Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 14 DE Março 2011

 

Dario Monteiro

SR. DIRECTOR!

 

 

É um facto que a LDMM e o Atlético Muçulmano, ambos de Maputo, entre outros clubes, marcam uma nova era e abordagem no nosso futebol ao dependerem essencialmente de contribuições provenientes de entidades privadas e dos seus sócios para a sua sobrevivência. Portanto, a maneira de estar desses clubes no desporto contrasta fortemente com a maioria dos clubes emblemáticos nacionais, até aqueles que são historicamente favoritos nas competições desportivas nacionais a nível de futebol. Observando atentamente para a grande parte dos clubes moçambicanos de futebol verifica-se que estes encontram o seu grande suporte financeiro em entidades públicas.

 
 

Presumivelmente, a única relação encontre-se na grande desigualdade de acesso aos fundos, tanto privados como públicos.

No que diz respeito à ligação entre os clubes e as empresas públicas foi na altura justificada por razões históricas e actualmente a localização geográfica tem-se colocado como o forte factor explicativo. Muitos clubes depois da independência foram integrados em empresas estatais, actualmente públicas, tais como Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Electricidade de Moçambique (EDM), que, por sinal, continuam numa relação saudável.

 

De referir que o processo de integração dos clubes nas empresas públicas foi mais do que um processo de nacionalização, visto que visava também restaurar a identidade perdida ou socializar os clubes no novo contexto social, político e económico. A troca de nomes deixou, de certo modo, bem patente essa função, de Sporting para Maxaquene, entre outros.

 

Portanto, as empresas mencionadas persistem públicas, tendo neste caso o Estado como o seu principal proprietário, sendo que a sua situação financeira, a ineficiência, a baixa competitividade, a necessidade de investimentos em equipamentos, entre outros aspectos são razões para a sua não privatização.

 

Aqui, o problema que se coloca não é se o Estado deve ou não intervir directamente no futebol por meio das empresas públicas, mas impõe-se neste caso a necessidade de redefinir e clarificar os critérios de intervenção, principalmente no que tange aos patrocínios, isso porque nos moldes actuais acaba evidenciando-se proteccionista para alguns em detrimento de outros, isto é, há um tratamento desigual, até mesmo para os clubes que ostentam o nome e emblema do mesmo patrocinador. O caso dos Ferroviários espalhados do Zumbo ao Índico constitui um exemplo enigmático as minhas sinceras desculpas à família locomotiva, mas merece a citação por ser um dos clubes com maior representatividade no país.

 

Portanto, ao colocar as coisas nestes termos não quero certamente defender que o Estado opere mudanças drásticas ou que proceda de forma arbitrária, tirando os fundos públicos aos clubes que deles dependem, mas talvez instar ou incitar uma reflexão profunda sobre o acesso dos clubes aos mesmos.

 

Qualquer processo de mudança estrutural tem efeitos negativos e positivos. A título de exemplo, o processo de nacionalização dos clubes deixou marcas de amargura para alguns emblemas, como o Mahafil, que na altura recusou ser integrado. A imposição da mudança do nome do clube Mahafil para Flamingo originou o abandono de alguns associados que não concordavam com a alteração do nome imposto pelas autoridades, tendo sido este um dos factores que conduziu o clube para a sua actual situação.

  • Adelino Silvestre Moiane

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:08
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Depois da vitória no jogo de abertura diante do Vilankulo FC, os campeões nacionais voltaram a vencer. Desta vez, a vítima foi o Matchedje.


A Liga Muçulmana soma e segue no Moçambola-2011. Sábado, a jogar no seu reduto, recebeu e venceu o Matchedje por 4-2, em desafio inserido na segunda jornada do certame. Os “militares” sofreram a segunda derrota na prova, depois de haverem perdido na estreia, diante do Incomáti de Xinavane (2-1). Tal como lhes competia, os muçulmanos assumiram, desde cedo, as rédeas do jogo, obrigando, desta forma, o seu adversário a jogar no último terço do terreno. Fruto do seu ascendente no encontro, a Liga Muçulmana chegou ao primeiro golo ainda aos quatro minutos. Fanuel, em missões ofensivas, desferiu um portentoso remate, com a bola ainda a embater no poste esquerdo da baliza à guarda e Zacarias e, depois, parar no fundo das malhas. Era o um a zero, prémio para a equipa mais esclarecida. Enganou-se quem pensou que os “militares” iriam despertar com este golo. O Matchedje, sem soluções, sentia muitas dificuldades para organizar o seu jogo.

 

Dário Monteiro, numa jogada de insistência, podia ter dilatado a vantagem, mas valeu a atenção de Zacarias.  Somente aos 29 minutos, numa jogada confusa na área dos donos da casa, os “militares” desceram com perigo ao ataque, com Jair a obrigar o guarda-redes malawiano Simplex a uma defesa apertada. Pouco depois, Dário Monteiro recebe um passe de Cantoná e atira para os dois a zero, assinando, deste modo, o seu segundo tento no campeonato nacional de futebol. Aos 38 minutos, a Liga Muçulmana podia ter chegado aos 3-0, mas faltou arte a Assani que, cara a cara com Zacarias, permitiu a defesa do “keeper” do Matchedje. Este foi, de resto, o último lance digno de registo na primeira parte.

 

A Liga Muçulmana mantém-se na linha da frente na tabela classificativa do Moçambola, juntamente com o Maxaquene.


A segunda parte começou tal como terminou a primeira: com a Liga Muçulmana na mó de cima. Os donos da casa, com melhor circulação de bola e ocupação de espaços, dominavam a partida. Eram os mais esclarecidos em campo. O Matchedje, esse, não conseguia criar jogadas que criassem calafrios à defensiva da Liga Muçulmana. Não espanta, portanto, que aos 61 minutos a Liga Muçulmana tenha alargado a vantagem. Micas (que entrara a substituir Cantoná), já dentro da área, rematou cruzado, com Dário Monteiro a não conseguir fazer a recepção, mas a bola sobrou para Mwandro, que ampliou a vantagem para 3-0. A Liga Muçulmana não tirou o pé do acelerador! Sete minutos depois, foi a vez de Nelson (que substituiu Maurício) colocar os campeões nacionais a vencerem por 4-0.

 

Depois, a Liga Muçulmana abrandou o seu ritmo de jogo. O Matchedje bem soube aproveitar, tendo reduzido a desvantagem para 4-1, a nove minutos do final do jogo, por intermédio de Calton, que aproveitou um ressalto na área da Liga Muçulmana. Os pupilos de Frederico dos Santos, com a Liga Muçulmana já com a sua estrutura “partida”, reduziram para 2-4. Jacinto, sobre a direita, rematou cruzado para o fundo das malhas da baliza defendida por Simplex.

 

Com esta vitória, a Liga Muçulmana mantém-se na linha da frente na tabela classificativa do Moçambola, juntamente com o Maxaquene.

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 09:45
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liga

 

 

 

 

 

Depois da derrota no jogo de estreia frente ao Maxaquene, por 2-1, o Ferroviário da Beira procurava os primeiros três pontos no Moçambola-2011. Os “locomotivas” do Chiveve tinham, no entanto, pela frente um Desportivo de Maputo super-motivado pelo triunfo diante do Ferroviário de Nampula, por 1-0.

 

O jogo iniciou com os donos da casa à procura, logo nos primeiros minutos, de um golo que lhes permitisse abordar o encontro com serenidade. Nesta etapa inicial da partida, os avançados Mendes e Esteves, sempre activos, travaram uma luta titânica com os defesas contrários, com os pupilos de Augusto Matine a levarem a  melhor. Mas, diga-se de passagem, o Desportivo do Maputo não estava no caldeirão do Chiveve para ver os donos da casa a jogarem a seu belo prazer.

 

Os “alvi-negros” sacudiram a pressão inicial e partiam com perigo em contra-ataques que encontravam a defensiva do Ferroviário da Beira em contrapé, e quase gelavam moldura humana que se fez presente ao “caldeirão” do Chiveve. Valeram as prontas intervenções do sector defensivo do conjunto orientado por Akil Marcelino, que conseguia, a espaços, anular as investidas de Tico-Tico e da jovem promessa Jojó. Foi a parir desta fase do jogo que tanto o Ferroviário da Beira como o Desportivo conseguiram desenhar jogadas bem elaboradas que podiam ter resultado em golos. Até ao final da primeira parte, assistiu-se a um jogo disputado a um ritmo intenso, no entanto, sem que as duas equipas conseguissem chegar ao golo.

 

Na segunda parte, o Ferroviário da Beira povoou o seu meio campo, criando, nesta perspectiva, uma zona de tampão para estancar o jogo do Desportivo. Por outro lado, os “locomotivas” do Chiveve passaram a flanquear o seu jogo, com Mendes e Michel a criaram várias situações de perigo sempre que fizessem as suas incursões. O Desportivo ganhou igualmente uma outra postura na segunda parte, o que levou a um novo equilíbrio. Entretanto, nem com a sua estrela, Tico-Tico, em campo o Desportivo logrou chegar ao golo. O nulo acabou prevalecendo até ao apito final de Celestino Gimo, árbitro principal do encontro.

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 09:30
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O Maxaquene venceu, na tarde de ontem, o Costa do Sol por 0-3, na partida de destaque da segunda jornada do Moçambola-2011.


Casa completamente cheia para assistir ao jogo que  constituía o clássico da segunda jornada do campeonato nacional de futebol. Com os adeptos das duas formações  ostentando bandeiras que coloriam as bancadas do campo do Costa do Sol, as duas equipas desceram ao relvado ávidas em proporcionar um bom espectáculo de futebol.  Os “tricolores” procuravam, de resto, a sua segunda vitória no certame, enquanto os “canarinhos” partiram para este jogo com o objectivo de apagar a pálida imagem deixada diante do Chingale de Tete, numa partida em que perderam por um a zero. Estavam jogados apenas dois minutos quando Tike foi derrubado na área, e o árbitro da partida, Ainade Hussene, assinalou prontamente grande penalidade. A onze metros do golo, Liberty abriu o activo.

 

Aos 23 minutos, Maxaquene chega ao segundo golo. Canto cobrado do lado esquerdo do seu ataque, com a bola a sobrar para Betinho que, após uma intervenção de Lama, fez o 0-2. 14 minutos depois, Tó invade a grande área do Maxaquene, numa combinação com Dito, e remata para uma defesa espectacular de Soarito. As duas formações recolheram aos balneários com o resultado de 0-2 a favor do Maxaquene.

No arranque da segunda parte, o Costa do Sol até se mostrou disposto a reverter a situação no marcador, mas a equipa visitante apertou o cerco e, consequentemente, chegou ao golo da tranquilidade, aos 59 minutos, através de Betinho, que após galgar terreno no corredor direito e centrar para Manuelito, que bem posicionado na grande área faz um toque para o fundo das malhas de Lamá. Era o 0-3, para o gáudio dos adeptos da formação “tricolor”. Volvidos oito minutos, Tike, numa jogada individual, ganha espaço na zona central, consegue passar por alguns defesas contrários, mas remata para cima. O Costa do Sol reagiu dois minutos depois, através de Dito, que remata cruzado da esquerda, obrigando Soarito a aplicar-se para evitar o pior.

 

No arranque da segunda parte, o Costa do Sol até se mostrou disposto a reverter a situação no marcador, mas a equipa visitante apertou o cerco e, consequentemente, chegou ao golo da tranquilidade, aos 59 minutos, através de Betinho.


Transcorridos 79 minutos,  Tik aparece cara-a-cara com Lamá, mas na tentativa de alargar vantagem, remata por cima. O Costa do Sol, inconformado, efectua a sua última tentativa num lance em que o avançado Tó contorna Soarito, mas a defesa do Maxaquene aparece a aliviar, tendo surgido Ruben na recarga a rematar por cima.

 

Até ao final da partida, o resultado não se alterou, com o Maxaquene a somar a sua segunda vitória consecutiva no Moçambola-2011. Na próxima jornada, o Maxaquene mede forças com o Incomáti de Xinavane, enquanto o Costa do Sol defronta o Ferroviário da Beira.

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 09:20
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O Ferroviário de Nampula humilhou, ontem, o Sporting da Beira  ao vencer, no Estádio 25 de Junho, pela marca de 5-2, com os tentos dos donos da casa a serem apontados por Chana, avançado que ano passado evoluiu na Liga Muçulmana. Numa partida marcada pela presença do governador de Nampula, Felismino Tocoli,  que se dirigiu àquele  recinto desportivo com o fito de dar o seu apoio aos “locomotivas”, os donos da casa assumiram desde cedo as rédeas do jogo. Chana (o homem-golo),  Binó  e Edmundo, com excelentes combinações, deram muitas dores de cabeça aos seus adversários.

 

Os primeiros 45 minutos da partida foram de total domínio da turma orientada por Mussá Osman, que soube ocupar os espaços ao nível do meio-campo, bem como anular as investidas dos visitantes. E foi com toda a naturalidade que o Ferroviário de Nampula chegou ao golo aos 17 minutos, por intermédio de Chana, que correspondeu da melhor forma a uma assistência de Binó. Pouco tempo depois, Binó teve o golo nos pés, mas não teve calma suficiente para bater o guarda-redes Goma.

 

A jogar perante o seu público, o Ferroviário de Nampula continuou a exercer pressão sobre os “leões” do Chiveve, tendo, aos 26 minutos, criado uma situação iminente de golo. No entanto, Edmundo não foi lesto para contornar Goma. Os visitantes praticamente não existiram e os donos da casa mandavam no jogo. Num espaço de quatro minutos, conseguiram fazer dois golos. O primeiro, aos 33 minutos, numa jogada em que Chana aproveitou a desatenção da defensiva do Sporting da Beira. O avançado dos “locomotivas” de Nampula viria a estar novamente em destaque no minuto 37, quando fez o “hat-trick”. Até ao final da primeira parte, só deu o Ferroviário de Nampula, que até foi bastante perdulário. Marcelino, guarda-redes do Ferroviário de Nampula, foi um mero espectador nos primeiros 45 minutos.

 

 

Na segunda parte, o Sporting da Beira voltou com outra disposição, fruto das alterações efectuadas: entradas de Xindo,  Malengue e Michel para os lugares de Mwenhe, Brian Dean e Clemente, respectivamente. Numa jogada bem desenhada, Michel foi derrubado dentro da área e o árbitro da partida não hesitou em assinalar grande penalidade. Chamado a cobrar o castigo máximo, Michel reduziu a desvantagem para 3-1. Os donos da casa não baixaram os braços e conseguiram mais dois golos da autoria de Chana, que foi, de longe, a melhor unidade em campo. Perto do final da partida, o Sporting da Beira ainda conseguiu fazer o 5-2, por intermédio de Michel. O resultado não mais se alterou e os “locomotivas” de Nampula alcançaram a primeira vitória na prova.

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 09:06
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