Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 29 DE Agosto 2011
Vila Olímpica

AS selecções dos países participantes aos X Jogos Africanos Maputo-2011 vão chegando à medida que o tempo que nos separa do evento escasseia. Até ontem havia chegado parte das selecções do Senegal, Quénia, Namíbia e Ruanda, que se juntaram à delegação nigeriana, que foi a primeira a desembarcar na capital do país, no sábado. Aguarda-se que mais países cheguem hoje e ao longo da semana.

 

Enquanto isso, a selecção nacional de judo, em estágio na França, será a última a juntar-se ao resto da delegação moçambicana, uma vez que participa no Campeonato do Mundo da modalidade naquele país europeu. Os judocas deverão desembarcar em Maputo na sexta-feira.

Grande parte das selecções nacionais que estiveram no estágio fora do país já se encontra na Vila Olímpica, casos da selecção de boxe, que será uma das primeiras a entrar em competição, na próxima quinta-feira, mais as do atletismo, futebol feminino, natação, ciclismo, xadrez, andebol, voleibol de sala, karate, tae-kwan-do, vela e canoagem, ténis de mesa, badminton, triatlo e desporto para pessoa portadora de deficiência.

 

 

Juntam-se a estas, amanhã, o futebol masculino, basquetebol masculino e feminino, ténis de campo, parte das selecções do atletismo e da pessoa portadora de deficiência, mais a selecção de vólei de praia. Estas selecções vinham cumprindo o seu estágio em Portugal.

 

 

Entretanto, o movimento em apoio aos Jogos continua. Sábado, por exemplo, realizou-se nas cidades da Matola e de Lichinga marchas em solidariedade com o evento, enquanto na capital do país ensaia-se a linha amarela para se evitar congestionamentos durante os Jogos, uma vez que os citadinos vão continuar a manter a sua vida normal.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 13:27
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SR. DIRECTOR!

 

 

moçambola

Em Julho último, o presidente reeleito da Federação Moçambicana de Futebol, o empresário Feizal Sidat, veio a terreiro anunciar que uma das primeiras medidas que o seu elenco deve tomar é reflectir sobre o estágio actual do futebol em Moçambique, no prazo de 90 dias, para não perturbar o normal andamento dos X Jogos Pan-africanos Maputo-2011. Na altura, ele prometeu que irá ouvir as diversas sensibilidades ligadas  à modalidade rainha, pois nunca é demais ouvi-las.

 

Como cidadão anónimo que acompanha o desenrolar dos acontecimentos desportivos no país, gostaria de dizer que a iniciativa é bem-vinda, porque há muito que precisávamos de repensar o nosso futebol. Infelizmente, a iniciativa peca por ser tardia, pois entendemos que se deveria ter realizado a seguir à tomada de posse do elenco federativo, e não esperar que terminem as olimpíadas africanas, porque corremos o risco que todos sabemos de se dizer coisas do género quem foi que disse que eu prometi que haveria uma profunda reflexão do futebol?. Enfim, são coisas da nossa terra.

 

 

Nós, ao fazermos a dita reflexão nacional, não devemos ignorar as contribuições das velhas glórias do futebol, tais como Eusébio, os irmãos Conde, o mítico capitão dos “Mambas” Tico-Tico, entre outros, porque estes, mais do que ninguém, sabem exactamente de que problemas o nosso futebol enferma, começando pela falta de trabalho aturado na base, passando pelas dificuldades que os atletas têm para chegarem aos locais de treino; a motivação é extremamente importante, os salários e os incentivos (prémios de jogos), a formação como homens do futuro, etc.

Sabe-se que o campeonato nacional, vulgo Moçambola, foi interrompido por 45 dias de modo a permitir a preparação da Selecção Sub-23 e a principal AA, que vão participar nos Jogos Africanos e no jogo contra a selecção da Líbia, referente à 5ª jornada de Qualificação ao CAN-2012, respectivamente. Isto é, no mínimo, caricato, porque não há necessidade de parar uma competição regular para dar lugar à preparação que é feita com um número reduzido de atletas, na medida em que se perde o ritmo competitivo, aliado ao facto dos clubes pagarem salários aos que estarão parados, sem contar com as lesões decorrentes da mesma.

 

 

O futebol nacional cada dia que passa vai de mal a pior, e já não digo os nossos representantes nas afrotaças que, desde 2003, reduzimos de três para dois representantes, devido ao posicionamento no “ranking” de clubes da CAF que, amiúde, baqueiam logo na 3ª pré-eliminatória com adversários modestos, acessíveis e sem expressão a nível continental, como foram os casos da Liga Muçulmana face ao Zesco da Zâmbia e do Maxaquene face aos malgaxes cujo nome não me recordo, não falando das diversas selecções nacionais a partir dos Sub-17, passando pelos Sub-20 e Sub-23, que não conseguem sequer vencer o Lesotho e a Suazilândia, sendo copiosamente goleados à moda antiga, facto que se reflecte na selecção principal, devido à carência de fontes de abastecimento de talentos, se no Moçambola não abundam, tal como disse em 2009, o excêntrico mister Artur Semedo, em entrevista concedida ao semanário “Desafio”.

 

 

O que esperar dos “Mambas” nas competições além-fronteiras se as selecções jovens nos passam vexame, fazendo feio, como dizem os homens da terra de Vera Cruz? Simplesmente nada, apenas devemos esperar por derrotas atrás de derrotas, porque eu como moçambicano até me sinto humilhado quando oiço que países como Gâmbia já venceram o CAN-2005, na categoria de Sub-17 e representaram África no Mundial da categoria naquele ano, bem como o vizinho Malawi que também esteve no Mundial da categoria em 2009 e até o Ruanda que recentemente foi vice-campeã continental e esteve no Mundial-2011, que decorreu em terras aztecas.

 

 

Isto vem consubstanciar o facto que o problema não é só daqueles que lidam com esta modalidade no quotidiano, mas é sim de toda sociedade moçambicana, porque nós é que não somos sérios, contentamo-nos apenas em nos conformar que perdemos prontos e não criamos condições condignas para trabalharmos e rever todo o quadro sombrio, onde a continuar assim, seremos os eternos bobos da festa dos adversários que ontem, estavam a dormir 25horas/dia e, hoje, eles acordaram e estão a trabalhar 24horas/dia e os frutos estão a aparecer como nos casos acima supracitados, bem como também o Botswana que foi a 1ª selecção a se qualificar para o CAN do Gabão/Guiné-Equatorial-2012, cuja base foram aqueles atletas que defrontámos em 2008, na altura das eliminatórias da dupla qualificação para o CAN/Mundial-2010 e que militam maioritariamente dentro de portas e na vizinha África do Sul.

 

 

A terminar, dizer que o CAN-2013 e o CAN interno-2014, que o elenco do dia do prédio Fonte Azul definiu como uma das suas metas, será bem perto de nós, isto é, já não será na Líbia (que inicialmente, era o anfitrião dos dois torneios) mas sim, na vizinha África do Sul, porque a CAF decidiu que não há condições para tal (em troca aqueles irão sediar em 2017, que seria na terra de Madiba).

 

 

PS - Pergunto, como é vamos nos preparar para estar presentes nestes eventos? É caso para dizer que a festa será em casa do vizinho e se não estarmos presente a culpa é de 21 milhões de moçambicanos e não aqueles que alegam arbitragens, pegando um pouco a mania dos nossos colonizadores quando perdem, como diz o velho adágio, “os grandes homens são aqueles que sabem perder e não apenas quando ganham”.

 


  • Carlos Francisco
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:47
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Edson Macuácua, porta-voz do partido

A FRELIMO  considera a realizaçao dos Jogos Africanos em Maputo, cujo início está previsto para a próxima semana, como  momento  de festa,  de celebração da moçambicanidade e de  exaltação da unidade nacional, da cultura de paz e do espirito de auto estima.

 

Edson Macuácua, porta-voz do partido, afirmou em declarações ao “Noticias”, a este propósito, que a realização destes jogos em Maputo constitui ainda, um momento impar e uma oportunidade para a exaltação da  bandeira multicolor que cobre a todos os moçambicanos do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Indico, sem qualquer tipo de distinção.

 

 

Todos e cada um de nós, deve fazer a sua parte contribuindo para a projecção da boa imagem e prestigio do nosso país no concerto das nações. A nossa hospitalidade, a nossa cultura e as nossas potencialidades multifacetadas, estarão expostas ao mundo. Nestes Jogos Africanos, Moçambique estará no centro das atenções de todo o mundo”, referiu Edson Macuácua, pedindo a todos os moçambicanos para que afluam aos recintos onde estes jogos terão lugar e apoiem incansávelmente esta competição.   

 

 

Para Edson Macuácua, este é um evento historicamente transcendental que eleva o orgulho nacional.

 

Vamos colocar a nossa moçambicanidade a um sufrágio universal”, referiu.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:27
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António Munguambe

A SENSIVELMENTE cinco dias do início dos Jogos Africanos Maputo 2011, o maior evento desportivo continental que o país vai acolhe pela primeira vez, o cefe da Missão Moçambique, António Munguambe, mantém o discurso inicial no que tange aos objectivos traçados em termos de resultados – 19 medalhas.

 

As modalidades do grupo A, nomeadamente o basquetebol feminino, futebol masculino, atletismo, boxe, natação, judo, ténis masculino, karate, tae-kwan-do e desporto para pessoa portadora de deficiência, continuam a constituir a principal aposta de Moçambique no evento que sábado arranca oficialmente no Maputo.

 

 

Embora com algum cepticismo à mistura, Munguambe manifestou certa confiança quanto ao desempenho das selecções nacionais no evento. Se, no campo da batalha, prevalecer o espírito de trabalho que caracterizou a preparação das equipas, o chefe da Missão acredita que os objectivos vão ser alcançados.

A convicção de Munguambe tem em consideração o facto de nunca antes as selecções nacionais terem beneficiado de uma preparação tão condigna – estágios que variam de um a dois meses fora do país - a anteceder um evento de nível internacional como este.

 

 

A concentração atempada das selecções nacionais na Vila Olímpica, o contacto entre si, bem como o trabalho técnico/psicológico a que estão sujeitos enchem o nosso entrevistado de crença de que os resultados podem ser atingidos. 

 

 

Da delegação moçambicana aos Jogos, a selecção de judo, que participa no Campeonato do Mundo, na França, será a última a juntar-se ao grupo. Enquanto isto, vão chegando por partes, na Vila Olímpica, as selecções dos mais de 50 países participantes do continente.   

Vejamos os argumentos do chefe da Missão Moçambique, António Munguambe, numa entrevista concedida ao nosso Jornal, a-propósito daquilo que pode vir a acontecer com os moçambicanos nos Jogos. 

 

 

NOTÍCIAS (NOT) - A poucos dias do arranque dos Jogos Africanos Maputo-2011, qual é a situação das selecções nacionais que estão fora do país?

 

 

 

ANTÓNIO MUNGUAMBE (AM) – As selecções que estão fora do país são basicamente selecções do Grupo A, aquelas onde na etapa de preparação que iniciámos em Janeiro, terminada no dia 20 de Agosto, tiveram um intenso trabalho de preparação técnico-desportivo e psicológico. Qualquer uma destas selecções teve, em princípio, um estágio. Por exemplo, o basquetebol, que regressa amanhã de Portugal e do boxe, que esteve em Cuba durante três meses e meio e que quarta-feira passada voltou ao país.

 

 

 

Também receberemos até dia 30 (amanhã), os atletas das modalidades de atletismo, natação e tae-kwan-do, que estiveram a estagiar em Portugal e recordar que estamos a falar de atletas que tiveram um estágio que varia entre três a quatro meses. Alguns atletas não estarão ainda connosco nestes dias porque vão participar nos respectivos campeonatos mundiais, é o caso dos de judo na França e que só chega a Maputo no dia 2 de Setembro e é do atletismo em que dois estão nos mundiais.

 

 

Algumas das selecções que não fazem parte deste grupo também tiveram esta possibilidade de estagiar e estão neste momento dentro país a treinar, à excepção do ténis de campo, que regressa dia 30. É importante referir que os atletas começaram a entrar na Vila Olímpica no dia 25 e estão a treinar já nos recintos dos Jogos. As outras vão entrando à medida que vão chegando.

 

 

NOT – Tem algum informe ou alguma indicação sobre os resultados do estágio das nossas selecções fora do país?  

 


AM – O que me oferece dizer é que nós preconizamos uma planificação orientada para resultados e havia um conjunto de actividades a que nos tínhamos proposto para realizar. Pode se dizer e com muita satisfação que o trabalho que foi realizado, comparativamente ao planificado, foi cumprido na íntegra e com índices bastante elevados que vão dos 90 a 100 porcento. Portanto, isto dá-nos a indicação primária de que todos os nossos objectivos e metas a que nos propusemos realizar são perfeitamente atingíveis.

 

 

NOT – Estamos a sensivelmente uma semana dos Jogos. Acha que este tempo é suficiente para adaptação dos atletas aos recintos de Jogos?

 


AM – Até este momento nada está a ser feito fora do plano. Portanto, este foi o plano estabelecido e, em função dele, foi também prevista a questão de adaptação dos atletas. Por exemplo, o boxe entrou mais cedo (na passada quarta-feira) à Vila Olímpica, porque as suas competições começam efectivamente na quinta-feira, dia 1 de Setembro.

 

 

As outras equipas vão chegando, mas sempre se teve o cuidado de colocar um período de adaptação que vai ser felizmente feito num ambiente desportivo uma vez que, à sua chegada, todas as selecções se dirigem à Vila onde estão criadas as condições para um controlo, ou seja, para os técnicos e o pessoal de apoio trabalharem a tempo inteiro com os atletas. A resposta mais certa seria dizer que nós estamos dentro do plano, felizmente as instalações desportivas foram entregues atempadamente e isso permite que os atletas usufruam dos recintos de Jogos.

 

 

NOT – Acha que o espaço de tempo entre a chegada dos atletas e a colocação do material nos recintos de jogos, para a adaptação permitirá que se faça uma adaptação de acordo com o planificado pelos técnicos das selecções nacionais?

 


AM – Sim. É verdade que competia ao Comité Organizador dos Jogos Africanos (COJA) a criação destas condições, mas nós estamos bem informados e sabemos que o nosso plano vai ser acomodado de forma exequível.

 

 

NOT – Tem indicação sobre se os recintos já estão ou não completamente equipados dos respectivos materiais para a adaptação dos atletas e para acomodar as competições em si?

 


AM – Tenho sim. São várias indicações. Como sabe, por exemplo, estamos a trabalhar… está cá uma delegação da África do Sul. Portanto, a maioria das situações estão controladas com o potencial próprio do COJA. Mas estamos neste momento a ter uma parceria com os sul-africanos no sentido de limar aqueles aspectos que eventualmente possam constituir uma dificuldade. Esses técnicos estão aqui connosco desde semana passada.

 

 

NOT – Tiveram o apoio da Sasol no valor de 16 milhões de meticais. O que lhe oferece dizer sobre a logística em termos de material para equipar os recintos e as selecções nacionais?

 


AM – Devo dizer que o que conseguimos foi o culminar de um processo iniciado há bastante tempo e sempre foi calculado que por essas alturas essa disponibilidade iria existir. Quero dizer que as encomendas foram feitas a tempo e inclusive algumas federações nacionais vêm utilizando os equipamentos conseguidos nesse âmbito nas competições que efectuaram ou continuam a efectuar durante o estágio competitivo.

 

 

 

NOT – Relativamente aos atletas que treinavam internamente, o que se pressupõe no concernente ao seu enquadramento, porque já vinha sendo propalado que as selecções nacionais definitivas já haviam sido constituídas com a partida para o estágio?

 

 

 

AM – O “dead line” da formação das selecções nacionais sempre esteve marcado e foi cumprido por todas as federações no prazo que ia até 20 de Agosto, independentemente de onde estivessem as pessoas. Agora é preciso reter que, mesmo aquelas modalidades que aparentam ser individuais, em algum momento elas são colectivas, porque integram equipas masculinas e femininas, como é o caso de atletismo. A integração dos atletas vai se efectivando justamente com a chegada das selecções do estágio à Vila dos Jogos.

 

 

Portanto é aqui onde é feito o entrosamento das selecções nacionais, ou seja a criação não só das equipas de cada modalidade, mas também a consolidação da equipa naquilo que é a Missão Moçambique e seus objectivos. Portanto, aproveitamos este período para limar os aspectos desportivos, mas não só. Estamos igualmente apostados noutras áreas que se impõem, por exemplo na parte psicológica com vista a elevar os índices de confiança nos atletas e, também, ao nível da nossa estrutura de trabalho.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:17
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campeonato regional de atletismo

NOT – Quanto aos resultados, continuamos apenas esperançados nas modalidades que sempre nos garantiram alguma confiança, como é o caso do basquetebol feminino. Qual é posição que a Missão Moçambique toma neste momento que as selecções já regressaram ou estão a regressar do estágio fora do país, ou seja nesta altura que estamos nas vésperas do evento?

 


AM – No desporto, em princípio, nada acontece ao acaso. Mas também é normal haver adversidades do ponto de vista de resultados. Mas, o que eu devo continuar a dizer é que nós temos um plano orientado para resultados, o que significa que as actividades em curso foram feitas em função dum objectivo esperado em cada grupo de modalidades. E nós conseguirmos realizar essas actividades com um alto índice de compromisso. Como disse varia de modalidade para modalidade, numa escala de 90 a 100 porcento, tudo quanto a nós permanece intacto. Os objectivos são aqueles que foram traçados inicialmente. Falta-nos apenas ir ao terreno onde os resultados se irão confirmar.

 

 

NOT – Quer dizer que estamos a falar de modalidades do grupo A, nomeadamente basquetebol feminino, atletismo, futebol masculino, natação, judo, ténis de mesa, karate, tae-kwan-do e desporto para pessoa portadora de deficiência?

 


AM – Estamos sim a falar do grupo A, onde temos objectivos concretos. Esperamos resultados concretos também nos grupos B e noutras cuja missão é divulgá-las, criar uma estrutura de base para que depois dos Jogos tenham uma certa projecção e divulgação. Penso que as condições para o efeito estão objectivando-se. Hoje sentimos que elas têm material suficiente que servirá de base para serem relançadas ao nível do país.

 

 

NOT – Partindo da experiência própria como um dos dirigentes desportivos mais antigos que o país tem e das evidências baseadas no trabalho feito, qual é o prognóstico que faz sobre o que poderá ser o desempenho das nossas selecções?

 


AM – O que posso dizer… é verdade que nós todos gostaríamos que fossem atingidas as metas do ponto de vista desportivo e faremos esforço para que isso aconteça. Mas mais do que isso eu penso que este trabalho que temos vindo a realizar na preparação dos Jogos traz-nos uma outra maturidade do ponto de vista de organização e gestão do desporto, ou seja da coisa pública ligada ao desporto.

 

Tivemos um momento de interacção nós, o Governo, e as próprias federações nacionais, uma aprendizagem mútua que nos permite dizer que a gestão da coisa do desporto no momento pós Jogos não voltará a ser a mesma. Terá dado passos significados para uma melhoria substancial.

 

 

NOT – Portanto, quer dizer que estes jogos servirão de ponto de partida à busca de futuros resultados e  projecção das nossas selecções nacionais?   

 


AM – Sem dúvidas, porque se for a reparar nós adoptamos, durante este período de preparação dos Jogos, um trabalho dentro de uma planificação claramente sistematizada, com objectivos determinados. Não há dúvidas que houve uma assimilação muito a quem de nós como Governo e o próprio movimento associativo. E os próprios atletas entraram num treinamento que lhes permite encarar a alta-competição desportiva com uma outra visão.

 

 

Qualquer um dos atletas que esteve envolvido no boxe, por exemplo, contrariamente àquilo que tem sido o nosso apanágio – passa um ano sem o contacto internacional – hoje temos atletas nesta modalidade que em curto espaço de tempo tiveram 10 a 20 contactos internacionais. Isto tudo permite trazer uma experiência e uma situação em que eles próprios tenham uma outra forma de encarar o desporto de alta competição.

 

 

E não tenho dúvidas que temos aqui um grande ponto de partida para atacarmos aquilo que são eventos mais próximos. Para já, imediatamente, após estes Jogos sabemos que teremos o CAN-2012, temos no próximo ano os Jogos Olímpicos de Londres. O importante é que a gente agarre esta experiência e imediatamente no momento pós jogos possamos implementar um plano que nos permita ter uma outra pujança e forma de estar.

 

 

NOT – Em termos de apoio internacional, qual a contribuição que estamos a ter doutros países em termos logísticos e técnicos?

 


AM – A informação que tenho é de que a nível das confederações internacionais há um trabalho bastante árduo. Felizmente, dado ao esforço do comité organizador, alguns países estão a corresponder. Como sabe, esta coisa do desporto tem uma parte boa que é a solidariedade entre as pessoas. Dissemos, por exemplo, que a Missão Moçambique mereceu grande apoio técnico e de facilitação do estágio de países amigos. E não só, devo lembrar aqui que para a preparação desses Jogos, a Missão Moçambique contratou mais de 12 técnicos estrangeiros para virem se juntar aos nossos.

 

 

NOT – Portanto, quer dizer que em termos de gestão dos Jogos, durante a sua realização teremos apoio significativo. Não teremos défices na gestão técnico-administrativos do evento?

 

 


AM – Eu penso que sim, aliás, é para isso que o próprio COJA tem uma comissão técnica que foi compreendendo esta complexidade desta questão e criou este pequeno órgão. Os vários contactos e reuniões feitos, ao nível de chefes de missões e do Conselho Superior de Desporto em África (SCSA), foram mesmo no sentido de perceber que há necessidade de envolvimento de todos. Por isso, sou muito optimista de que tudo vai correr dentro do que foi planificado. Naturalmente, as dificuldades que surgirão serão próprias dum trabalho.

  • Salvador Nhantumbo
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 12:01
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A SELECÇÃO sénior feminina de andebol de Cabo Verde, adversária de Moçambique, está desde sexta-feira em Luanda para um estágio de cerca de uma semana com vista aos Jogos Africanos, soube-se de fonte da Federação Cabo-verdiana de Andebol (FCVA).

 

Segundo a presidente da FCVA, Filomena Fortes, citada pela agência de notícias Angola Press (Angop), o estágio realiza-se no âmbito da cooperação que a sua instituição mantém com o 1º de Agosto.

 

 

Afirmou que o estágio em Angola, país que detém a hegemonia do andebol feminino em África a nível de selecção e de clubes, vai permitir melhorar o desempenho da equipa do arquipélago “na medida em que esta é a primeira vez que a selecção cabo-verdiana participa numa edição dos Jogos Africanos e a sua meta inicial é passar os oitavos-de-final da prova”.

 

 

 

Filomena Fortes, que chefia a delegação cabo-verdiana, disse esperar passar a fase de grupos, onde está inserido com as equipas do Quénia e de Moçambique.

 

 

A delegação cabo-verdiana, que deixa Luanda a 2 de Setembro com destino à capital moçambicana, integra 16 atletas, o treinador principal da selecção, Pierre Malfoy, dois adjuntos e um fisioterapeuta.

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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