Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quinta-feira, 06 DE Novembro 2014

 

 

O MOÇAMBOLA conheceu, no último fim-de-semana, o seu epílogo com o apuramento do campeão nacional, a Liga Desportiva de Maputo, que, por sinal, revalida o título, depois de uma luta titânica com os mais directos concorrentes, principalmente os Ferroviários de Nampula e da Beira, com o primeiro a render-se na derradeira ronda.

 

 

No momento do balanço da prova desportiva mais importante do país, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, fala dos bons e maus momentos passados ao longo da temporada e… remata: “Já adivinhávamos que havia de ser uma prova disputadíssima”.

 

 

 

Simango diz, em jeito de retrospectiva, que “este foi o Moçambola mais difícil que já tivemos de organizar em todos os sentidos, apesar de termos cumprido na íntegra o que era o nosso plano de actividades para a época que está a terminar. Já adivinhávamos que havia de ser uma prova disputadíssima, tendo em conta o trabalho que estava sendo feito a nível dos clubes. Sentimos que o nível de preparação de todos eles era elevado, esperávamos ter uma boa competição, uma disputa renhida.

 

 

 

A avaliação que faço é que em termos organizativos foi um sucesso. Cumprimos com o planificado. O calendário de competições foi observado a rigor. Tivemos poucas interrupções, aconteceram aquelas necessárias, Datas-Fifa, compromisso da Selecção Nacional, tudo em coordenação com a FMF. Não tivemos as paragens que aconteceram em 2013 ou 2012 que foram mais longas, fez-se um esforço de harmonização da programação de forma que não se prejudicassem as actividades dos clubes.

 

 

Com isso não quero dizer que não houve uma e outra paragem que tenha causado alguma reclamação dos nossos associados que são os clubes. Mas foram insignificantes, pois em qualquer parte do mundo os campeonatos param para dar lugar a outras competições, o que nós fizemos. Nota-se de algum tempo para cá algum crescimento em termos organizativos por parte dos clubes. Portanto, o que fizemos foi complementar e coordenar as actividades que têm sido feitas a nível destes.

 

 

 

Por consequência, tivemos um Moçambola brilhante e que chegou àquilo que mais ou menos vínhamos sonhando de algum tempo para cá, que pudéssemos ter uma prova competitiva, abrangente, emocionante… enfim, com todos estes adjectivos, tudo numa perspectiva de ter uma verdadeira primeira liga do nosso país”.

 

 

 

 

AMBIÇÃO DE FAZER UM POUCO MAIS

 

 

 

Numa prova desta envergadura, segundo Simango, há sempre a vontade de fazer um pouco mais e para isso é necessário que haja a colaboração de todos.

 

 

 

É verdade que nós, como direcção, temos desafios. Temos sempre ambições de fazer um pouco mais. A nossa vontade é que pudéssemos ter um pouco mais do que tivemos. Não fico feliz porque desceram três equipas. Para mim se a prova permitisse que não descesse ninguém era ideal, seria bom. Sei que mesmo os que desceram esforçaram-se muito, com todo o tipo de adversidade que nós conhecemos. Há dificuldades a todos os níveis, foi dos poucos Moçambolas que não ouvimos que há greves de salários, prémios, etc. Se houve um e outro caso foi de menor impacto e isto significa que há um crescimento colectivo notável. É este o Moçambola que queremos, com os condimentos daquilo que é futebol no mundo.

 

 

Nisto tenho a certeza de que não ficámos a dever nada. Precisamos de outro tipo de desafios, pois a nossa vontade é fazer um melhor Moçambola do que este que terminou recentemente, pois todos saímos a ganhar, com o espectáculo cada vez mais bonito, que levasse mais pessoas ao campo. Neste último aspecto parece-me que já temos público nos campos de forma razoável, é verdade que queremos mais, mas para isso é preciso fazermos investimentos, concretamente no capítulo das infra-estruturas, que possamos ter campos a nível daquilo que são as exigências. Se quisermos qualidade no futebol, também temos de ter qualidade infra-estrutural boa.

 

 

É preciso fazermos a manutenção dos campos, reabilitá-los, que tenham além do relvado que é o local onde decorrem os jogos, as bancadas em condições, os acessos fáceis, que tenham condimentos para acolher condignamente os jogos, com balneários, higiene, enfim. Hoje em dia nós, os moçambicanos, gostamos de nos sentir bem em qualquer lugar onde estivermos, seja nos cafés, restaurantes, nas nossas casas, na família, por aí fora. Nos campos também é preciso que se crie um ambiente de qualidade, onde as famílias podem ver o jogo num ambiente tranquilo onde é possível tomar um refresco à vontade sem nenhum impedimento, nem apertos. Portanto, ainda temos este desafio de ver as infra-estruturas a serem melhoradas para que possam corresponder ao crescimento desta prova.

 

 

 

 

CAMPEÃO NA ÚLTIMA JORNADA JÁ DIZ TUDO

 

 

 

Na sua dissertação, Simango não esquece a emoção que se viveu até à última jornada. Com algum sorriso, deixou transparecer que a missão foi bem cumprida.

 

 

 

No aspecto competitivo, só o facto de o campeão ter sido encontrado na última jornada diz muita coisa: a prova foi bem disputada, os clubes valorizaram a competição. A disputa foi do princípio ao fim. Do quinto até ao primeiro lugar a diferença pontual era escassa. Até à 20ª jornada tínhamos três a quatro equipas a lutarem pelo título e isso significa muito para esta nossa prova. Com todo o tipo de dificuldades que temos de encarar, todos nos esforçámos para que esta prova terminasse com sucesso. Ficou a ganhar o futebol, o público que todos os fim-de-semana correu de campo em campo para assistir este espectáculo que mexe com todos.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:41
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FICOU provado, mais do que nunca, que o Moçambola, por onde passa, muda a vida das pessoas. É um autêntico ciclone, no sentido positivo, porque impulsiona o desenvolvimento económico da região, que o digam os que hoje habitam as regiões por onde a prova já passou e ainda passa.

 

 

O presidente da LMF não deixou de mencionar esse “fenómeno”, pelo qual se orgulha e, em algum momento, é elogiado.

 

Por onde passa o Moçambola a vida muda. Que se pergunte à cidade de Quelimane, onde já passa esta prova, o que é aquela cidade com o Moçambola e antes de o ter. Pode-se colocar a mesma questão a Chibuto, Xinavane, Nacala, enfim…

 

O Moçambola entrou, invadiu. Os agentes económicos tiveram de dar o seu melhor na oferta de produtos. Tive a oportunidade de ir a Vilankulo ver a finalíssima da ‘poule’. Foi interessante ver o público e agentes económicos a nos aplaudirem por saberem que voltarão a ter o Moçambola. São cidadãos comuns que sabem que quando há jogo do Moçambola naquela vila, a vida muda e traz uma outra emoção. O Moçambola por onde passa deixa a sua marca, que é mudar a vida das pessoas para o melhor, do ponto de vista de ganhos em várias vertentes.

 

Esta é a força de mudança que o futebol tem, por isso era este o nosso desejo: abrangermos todas as províncias nesta prova. Infelizmente, não conseguimos chegar, não somos capazes, mas também por questões de organização de cada equipa ou clube.

 

Temos um clube novo que em um ano organizou-se e chegou ao Moçambola, o ENH. É um exemplo a seguir por outras províncias e colectividades, pois queremos voltar a ter o Moçambola no Niassa, Manica, Cabo Delgado, por aí em diante. Aliás, Cabo Delgado tem experiência nisso, o Ferroviário de Pemba já subiu e desceu várias vezes. Penso que não falta o conhecimento, falta talvez o aprimorar de alguns aspectos para se chegar aos níveis que se desejam. A população é que fica a perder a oportunidade de ter o futebol de primeira água do país, por causa desses factores.

 

Precisamos de nos juntar todos, clubes, parceiros, LMF como um bloco forte para fazermos esta prova como deve ser. A nossa vontade é fazer o melhor, não podemos nos limitar dizendo que isto é suficiente”.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:37
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NUM país em crescimento como o nosso, ninguém estaria, sozinho, em condições de promover uma prova da dimensão dum Moçambola, onde em cada final de semana as equipas viajam de uma ponta a outra e precisam de hospedagem e alimentação, para além de transporte, logicamente.

 

 

 

Para que a prova tivesse o sucesso que teve, a LMF contou com a contribuição de vários parceiros, aos quais Simango agradece e elogia.

 

 

“Sempre que há uma conquista, um ganho como este, quando a prova termina sem sobressaltos, não pode ser uma única pessoa ou entidade envolvida no trabalho. É um trabalho colectivo, no qual estão envolvidos também os parceiros. A minha palavra nesta fase do fim do Moçambola é de agradecimento a todos parceiros que contribuíram com uma fasquia alta, ou baixa, para tornar real esta prova. Por isso os meus agradecimentos. De uns tempos para cá, todos os que se comprometem a dar apoio têm honrado com os seus compromissos. Se calhar não a tempo como nós queremos, pois a demanda da própria prova é mais rápida do que os desembolsos, mas é de enaltecer que de uma forma geral a maioria dos nossos parceiros cumpriu e isso permitiu-nos chegar até onde chegámos.

 

 

Nessa componente nunca é demais explicar que tivemos um Moçambola em que começámos com um défice, e andámos com ele até ao fim. Graças à compreensão de alguns parceiros que nós temos, que são provedores de serviços, levámos o projecto até ao fim. Ainda existem alguns parceiros nossos que estão por fazer alguns desembolsos e acreditamos que o irão fazer sem qualquer tipo de problema. Mas nós continuamos a ter este desafio de um Moçambola cada vez mais sólido em termos financeiros, que ainda não alcançámos. Não alcançámos porque há um item bastante forte que é o transporte aéreo. Esta é uma dor de cabeça que nós temos, e isso acontece há 12 anos.

 

 

Há momentos em que conseguimos resolver o problema facilmente, há períodos que não, pois os custos operacionais estão anualmente a crescer. Se formos a ver, há dois, três anos não tínhamos taxas aeroportuárias e de segurança tão elevadas como as que temos agora. São pressupostos que têm estado a encarecer as nossas actividades. Planificámos, orçamentámos e quando vamos ao mercado de uma maneira geral os nossos parceiros são aqueles tradicionais que desde o princípio decidiram abraçar o projecto. Mesmo que se faça o incremento, não tem sido suficiente para fazer face ao crescimento da demanda, sobretudo no que concerne ao pagamento das taxas do aeroporto e de segurança.

 

 

É um desafio interessante que nós enfrentamos com muito gosto e enorme profissionalismo. Sabemos que mais cedo ou mais tarde, se calhar mais cedo, iremos chegar ao nosso objectivo, que é cobrir todo o orçamento do Moçambola.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:29
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A VILA turística de Vilankulo regressa ao Moçambola com o apuramento da ENH. As cidades de Quelimane e Nacala vão contar com mais uma equipa cada, respectivamente 1.º de Maio e Ferroviário. Perante esta situação, questionámos a Simango o que isso significava em termos orçamentais, tendo respondido:

 

 

 

É um desafio. Nós conhecemos Vilankulo, já lá estivemos durante quatro anos seguidos. A maior parte dos clubes já foi lá jogar, sabe o que lhes espera. Conhecemos Quelimane, só aumenta mais uma equipa, o mesmo acontecendo com Nacala. O nosso trabalho está facilitado em termos de orçamento.

 

 

Um dado novo é que Nacala vai ter um Aeroporto Internacional a partir do próximo ano. Possivelmente teremos de accionar a possibilidade de uma ligação aérea directamente para Nacala e não fazermos a ponte em Nampula como acontece agora. É mais um desafio, vamos ter de trabalhar. Em relação a Vilankulo é prematuro, temos de ver quais são os meios que temos.

 

Mas a forma-base que até este momento temos é sempre utilizar a via terrestre, o que não é aconselhável, não é aquilo que queremos fazer. A via terrestre é um dado seguro, mas é muito cedo para dizermos o que vamos fazer. Temos ainda vários contactos por estabelecer. Já tínhamos começado a accionar vários meios alternativos mesmo aéreos para fazermos algumas deslocações, e ainda é prematuro revelar o que é. A companhia que usamos não abrange Vilankulo, mas nós fazemos o nosso melhor para resolver este assunto”.

 

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

 

publicado por Vaxko Zakarias às 09:22
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O facto de Quelimane contar com mais um campo próximo ano agrada ao presidente da LMF e, consequentemente, à LMF.

 

 

 

Em Quelimane parece que teremos a sorte de ter mais um campo disponível para os jogos, além do campo do Sporting. Fizemos o nosso trabalho este ano para termos o campo do Sporting disponível. Mas agora parece-me que o campo do Sporting é pequeno para as duas equipas. Felizmente, parece que o Ferroviário irá jogar no seu campo, já reabilitado, e isso é uma boa notícia.

 

 

Em Nacala temos um campo sintético que, felizmente, pode ser utilizado por duas equipas. Podem-se fazer muitos jogos sem que haja estragos. Espero que não haja nada que impeça que isso aconteça, até que apareça um outro em condições, o campo do Ferroviário de Nacala, por exemplo.

 

 

Mas são dados preliminares, ainda não temos informações dos clubes sobre onde querem ou irão jogar. Isso havemos de saber durante as visitas que queremos fazer brevemente aos clubes promovidos para nos inteirarmos das suas condições e percebermos se estarão à altura dos desafios que o Moçambola os coloca”.

 

 

GIL CARVALHO

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:13
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AS equipas estrangeiras que participam a partir de domingo, em Maputo, nas eliminatórias para a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos, em seniores masculinos e femininos, começam a chegar hoje, segundo a organização da prova.

 

 

Até ao momento confirmaram a sua presença quatro equipas angolanas, uma da África do Sul e igual número do Botswana.Em masculinos, Angola, potencial concorrente a ocupar um dos dois lugares na fase final, será representado pelo 1.° de Agosto e Recreativo de Libolo, enquanto, em femininos, o Inter de Luanda e 1° de Agosto lutarão pelo apuramento. Ainda não são conhecidos os nomes das formações do Botswana e África do Sul.

 

 

Estas equipas irão bater-se com as formações nacionais. Os Ferroviário da Beira e de Maputo far-se-ão presente em masculinos, este último também em femininos, e apostam forte no apuramento para a Taça dos Campeões. Os “locomotivas” beirenses participam na competição na qualidade de campeões, em masculinos, e os da capital como campeões, em femininos, e vice em masculinos.

 

 

 

ARRANQUE ADIADO PARA DOMINGO

 

 

 

Porque o número de equipas presentes é reduzido em relação ao esperado, a organização alterou a data do início da prova de sábado para domingo, estando a final marcada para o dia 15.   

 

 

 

Entretanto, busca-se alternativa ao pavilhão do Maxaquene que só a partir do dia 11 de Novembro pode receber jogos. Enquanto isso, a organização procura soluções, sendo que os pavilhões do Desportivo ou da A Politécnica acolherão o certame nos primeiros dois dias (9 e 10).

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:05
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