 

 

Veio a segunda parte, a Selecção continuou a receber a ovação do público. Os “Mambas” melhoram de rendimento, o barulho nas bancadas intensifica-se, sobretudo quando se assinalou o maldito penalte falhado por Dominguez.

 

 

 

A partir daí o ambiente começou a ser ameno. A vibração reduzia, afinal o momento do jogo estava a chegar; golo da Zâmbia, derrota de Moçambique, mais uma frente ao vizinho, por sinal o maior carrasco do futebol nacional.

 

 

Aliás, não há selecção que já derrotou mais vezes os ”Mambas” que a Zâmbia, arriscamos dizer.A primeira vitória sobre a Zâmbia no jogo oficial não surgiu para a desilusão de milhões de moçambicanos, que mesmo não estando no ENZ acompanharam o jogo a par e passo via televisão e rádio.

 

 

No final da contenda, que conferiu o apuramento aos “Chipolopolo” para mais um CAN, a desilusão do Zimpeto era maior, desde o público até aos dirigentes que se fizeram em massa ao Estádio Nacional. Enfim, são coisas de futebol. Caímos em terra e sem glória...

 

 

Perdemos mas a vida continua. Terminou o desafio, seguiu-se a um tremendo sofrimento para se sair do estádio devido ao congestionamento do tráfego. Muitos, mas muitos carros, uma espécie de muita areia para um camião.

 

 

Cerca de uma hora depois a Polícia de Trânsito conseguiu minimizar a situação, as pessoas puderam, finalmente, aliviar-se das longas filas de viaturas rumo às respectivas residências ou casas de pastos para enxugar as lágrimas.

 

 

 

A Selecção Nacional não cumpriu com a missão, mas cumpriu com o dever. Quanto ao público, este sim, cumpriu com a sua missão de apoiar a equipa, mesmo nos momentos amargos, aliás, mesmo quando faltavam poucos minutos para o final do desafio, os adeptos dos “Mambas” ainda acreditavam que outro resultado era possível, até porque ninguém imaginava que aquela tarde seria do primeiro desaire no Estádio Nacional do Zimpeto, e logo frente ao nossos principal carrasco!

 

 

SÉRGIO MACUÁCUA

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:24
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MARCELINO dos Santos, símbolo nacional e amante do desporto, foi vítima dos constantes problemas de corte no fornecimento de energia eléctrica no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

 

 

 Com efeito, teve que subir até à tribuna de honra localizada no primeiro piso do Estádio através de escadas e não por elevador, pois não havia electricidade quando ele chegou, o que provocou um aturado esforço físico para uma personalidade da sua dimensão.

 

 

Marcelino dos Santos, apesar de se locomover com alguma dificuldade, aguentou-se e viu sereno e tranquilo a derrota dos “Mambas” frente à Zâmbia.Mesmo com este senão, é preciso realçar o patriotismo do antigo presidente da Assembleia Popular, um adepto incansável dos “Mambas”.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:16
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É VERGONHOSO o cenário em que se encontram os bancos técnicos do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ). A imagem documenta um aspecto arrepiante, bancos técnicos suportados por blocos de cimento!

 

 

 

Os seus ferros de suporte ao solo, sei lá, desapareceram. Ninguém quer os recolocar. Quando sopra o vento, estes se deslocam de um lado para o outro, perigando a integridade física dos seus ocupantes.

 

 

Aconteceu em muitos jogos desta campanha de qualificação para o CAN-2015, desde o confronto com o Sudão do Sul, recorde-se, foi num dia em que fazia ventania em Maputo.

 

 

Na final da Taça de Moçambique, semana passada, foi dado o aviso, mas ninguém tomou conta do recado, ignorou-se o cenário que se viria repetir no último sábado no jogo contra a selecção da Zâmbia.

 

 

A Direcção do Estádio Nacional não deve ficar alheia àquele triste problema, que por sinal é de uma resolução pouco aturada em termos financeiros.ENZ é nossa principal sala de visitas em termos desportivos, por isso bancos técnicos suportados por blocos de cimento são uma nódoa à nação que se esforçou bastante para ter um estádio daquelas dimensões.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:11
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PARA ganharem o jogo e depois honrarem o falecido presidente Michael Sata, os adeptos zambianos estiveram em número considerável no Estádio Nacional do Zimpeto, na tarde de sábado.

 

 

 

Calmos, serenos e calculistas, como foi a atitude da sua selecção em campo, os adeptos gritavam quando necessário e no final dos 90 minutos constataram que o seu esforço (físico e financeiro) de viajar para Maputo não foi em vão.

 

 

Não é para menos, a sua selecção, os “Chipolopolo”, arrancou uma preciosa vitória no Zimpeto e qualificou-se para o CAN-2015, que terá lugar na Guiné Equatorial.

É mais um CAN para os zambianos que, recorde-se, conquistaram esta competição há dois anos. Na altura, a competição foi co-organizada pela Guiné Equatorial e Gabão.

 

 

Do nosso lado, esfumou-se o sonho do quinto CAN. O quarto e último em que Moçambique se fez presente teve lugar em Angolana, em 2010.Parabéns aos adeptos zambianos pelo esforço, atitude e acima de tudo pela vitória e a consequente qualificação.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:07
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