Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 03 DE Outubro 2011
Moçambique foi implacável ante a RD Congo

UFF! Mesmo quando luta pelos lugares de menor importância esta selecção não consegue nos livrar de um possível ataque cardíaco. O quinto lugar na classificação geral do Afrobásquete Mali-2011 foi conseguido de forma surpreendentemente sofrida, diante dos Camarões, ao cabo de uma apertada vitória pela marca de 68-67.

 

É verdade que razões absolutas para festejos neste campeonato pertenceram àquelas selecções que ontem à noite subiram ao pedestal do pavilhão do Estádio 26 de Março, em Bamako, para receberem medalhas. No entanto, e porque cada um na vida tem as suas razões para sorrir ou para chorar, não foi sem razão que as nossas atletas exultaram de alegria, quando soou a buzina, com apenas um ponto de vantagem.

 

 

Estava, pois, superada a sexta posição alcançada há dois anos, em Madagáscar, o que, podendo ser insignificante aos olhos de muita gente, é para elas fruto de muito suor no epílogo de uma prova em que somente baquearam frente às melhores formações do continente.

 

 

No sábado, Moçambique foi implacável ante a RD Congo, ganhando por 84-60, numa partida em que Ana Flávia Azinheira e Ruth Muianga puxaram da sua sóbria experiência para a construção de uma vitória que constituía o princípio da perseguição do quinto posto.

 

 

Com Deolinda Gimo sem poder alinhar devido a lesão e Deolinda Ngulela visivelmente diminuída fisicamente, mas mesmo assim a oferecer o seu saber à equipa, também a infalível Leia Dongue esteve em plano de destaque, tal como Anabela Cossa e Odélia Mafanela.

 

 

Mas ontem, senhoras e senhores, no pavilhão do Estádio Modibo Keita, a tarde pertenceu inteiramente a Anabela Cossa, com lançamentos triplos que acabaram sendo determinantes para o triunfo, muito embora tenha sido bastante sofrido e periclitante nos segundos finais, dada a condescendência defensiva da nossa equipa, situação bem aproveitada pelas camaronesas para uma ameaça que chegou a gelar as hostes moçambicanas, sobretudo porque, no dia anterior, diante da Costa do Marfim, os Camarões haviam obtido uma vitória, com um triplo, mesmo sobre a buzina.

 

 

 

Estávamos todos nós descansados, julgando que se trataria de “favas contadas”, particularmente quando a diferença chegou aos 14 pontos. E esta tese era sustentada pela forma pragmática como a equipa desenvolvia o seu fio de jogo ofensivo, com Anabela, Ana Flávia e Leia – a despeito desta mostrar-se claramente exausta - a darem sequência positiva à inteligência colocada em campo por Deolinda Ngulela, que a pé coxinho ia revelando a sua galhardia.

 

 

 

Entretanto, embora tudo estivesse a correr bem, Moçambique não conseguia, inexplicavelmente, segurar com determinação a vantagem que ia construindo.

 

 

Vai daí, os Camarões, inconformados com o rumo dos acontecimentos e vendo que era possível discutir o jogo até à última gota de sangue, empertigaram-se e foram explorando algumas fraquezas defensivas das nossas atletas para se aproximar no marcador. Para tanto, terá contribuído de forma decisiva a acção de Priscilla Ndiandja, que rivalizava com Anabela nos lançamentos a partir dos 6.25 metros.

 

 

 

Verdade seja dita: a crença, a entrega e o nunca virar a cara à luta evidenciados pelas camaronesas acrescentou muitos pólos de atracão à partida, sobretudo na ponta final quando, no quarto período, saíram de 11 pontos de desvantagem para apenas um (66-65).

 

 

As preocupações nas hostes moçambicanas vieram ao de cima. Algum improviso à mistura, fruto do nervosismo que se tinha apossado das jogadoras, mas aí o técnico Carlos Alberto Niquice soube ler os factos e inteligentemente encontrar as alternativas viáveis: Anabela, Ana Flávia e Deolinda Ngulela, sobretudo estas, para a partir da sua inspiração fazer a diferença na altura do xeque-mate.

 

 

E é preciso reconhecer que custou muito, pois mesmo quando Anabela, com um triplo, aparentemente tinha resolvido a questão, as camaronesas não se deixaram abater, tendo sido necessário “queimar” os derradeiros segundos com uma certa manha, porque o perigo de uma reviravolta no marcador permanecia iminente.

 

 

Alinharam e marcaram: Valerdina Manhonga (4), Deolinda Ngulela (5), Ana Flávia Azinheira (12), Anabela Cossa (24), Cátia Halar (2), Filomena Micato (0), Leia Dongue (13), Ruth Muianga (4), Ondina Nhampossa (2) e Odélia Mafanela (2).

 

 

Entretanto, a selecção nacional deixou ontem à noite Bamako rumo a Nairobi, onde passará todo o dia de hoje, devendo desembarcar em Maputo esta manhã. Na capital maliana permanecem as homenageadas Esperança Sambo e Aurélia Manave, que ontem viveram a final do Afrobásquete Mali-2011 com alguma nostalgia, pois, como sempre diziam “só apetece estar lá dentro”.
  • Alexandre Zandamela
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:20
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Liga Muçulmana

A LIGA Muçulmana tem praticamente o titulo assegurado e tudo indica que vai revalidá-lo depois de ter vencido na tarde de sábado o Desportivo, por 3-1. Neste momento soma 49 pontos, mantendo os 11 de vantagem sobre o Maxaquene que goleou também no sábado o Sporting da Beira, por 5-1. No clássico da ronda, o Ferroviário e o Costa do Sol do não foram para além de uma igualdade a duas bolas.

 

 

Se a questão do título parece resolvida, a da manutenção continua bem acesa.

 
O Matchedje, apesar da crise, conseguiu uma preciosa vitória sobre o Vilankulo FC, por 2-1 e soma 19 pontos, menos três que o Incomáti que perdeu em casa com a HCB, por uma bola sem resposta.
O Atlético Muçulmano, que também está a  abraços com problemas de salários em atraso dos seus jogadores, foi a Tete empatar com Chingale sem abertura de contagem e já soma 17 pontos em penúltimo lugar. O último é ocupado pelo Sporting, humilhado pelo Maxaquene, com 16 pontos.
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:16
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Costa do Sol vs Ferroviario do Maputo

O CLÁSSICO do futebol nacional que opôs o Costa do Sol e o Ferroviário do Maputo valeu, sobretudo, pela segunda parte, período em que se assistiu a momentos de bom futebol e com quatro golos, alguns dos quais de belo efeito.

 
O empate a duas bolas acabou sendo uma excelente prenda para os milhares de espectadores que acorreram ao campo do Costa do Sol. A interrupção do Moçambola, por cerca de um mês e meio, parece ter influenciado os jogadores apenas na primeira parte, visto que na segunda houve ritmo de jogo e emoção, condimentos próprios de um clássico.

A primeira parte foi muito mal jogada, com as duas equipas a errarem muitos passes. Sem ritmo competitivo, devido à paragem na prova, assistiu-se, sobretudo na etapa complementar, a uma péssima propaganda de futebol. Chegou a dar sono, dado o ritmo monótono como decorreu a partida ao longo dos 45 minutos. Reflexo disso  é que durante esse período só houve um lance de ataque digno de registo e a pertencer ao Ferroviário. Tchitcho procurou de fora da área surpreender Mohamad, que se mostrou seguro entre os postes.

 

 

O intervalo parece ter servido de incentivo para ambos os colectivos, na medida em que ressurgiram mais esclarecidos e a imporem maior velocidade, com os “canarinhos” a aproximarem-se da baliza adversária com maior perigo, mas pecavam no último passe. Foi no melhor momento da equipa da casa que os “locomotivas” chegaram ao golo por intermédio de Imo, à passagem dos 52 minutos.

 

 

O médio ofensivo teve o discernimento necessário para bater Abu, que até à altura do golo não tinha tido trabalho. No entanto, a vantagem do Ferroviário durou apenas cinco minutos, visto que David estabeleceu o empate após uma boa jogada individual em que tirou dois adversários do caminho para depois rematar certeiro.

 

 

 O desafio ganhou maior emoção dentro e fora de campo, já a um ritmo que se  aproximava a um verdadeiro clássico. O Ferroviário, que não se deixou afectar pelo golo, procurou voltar novamente à vantagem. Edgar, que tinha entrado para o lugar de Buramo, foi o primeiro a obrigar Abu a uma defesa apertada para canto. Com este lance, os comandados de Nacir Armando ganharam confiança e assumiram as rédeas do jogo. A atitude arrojada dos visitantes foi coroada já perto do final do jogo quando Clésio Baúque, que havia substituído Tchitcho, desferiu, em rotação. um portentoso remate de fora da área com a bola a anichar-se no fundo da baliza.

 

 

Em vantagem, o Ferroviário foi gerindo o jogo, mas já em cima dos noventa minutos sofreu um duro golpe quando, na sequência de um pontapé de canto directo, superiormente marcado por David, o Costa do Sol chegou ao empate, levando ao delírio aos seus adeptos “canarinhos”.

 

 

Foi com uma igualdade a dois golos que terminou o encontro, que até poderia ter conhecido outro desfecho se Edgar e David tivessem tido maior frieza.

 

 

FICHA TÉCNICA:

 


ÁRBITRO: Anibal Armando, auxiliado por Ivo Francisco e Eduardo Gatoma. Quarto árbitro: Arlindo Silvano

 

 

COSTA DO SOL: Abú; João Mazive, Abú II, Jonas e Manuelito; Mambo, Fido (Tchaka), David e Rúben; Josimar e Parkim (Babo).

 

 

FER.MAPUTO: Mohamad; Butana, Zabula (Sissoko), Fredy I e Chico; Whisky, Tchitcho (Clésio), Imo e Buramo (Edgar); Luís e Sonito.

 

 

DISCIPLINA: Cartão amarelo para Imo e Zabula.

 

 

GOLOS: Imo aos 52 minutos, Parkim aos 57, Clésio 83 e David 91.
  • Ivo Tavares
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:09
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Liga vs Desportivo

O QUE marcou a diferença no comportamento das duas equipas no rectângulo do jogo foi a faculdade que a Liga Muçulmana teve no aproveitamento de oportunidades que surgiram parte a parte. A verdade manda dizer que a Liga foi oportunista no melhor sentido da palavra, porque soube tirar o proveito das fragilidades do adversário. E diga-se, com franqueza, que o Desportivo teve soberbas chances na segunda parte, mas leigo no capítulo da finalização.

 

Quando as cartas foram lançadas na mesa, veio a indicação de que estaríamos perante mais um duelo interessante. As razões eram óbvias: dois rivais assumidos estavam no teatro das operações com objectivos bem claros. Por um lado, estava uma Liga Muçulmana ansiosa em elevar a fasquia na sua caminhada para o título. Por outro, um Desportivo preocupado em salvaguardar o seu estatuto e orgulho, uma vez perdida a batalha em relação ao título.

 

 

 

Contudo, acabaria sendo a Liga Muçulmana a desfrutar do melhor momento nas suas investidas: livre cobrado pelo brasileiro Ítalo para a cabeça do “central” Dário Khan, que apenas encostou a cabeça fazendo o 1-0 aos 10 minutos. Este tento resume-se numa entrada bem conseguida da Liga ao jogo. Aproveitou-se da desconcentração da defensiva, num período em que ambas as equipas procuravam se encaixar no terreno.

 

 

Aliás, a Liga já dava indicações positivas na evolução do seu sistema táctico, ao privilegiar um ataque bem apoiado pelo meio-campo e uma defensiva que sabia acompanhar as circunstâncias do jogo.

 

 

Mesmo assim, a balança voltou a equilibrar-se quando, curiosamente, o “central” Baúte bateu o guarda-redes Leonel na também cobrança de um livre, aos 14 minutos.

 

 

O jogo ganhou mais animosidade com os artistas a relançarem as fogueiras para cada lado, só que voltou a ser o Desportivo a acusar mais um erro defensivo, ao abrir caminho para Telinho bater novamente Leonel, aos 44 minutos.

 

 

 

A Liga foi ganhando maior confiança e tranquilidade, e, na segunda parte, fez o seu jogo, desta vez procurando fazer circular o esférico com rápidas desmarcações, para desequilibrar a defensiva. E conseguiu, para além de que a sua defensiva revelou-se mais que os avançados.

 

 

 

O “central” Aguiar teve igualmente boas incursões individuais que estremeceram Leonel. Na primeira, rasgou o corredor direito e, à entrada da grande área, forçou o “keeper” alvi-negro a usar reflexos, defendendo o “tiro” para canto. Este foi o prenúncio de mais um golo de cabeça de Dário Khan,  saído novamente dos pés de Ìtalo, que bateu o canto.   

 

 

O ataque “alvi-negro” ressentia-se do apático Tico-Tico e Abílio remava contra a maré. Mesmo assim, a força colectiva proporcionou uma reacção positiva à turma “alvi-negra”, que se sentiu mais balanceada com as mutações feitas por Augusto Matine na segunda parte. Porém, muito longe de acertar na finalização.

 

 

Nem Santos, que entrou no lugar de Tico-Tico, viu a baliza de Nelinho, este nalgumas vezes em desequilíbrio. Jojó e Isac falharam o alvo também em circunstâncias claras para visar.

 

 

E nesta onda de falhanços, a Liga aproveitou-se mais de um deslize da defensiva. Telinho foi estorvado à entrada da grande área e Mateus Infante, árbitro da partida, assinalou penalte. Porém, Dário Khan bateu para a figura de Leonel.

 

 

A “águia” voltou a claudicar, com Cândido a não aproveitar uma perdida defensiva próximo do guarda-redes Leonel.

A equipa de arbitragem não merece grandes reparos, pois fez um bom trabalho.

 

 

FICHA TÉCNICA:

 

ÁRBITRO: Mateus Infante, auxiliado por Célio Mugabe e Adão Chitache. O quarto árbitro foi Adolfo Chitache.

 

DESPORTIVO – Leonel; James, Edgar, Baúte e Cândido; Isac, Tchótchó (Beto), Marvin (Jójó) e Gregório; Abílio e Tico-Tico (Santos).

 

LIGA MUÇULMANA – Nelinho; Cantoná, Dário Khan, Aguiar e Mucuapel; Ítalo, Momed Hagy, Paíto (Mustafá) e Nelson (Maurício); Telinho e Dário Monteiro (Muandro).

 

DISCIPLINA: cartolinas amarelas a Abílio  e Aguiar.

  • Salvador Nhantumbo
publicado por Vaxko Zakarias às 12:04
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Ferroviario da Beira

É verdade. Os dois conjuntos, que são da mesma família, até parece que combinaram o resultado pela forma como abordaram o jogo durante os 90 minutos, empatando em todos os aspectos, desde falhanços, mediocridade, infantilismo e, até, na forma empírica como os jogadores faziam as leituras tácticas.

 
Saiu a turma visitante e desde logo começou a procura de melhor entrosamento, ante um adversário que entrou desastrado, mas que, pouco a pouco, foi-se encontrando até equilibrar os acontecimentos em campo, tendo até sido o primeiro a criar perigo de golo, que Mupoga desperdiçou quando eram jogados sete minutos.

Depois de 15 minutos de partilha de equilíbrio, os homens do brasileiro Alex Alves voltaram a assumir o controlo do meio-campo e, aos 20 minutos, Rocksana negou o golo, aplicando-se com uma palmada sobre a bola para canto, que, no entanto, não resultou.

 

 

Os beirenses reorganizaram-se na intermediária e o jogo voltou novamente a estar equilibrado, com os locais um pouco mais ascendentes no volume atacante, mas a serem perdulários na finalização, o que aconteceu até ao intervalo.

 

 

A segunda parte começa com os treinados de Mussá Osman mais balançados ao ataque, com o intuito de chegaram ao golo, só que, tal como acontecia na etapa inicial, os atacantes pecavam em todos os aspectos, esbanjando as inúmeras oportunidades de golo criadas.

 

 

Os dois técnicos operaram substituições, mas nem com isso as coisas melhoraram, antes pelo contrário, os falhanços multiplicaram-se, sobretudo nas hostes beirenses, como o que aconteceu aos 70 minutos quando Stiven não conseguiu dar seguimento a uma jogada bem elaborada de Zicco.

 

O juiz da partida esteve bem e também foi bem auxiliado.

 

 

FICHA TÉCNICA :

ÁRBITRO: Amosse Lázaro, auxiliado por Salomão José e Júlio Muianga. José Mandava foi o quarto árbitro.

 

 

FER. DA BEIRA- Rocksana, Faife, Gildo, Nené, Mupoga (Chana), Gervásio II, Eládio (Barrigana), Michael, Zicco, Jerry (Maninho) e Stiven.

 

FER. DE NAMPULA Caio, Hipo, Mabucho, Kalanga, Dondo, Nelinho (Mitó), Tchitcho, Zuma, Massaya (Binó), Edmundo e Joaquim (Henriques).

 

 

DISCIPLINA:Amarelos para Gervásio II e Nené (Fer da Beira) e Caio e Dondo (Fer. de Nampula)
  • António Janeiro
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 11:54
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Chingale

O CHINGALE consentiu um empate sem abertura de contagem ante o aflito Atlético Muçulmano, numa partida sem muita história. O Chingale entrou de rompante com duas jogadas de perigo na zona mais recuada do Atlético Muçulmano, mas na hora da verdade os pontas-de-lança de Tete desperdiçavam as jogadas, permitindo a intervenção dos defensores visitantes.

 

Jogados 10 minutos, num contra-ataque, Paulo rematou com muita força que em  jeito, mas a bola passou rentinha ao poste direito à guarda de Valério.

 

 

Minutos depois foi a vez de Tony chutar por cima do travessão.

 

 

O Atlético Muçulmano, por sua vez, aproveitando alguns furos no meio-campo do Chingale, aos poucos foi aparecendo com um certo perigo na zona mais recuada, mas os pontas-de-lança  não conseguiam realizar os seus intentos, porque encontravam uma forte cortina defensiva constituída pelo trio, Celso, Fred e Elísio.

 

 

O Chingale esteve sempre na mó de cima, embora com alguma desorganização no seu meio-campo foi esquematizando o sistema de defesa e contra-ataques que nalgumas vezes provocava calafrios na defensiva muçulmana.

 

 

Apesar de tanto calor que se fez sentir, os atletas muçulmanos não arregaçaram as mangas, continuaram a pressionar à procura do golo da vitória, atendendo à situação de aflição em que estão submetidos na tabela classificativa.

 

 

Veio a segunda parte com o Chingale a demonstrar uma outra dinâmica que parecia trazer outro resultado, fazendo jogadas com uma certa objectividade, mas a falta de calma e ganância por parte dos seus atacantes, o golo não aparecia.

 

 

 

Os pupilos de Sérgio Faife sempre levaram com algum perigo a bola até à zona mais recuada do Atlético Muçulmano, mas na hora exacta pareciam estar pregados no relvado, falhando constantemente a baliza, às vezes completamente desguarnecida.

Toda a segunda parte foi um autêntico martírio para o Atlético, que fez tudo para assegurar o empate, uma vez que o caminho para o golo estava praticamente encerrado pela barreira montada pelo técnico do Chingale.

 

 

Os dois bancos técnicos tentaram efectuar algumas mexidas, que em nada resultaram, porque os golos teimavam em aparecer.

Já no tempo de compensação, o Chingale voltou a desperdiçar uma oportunidade de golo certo, quando Zé atirou muito frouxo para as mãos de Valério.

 

 

O árbitro António Massango, apoiado por Nhatove Paulo, Luís Santiago e César Colar como quarto árbitro, realizou um bom trabalho.

 

FICHA TÉCNICA:

 


CHINGALE- Joaquim, Celso, Fred, Elísio, Tony, Hajy, Zé, Maurício, Paulo, Magaba e Alone. Alinharam ainda Hilário, Rafael e Ernesto.

ATLETICO MUÇULMANO- Valério, Clarêncio, Denisse, Monis, Sipho, Dércio, Zwane, Julinho, Pondja, Marufo, Eboh. Foram usados os suplentes Tony, Macome.

 

 

Acção disciplinar - cartões amarelos para Alone e Zé, ambos do Chingale,  e Macome do Atlético Muçulmano por anti-jogo.
  • Bernardo Carlos
publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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RESULTADOS

 


Chingale-Atlético Muçulmano (0-0)

Fer.Nampula-Fer.Beira (0-0)

Matchedje-Vilankulo FC (2-1)

Costa do Sol-Fer.Maputo (2-2)

Desportivo-Liga Muçulmana (1-3)

Maxaquene-Sp.Beira (5-1)

Incomáti-HCB (0-1)

 

 

                                                                               CLASSIFICAÇÃO

 

 


                                               J              V             E            D             B         P

1º LIGA MUÇULMANA                  21        15        4          2       31-11   49

2º Maxaquene                           21        10        8          3       29-14   38

3º Costa do Sol                          21        10        4          7       24-19   34

5º Chingale                                21        8          8          5       19-15   32

4º Desportivo                              21        9          4          8       20-17   31

6º Fer. Nampula                           21        9          4          8       26-22   31

7º Fer. Maputo                             21        8         6          7         31-27   30

8º HCB do Songo                         21        7         10        4         20-11   29

9º Vilankulo FC                            21        7         5          9          22-23   26

10º Fer. Beira                               21        4         12          5        15-20   24

11º Incomáti                               21        6          4          11        09-22   22

12º Matchedje                              21        5          4          12        18-31   19

13º Atlético Muçulmano                 21        4          5          12        17-27   17

14º Sporting                                 21        4         4          13        13-35   16

 

 

PRÓXIMA JORNADA (22ª)

 


HCB-Liga Muçulmana

Fer.Maputo-Incomáti

Fer.Nampula-Costa do Sol,

Sp.Beira-Fer.Beira

Atlético-Maxaquene

Vilankulo FC-Chingale

Matchedje-Desportivo

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:22
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VOLEIBOL

O ciclo de palestras será organizado pelo Técnico brasileiro Hildeberto Araújo, ex-seleccionador da equipa Nacional de voleibol sénior masculina de Moçambique e colunista do site involeibol e mais voleibol( coluna tempo técnico) e por  profissionais das áreas de : Preparação física, psicologia do desporto e técnico de outras modalidades. O ciclo de palestra contara com a  parceria da Associação Juvenil Hotson.

 

O Objectivo do ciclo de palestra é estimular o conhecimento, a curiosidade e a pesquisa no voleibol, do trabalho de escalões de base ao alto-nível. Os temas abordados serão : A preparação técnico-táctica, periodização do treinamento, motivação de atletas , formação de equipas campeãs e nutrição.

 

A abertura do ciclo de palestra sera dia 04 de Outubro de 2011, às 9 hs na Escola Secundária da Zona verde. No primeiro encontro será abordado: O voleibol nos jogos Africanos e directrizes para o desenvolvimento do voleibol a nível do município da Matola.

 

O publico alvo, será treinadores de voleibol da Matola e alguns técnicos convidados.O ciclo será gratuito, ministrado aos fins de semana e  com aulas teóricas e praticas.

 

Contacto : 843014493- 824317011

publicado por Vaxko Zakarias às 10:59
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Inácio Bernardo da comissão organizadora

O Tempo Técnico (Involeibol – Maisvoleibol) Encontrou o senhor Inácio Bernardo, Director Nacional de Desporto e chefe da Missão Moçambique, organismo responsável pela coordenação e preparação das Selecções Nacionais para os Jogos Africanos. Inácio Bernardo é um profundo conhecedor e entusiasta do desporto, visto que antes de ocupar importantes cargos no Desporto Nacional, ele também foi treinador e Seleccionador Nacional de basquete.

 

Tempo Técnico- Boa tarde senhor Inácio Bernardo, Como o senhor resume o trabalho de Moçambique nos Jogos Africanos?

 

Inácio Bernardo – Bem em primeiro lugar obrigado pela oportunidade, dizer que os Jogos Africanos que se realizaram em Maputo do 3 a 18 de setembro, foram organizados pensamos nós ao mais alto nível e que também poderemos concluir que foram um sucesso. Foram um sucesso, atendendo primeiro: Aquilo que eram nossos objectivos inicialmente quando nós nos propusemos, que era realizar os jogos com todo a tranquilidade e que nossas equipas apresentassem níveis competitivos  ao mais alto nível, e em segundo aspecto : Por aquilo que os próprios países que acá estiveram, claramente em termo de várias intervenções, também subsidiaram informando que os jogos teriam decorrido da melhor maneira.

 

Tempo Técnico – Qual o maior legado deixado pelos Jogos Africanos para Moçambique?

 

Inácio Bernardo- O primeiro legado dos jogos Africanos para Moçambique é a questão das infra-estruturas desportivas. Nós quando avançamos com a organização, estávamos muito claro de quais seriam os pontos forte para nós nesta organização. O primeiro dos quais seria a questão das infra-estruturas. Sentimos que o pais saiu valorizado, iniciamos algumas infra-estruturas de raiz, outras que foram reabilitadas, com são os casos: do pavilhão do Maxaquene, Desportivo, Académica e o pavilhão do Estrela Vermelha que a mais de vinte anos não recebiam alguma reabilitação adequadas as condições reais para realizações de competições. Hoje temos qualquer um destes pavilhões com níveis internacionais para a realização das próprias competições. Os outros de raiz como é o caso particular da canoagem em Nhambavale - Chindeguele, a questão da própria sede, da área técnica liga a questão da vela; A infra-estrutura do Estadio Nacional, também as piscinas olímpicas, as duas piscinas olímpicas, a de aquecimento e a de competição, assim como a aldeia dos jogos onde conseguimos alojar todos os atletas que acá participaram.

 

O segundo legado para nós foi a restruturação das próprias Federações Desportivas Nacionais. As Federações apareceram muito mais fortes, subsidiaram as Federações desportivas africanas na organização das provas, tanto tiveram papel para o sucesso da própria prova.

 

 E por ultimo, o plano Nacional de Preparação das Selecções Nacionais. Portanto hoje sabemos o que que as selecções Nacionais podem nos dar, sabemos o quando, onde em termo de resultados palpáveis na perspectivas se aparecemos em Londres ou no Brasil, porque tudo que agora fizemos, o ponto mais alto de preparação e de participação será nos jogos Olímpicos no Brasil em 2016. Portanto tudo que nós fizemos não foi só para agora, foi iniciar de um projecto a longo prazo que poderá ter seu corte avaliativo em 2016 no Brasil.

 

Tempo Técnico – Os jogos deixaram uma grande infra-estrutura para o desporto de Moçambique, porém há modalidades que não foram contemplada, com estas infra-estruturas, como é o caso do Voleibol. Há algum plano para sanar esta deficiência?

 

Inácio Bernardo- Bem o nosso plano para sanar esta deficiência, tínhamos sido claro com a Federação de Voleibol logo no início, que deveria escolher um pavilhão cuja reabilitação poderia beneficiar por muito longo anos em termo de actividade do voleibol, e ela optou pelo pavilhão do Maxaquene. E sabemos nós  que o pavilhão do Maxaquene, é um pavilhão essencialmente para o Basquetebol, mas neste momento estamos a fazer a respectiva redistribuição iremos pensar num dos pavilhões onde o voleibol ficar qualificado, porque o Maxaquene e o Desportivo vai ser qualificado praticamente para o Basquetebol, portanto o Estrela para o Boxe e o Académica vai ser qualificado para o próprio Handebol.

 

Portanto vamos ver  quais dos pavilhões, entre a liga Muçulmana, incluindo o próprio Académica e os outros tanto, qual seria qualificado para o Voleibol. O problema é que não partimos bem, mas nesta requalificação poderemos acomodar a questão do voleibol.

 

Tempo Técnico- O senhor também foi um grande torcedor nos Jogos Africano. A involeibol destacou sua presença no Jogo entre Moçambique X Seychelles O que o senhor achou do jogo?

 

Inácio Bernardo -Bem eu sou um torcedor de Voleibol, apesar de ser Director Nacional, porque não só por ser Director Nacional, mas também faz parte do grupo de modalidades que sinto que possa ter tido um grande crescimento nos últimos anos, e conforme sabes, nós a nível de Voleibol, achávamos e mesmo na planificação da confederação desportiva estava claro que o Voleibol de praia nos traria uma medalha e estávamos claros que o Voleibol de Sala poderia trazer não  uma medalha, mas que o seu nível de participação seria interessante. Gostei do jogo, simplesmente senti que apesar de que termo crescido muito, ainda não conseguimos atingir aqueles níveis mínimos capaz de ombrear de igual para igual com qualquer umas das selecções que por aqui andaram, mas sinto que estivemos bem e pensamos nós que alguns atletas fizeram o seu melhor para conseguir um bom resultado, isto não tenho dúvidas nenhuma, e conforme eu digo: Apesar de estarmos num nível muito abaixo, sinto que houve uma grande evolução do voleibol.

 

 Tempo Técnico- Existe uma grande deficiência de conhecimento no voleibol Moçambicano. Os Técnicos, os Árbitros não estam bem preparado para exercer a função.Há algum projecto para sanar esta deficiência?

 

Inácio Bernardo -Sim temos, nós temos um projecto de auxílio a formação de agente desportivo. O nosso grande foco neste 3, 4 anos será dar continuidade a formação de treinadores. Sentimos que a parte da gestão, a parte do treinamento é uns dos pontos franco no desenvolvimento do nosso Desporto e por isso, com este sistema de formação de agente desportivo, queremos levar a formação de treinadores a nível de todas as províncias e estamos a levar, mas queremos elevar o nível de qualidade deste mesmos treinadores em termos de conhecimento em termos físicos, técnicos, e por ai também trazer aquilo que é capacidades dos nossos árbitros poderem de uma maneira clara ajuizar estes tipos de jogos, porque conforme sabes, sempre temos grandes competições internas. Sem termos o nível de competição bastante elevados dos nossos treinadores e atletas, dificilmente poderemos ter atletas no mais alto nível, por isso que nos queremos potenciar cada vez mais a melhoria na formação dos nossos sector desportivo, incluído os treinadores e os próprios árbitros.

 

Tempo Técnico- Para finalizar a entrevista, o senhor poderia deixar uma mensagem para a comunidade voleibolista de Moçambique?

 

Inácio Bernardo- Precisamos de uma vez por todas e cada vez mais de conseguirmos distritar a questão das nossas competências. Nós como Governo, cabe-nos claramente criar condições para a pratica do próprio voleibol, fiscalizar, avaliar, fazer a monitoria, definir as politicas desenvolvimento do próprio voleibol em conjuntos com a respectiva Federação, mas compete ao movimento associativo criar condições para lideranças dos seus respectivos processos, criar condições de perceber até que ponto nós poderemos chegar, porque para melhoria de qualquer uma das modalidades, cabe aos seus próprios fazedores fazer força para que esta modalidade apareça acá acima e nós como Governo estaremos pronto para dar o respectivo segmento e enquadrar de acordo com suas potencialidades e de acordo com suas devidas capacidades. Estamos satisfeitos pois o vólei melhorou bastante, mas estamos consciente que o vólei poderá dar muito maior alegria a Moçambique e particularmente o voleibol de praia, sem deixar de pensar no voleibol de praia que sim poderá ser uma potencia nos próximos anos.

 

                                                                                                                                                                                        Tempo Técnico

                                                                                                                                                                                       Hildeberto Araujo

publicado por Vaxko Zakarias às 10:51
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mOçAMBIQUE

NÃO subimos ao pódio, mas estivemos muito bem perto de o fazer.  O desaire diante de Portugal, na partida de atribuição ao terceiro lugar, impediu a Selecção Nacional de hóquei em patins de coroar a sua excelente prestação com uma das três primeiras posições. Mas os hoquistas nacionais saem de cabeça erguida de San Juan, na Argentina, após terem deixado boquiaberto o mundo, com exibições entusiasmantes de 24 de Setembro até sábado.

 

O jogo frente a Portugal não correu bem. Devido ao esforço feito na partida das meias-finais, frente à Espanha, em que a equipa nacional perdeu por 4-3 só no prolongamento, após um empate a três no final do tempo regulamentar,  o cansaço foi visível e não conseguiu dar a mesma resposta que havia dado frente à Angola, Brasil e Espanha.

 

 

Até começou bem o jogo com um golo logo aos dois minutos e meio, por intermédio do goleador Frederico Saraiva.

A resposta dos portugueses veio logo, tendo o resultado chegado a atingir os 8-1, antes do 9-2 final.

 

 

Mas diga-se que Moçambique saiu de cabeça erguida de San Juan, com uma classificação à priori, impensável, visto que objectivo passava por ficar em oitavo lugar, mas o certo é que o combinado nacional ocupou o prestigiado quarto lugar, inédito. O máximo que a Selecção Nacional tinha conseguido alcançar, até aqui, é um oitavo lugar também em San Juan, em 2001.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:11
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