Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 22 DE Novembro 2010

HÁ muito apelidado de Baby Schumi pela Imprensa alemã, apesar de ser epítetSebastian Vettel, o rei da F1o que rejeita, Sebastian Vettel conquistou o primeiro título mundial de F1.

 
 

Entrou no restrito clube de campeões da categoria rainha do desporto automóvel após a vitória em Abu Dhabi, no último GP do ano, e juntou-se à lista onde figura aquele que é para ele o “maior desportista de todos os tempos”, ou não fosse o heptacampeão mundial Michael Schumacher o seu ídolo e onde foi buscar inspiração. A Alemanha regozijou-se com a descoberta do sucessor do seu maior herói e o jovem piloto mergulhou na euforia por demais conhecida pelo mestre: a da consagração.

 

Tal como Schumacher, que é oriundo de Kerpen, Vettel nasceu numa pequena localidade da Alemanha, Heppenheim, a sul de Frankfurt. É o terceiro filho de Norbert, carpinteiro de profissão, enquanto a matriarca Heike é doméstica e mãe de mais três filhos. Vettel tem duas irmãs mais velhas, Stefanie (27 anos) e Melanie (25) e um irmão mais jovem, Fabian, de 11 anos, que também já acelera no karting. O progenitor costumava fazer corridas por diversão e levava com ele Vettel. Apesar de no início se ter assustado com o ruído do motor, o pequeno só lhe pedia “mais vrruum, vrruum”, daí que lhe tenha oferecido o primeiro kart quando tinha apenas três anos. Todos os dias era um castigo para convencer o filho a deixar o carro.

TROFÉU DAS MÃOS DE “SCHUMI”

 
 

Quatro anos mais tarde aconteceria o primeiro contacto com o seu herói e o momento decisivo para dar origem à carreira de piloto. Correu no famoso kartódromo de Kerpen, onde os irmãos Schumacher começaram a carreira e onde Vettel ganhou a sua primeira corrida. Foi das mãos do próprio Schumacher que recebeu o troféu. “Era fã de Michael e da Ferrari e usava regularmente o boné dele. Quando fiz aquela corrida e depois parei na grelha tirei o capacete e pedi para colocar o boné de Michael”, recorda.

 

Mas foi o desempenho de Vettel que impressionou o compatriota, quando observou que enquanto os outros meninos mudavam para pneus de chuva, o pequeno Vettel arriscava continuar com os de piso seco para sentir mais adrenalina.

 

A ousadia valeu-lhe a vitória, mas também a recomendação de Schumacher àquele que foi, igualmente, o seu primeiro mentor e o mesmo empresário que o ajudou no início da carreira: Gerhard Noack, para alívio da família, para quem suportar a carreira do filho se tornara grande sacrifício, pois Noack também passou a investir nele depois de ouvir o conselho de Schumi: “Neste vale a pena apostar!”

 

Desde essa primeira corrida que o jovem Vettel fixou posters do alemão nas paredes do quarto, ou não fosse fã do compatriota. Mas não só, quando costuma dizer que é fã dos três Michael (Schumacher, Jordan e Jackson), tendo sido para ele enorme desilusão quando descobriu não ter voz para seguir os passos do rei da pop. Perdeu-se um cantor, mas ganhou-se um piloto cheio de talento, um jovem prodígio.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:19
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Segunda-feira, 15 DE Novembro 2010

 

 

SEMPRE igual a si, Artur Semedo relacionou o percurso brilhante da Liga Muçulmana à capacidade de aglutinar um pArtur Semedo saudado pelos seus jogadoreslantel constituído por jogadores provenientes de culturas de diferentes clubes, associada à rápida assimilação dos processos que caracterizam o seu modelo de jogo. Artur Semedo vincou que a sua equipa foi superior em todos os aspectos e que, apesar de influências que por ventura possam ter havido, a Liga Muçulmana demonstrou dentro das quatro linhas ser a melhor equipa, facto que é justificado pela sua regularidade competitiva ao longo da época acompanhado por resultados positivos comparativamente aos naturais concorrentes ao título. Na entrevista que se segue, Artur Semedo fala dos contornos na luta pelo título, da influência da arbitragem e de outros agentes.  

 

 
 

NOTÍCIAS (NOT) - A Liga Muçulmana entrou para o campeonato com jogadores maioritariamente vindos de vários clubes e alguns que transitaram da época passada. Notou-se no princípio da prova problemas de entrosamento. Como é que justifica o crescimento da Liga ao longo da competição até chegar ao título?

 

 

ARTUR SEMEDO (AS) - Esta situação de conviver com jogadores de culturas diferentes pressupõe, logo à partida, um conjunto de factores extremamente difíceis para podermos consolidar uma forma única de pensar o futebol na nossa perspectiva. Portanto, tivemos que pensar em exercer todo um processo de reformulação dos princípios do nosso treino que pudessem abranger a este vasto leque de jogadores para que pudéssemos rapidamente ter uma equipa com identidade própria e filosofia comum. Como se sabe, essas coisas não são feitas de um dia para o outro.

 

Mas, no caso vertente, tivemos um período breve de consolidação destes princípios porque a nossa tarefa enquanto técnicos foi, desde o princípio, treinar exaustivamente os princípios do nosso modelo de jogo e o que aconteceu durante a preparação foi uma resposta positiva a estes métodos novos de trabalho. Tivemos a felicidade e a sorte de podermos criar um plantel que rapidamente criou uma empatia com a equipa técnica, apesar das naturais discrepâncias que surgem quando uma equipa tem simultaneamente um novo treinador e muitos jogadores que vêm doutros clubes.

 

 

NOT – A presença de jogadores de culturas de clubes diferentes não chegou a criar algumas dúvidas em relação à luta pela conquista do título? 

 

AS – O desejo de ser campeão foi pronunciado antes mesmo de iniciarmos o trabalho. Eu disse bem alto que a minha ambição era constituir uma equipa e lutar pelo título, mas a confiar nas capacidades e potencialidades do nosso trabalho e com o perfil de jogadores que tínhamos contratado. Felizmente conseguimos uma simbiose de valores de parte a parte para podermos consumar este desejo de lutar pelo título.

 

É claro que ressaltaram dúvidas pelo facto de termos encontrado alguns constrangimentos, uns de natureza competitiva e outros ainda maiores e exteriores à própria competição. Mas, se atendermos a natureza da própria competição, nós estávamos preparados para que esta empatia entre os jogadores e o treinador fosse rapidamente conseguida e foi naturalmente o que aconteceu.

 

NOT – A postura e cultura diferentes desses jogadores não chegaram de deixar dúvidas sobre aquilo que era a sua expectativa?

 

AS – A expectativa foi sempre de fazer o melhor possível embora no nosso país ainda não haja muito rigor, ou melhor ainda não se observam em rigor todos os critérios para a contratação de jogadores. Mas tivemos alguma razoabilidade para atender a contratação destes jogadores. Quero dizer que nós nos preocupamos em trazer jogadores que à partida nos davam a garantia de assimilação rápida dos nossos processos de jogo e felizmente conseguimos.

 

 

 

NOT – Quer dizer que foi correspondido o desejo de Artur Semedo de ter jogadores que pretendia?

 

AS – Sim, na sua esmagadora maioria foram jogadores que eu indiquei na perspectiva de a curto prazo, tal como aconteceu, termos uma equipa capaz de competir com os naturais concorrentes ao título em igualdade de circunstâncias e até superando-os. Foi isso que sucedeu e só posso dizer que me sinto feliz por ter errado pouco na indicação (contratação) de jogadores.

 

NOT – Tem incisivamente destacado o seu modelo de jogo. Fale-nos dele…

AS - Na verdade, o meu modelo de jogo é feito na forma como eu entendo o futebol e concebo os meus treinos e as metodologias de trabalho para um tipo de jogo que pretendo. E para isso recorro a diversos elementos e critérios: o perfil de jogadores que me interessam para que eu consiga optimizar aquilo que penso, as condições infra-estruturais e humanas que me são disponibilizadas, tudo isso para conseguir projectar no campo aquilo que são as minhas ideias. São naturalmente diferentes de todos os outros treinadores, mas a concepção desta filosofia está intrinsecamente ligada a mim.

 

É isto que tento fazer nas equipas que treino, dotá-las de princípios de jogo de acordo com o tipo de futebol que eu pretendo. Naturalmente tenho que escolher jogadores nesta perspectiva e é isso que com a pequena margem de erro consegui fazer.

 

É claro que chegando a um clube novo, como foi o caso, houve jogadores que transitaram por motivos contratuais e tive pouca margem de manobra para poder decidir sobre o seu afastamento ou continuidade. Tive, por essas razões, que considerar alguns aspectos e, por conseguinte, a margem de erro existiu e coube-me a tarefa de atenuá-la. Por isso tenho habitualmente dito que este não é o plantel ideal, mas possível.  

 

NOT – Quer também dizer que encontrou na Liga as condições materiais e humanas suficientes para atingir este objectivo?

 

AS – Sim, e de alguma forma tive a oportunidade de me referir a esta circunstância de ter encontrado um clube que me ofereceu condições razoáveis de trabalho, quer de ponto de vista humano e infra-estrutural. Melhor do que qualquer outro clube, eu tinha à disposição um campo relvado em melhores condições e uma prontidão da direcção do clube de me elogiar. Sempre que solicitasse um jogador ou determinada ajuda a direcção reagia imediatamente. As condições materiais, embora não chegassem a níveis em que se encontram os clubes profissionais de outros patamares, foram aceitáveis para a nossa dimensão, dai que o nosso trabalho estava de alguma forma facilitado porque permitia ao treinador trabalhar com condições e um grau de probabilidade maior para o sucesso da equipa.

 

NOT – Sem as mesmas condições, Artur Semedo quase deu o título ao Desportivo na época passada. Aqui o que concorreu para que atingisse esse nível competitivo?

 

 

AS – Creio que a minha liderança teve uma importância primordial e o apoio dado pelo Desportivo contou para que tivéssemos sucesso. As condições materiais em nada ajudaram, porque treinar num campo com as condições que o Desportivo dispõe neste momento não eleva os níveis de qualidade duma equipa de futebol. Mas contei com recursos humanos e jogadores de um bom nível e ávidos de chegar a lugares de destaque no panorama futebolístico nacional.

 

Jogadores obcecados com o sucesso e com uma mentalidade ainda fértil e motivados. Isso contou para o sucesso que tivemos. Porém, houve factores externos na dinâmica do nosso trabalho que nos impediram de ser campeões. Tive a ocasião de me referir isto no fim do campeonato, embora as pessoas temem em não querer considerar aquilo que na verdade são factos concretos.

 

NOT – O suborno à arbitragem foi sempre considerado no processo de manobras de algumas equipas de contrariar a verdade desportiva. Está a referir-se aos árbitros?

 

AS – Também, em grande parte, e é bom que se comece a desmistificar esta questão de arbitragem. Todos nós sabemos que os árbitros têm uma importância considerável nas partidas de futebol. Só os leigos e os menos atentos não perceberão esta constatação. Portanto, a arbitragem tem influenciado muito na carreira das equipas para o sucesso e insucesso. Todos nós sabemos, mas muitas vezes não queremos reconhecer isso porque estamos afectos a determinados clubes.

 

Por outro lado, há outros factores que cada vez mais ganham espaço nesta dinâmica e correlação de forças no nosso futebol. Estou a falar de tráfico de influências que existe entre diversos agentes do nosso futebol. Este ano aconteceram casos que qualquer indivíduo atento pode perceber. Repare, por exemplo, aos castigos que foram aplicados a dois jogadores da Liga na véspera da ida para Vilankulo, sem que tivessem sido admoestados no jogo anterior. Isto porque houve influência de determinados agentes de outros clubes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e os dois jogadores foram suspensos.

 

Mas, num caso similar ou até pior, porque o jogador foi castigado num jogo tendo tido, salvo erro, dois cartões amarelos e, portanto, não poderia alinhar no jogo seguinte. Refiro-me a Soarito, que não sofreu nenhuma suspensão e continuou a jogar como se nada tivesse havido. E os Regulamentos, quer da LMF, quer da Federação Moçambicana de Futebol, que deviam ser uniformes, contemplam coisas diferentes.

 

Não consigo perceber se todos nós estamos sob a égide da FIFA e posteriormente da CAF, porque se estes Regulamentos estão na FMF não faz sentido que estas coisas estejam a ocorrer só por vontade de determinadas pessoas, sempre no atropelo às Leis e cometendo atrocidades para a própria competição. Portanto, se isso acontece como não teremos resultados falseados e arbitragens a influenciar as partidas?

 

 

NOT – Não exclui a hipótese de a Liga Muçulmana poder estar entre os agentes que trilham por esses caminhos, sem querer tirar o mérito pela conquista do título?

 

AS – Admito que eventualmente possa ter tido uma influência aqui ou ali. Nós estamos a falar de um sistema e nele há uma correlação de forças que não se sabe donde começa e onde termina. Há relações estranhas, isto é um labirinto entre vários agentes tal como eu disse. Mas uma coisa é certa e devo sublinhar: dentro das quatro linhas, independentemente de ter havido influência aqui ou ali, porque todos na verdade estão dentro disto, ninguém pode pôr em causa a capacidade competitiva da Liga Muçulmana.

 

A equipa foi clara e sistematicamente superior aos seus adversários em quase todos os jogos. Atacou mais e quase sempre jogou no meio-campo do adversário. Construiu inclusivamente quantidades industriais de situações de finalização. Ainda assim finalizou aquém das situações que criou. Pergunto eu, como é que uma equipa destas precisará de árbitros para ganhar jogos? Vamos atender aquilo que se passa no campo e depois tirarmos as considerações e ilações do que se passa fora das quatro linhas.

 

NOT – Nesta sua filosofia de trabalho os nomes não contam muito...!?

 

AS – Sim, repare que a Liga jogou com alguns nomes desconhecidos e jogadores que haviam sido esquecidos. Repare, por exemplo, antes de chegar ao Ferroviário de Maputo, o ponta-de-lança Chana era um jogador desconhecido e quem teve o condão de trazê-lo a este clube fui eu. Fui buscá-lo ao Ferroviário de Nampula e quase oferecido de borla. Fez épocas brilhantes no Ferroviário de Maputo mas quase se eclipsou desde a minha saída do comando técnico. Fui resgatá-lo, perdido por aí, e hoje está aí um Chana com outra ambição, alegria de jogar e outra capacidade. Talvez a minha liderança tenha o condão de fazer com que os jogadores se transmutem e passem para outro tipo de qualidade que não lhes é comum.

VAMOS REFORÇAR O PLANTEL

 

NOT – Agora o desafio são as Afrotaças. É esta Liga que Artur Semedo vai confiar para esta espinhosa missão. Qual é a ambição da equipa para esta competição?

 

AS – Como disse no princípio do ano antes de a época começar, este era o plantel possível para esta temporada. Se considerarmos que para o ano temos desafios acrescidos que exigem de nós maior responsabilidade, então teremos que reformular tudo o que fizemos este ano, requalificar de novo os nossos recursos para termos uma equipa mais competitiva e capaz de poder competir ao nível da CAF com maior dose de ambição para poder atingir patamares mais elevados do que aqueles que até hoje os nossos clubes atingiram. Ao nível internos vamos também jogar na defesa do título conquistado e isso requer cada vez mais da nossa parte empenhamento para ter uma equipa capaz de, jogado em duas frentes distintas, ser capaz de ter uma identidade própria e ambicionar em conquistar em cada uma destas frentes um lugar de destaque.

 

É isto que vou fazer, é uma luta terrível com constrangimentos naturais que vamos encontrar, porque o nosso calendário competitivo traz-nos algumas desvantagens, mas ainda sim vamos recorrer aos nossos recursos informacionais para poder atenuar estas atrocidades que vamos encontrar. Por outro lado teremos o “handcap” de simultaneamente termos que disputar o nosso campeonato nacional com jogos da Selecção Nacional à mistura, com paragens frequentes que a nossa competição interna ainda enferma para poder suplantar todos artifícios desnecessário e desfavoráveis à nossa equipa para podermos competir sempre ao nosso melhor nível. 

 

NOT – Quais são as pretensões da Liga nas Afrotaças e as condições materiais impostas por Artur Semedo à direcção da Liga para se atingir o objectivo traçado?

 

AS – Vamos ter, como eu disse, que reformular o nosso plantel, vamos fazer aquisições para elevar os níveis de qualidade competitiva da equipa. Os níveis competitivos vão ter que subir se quisermos ter sucesso nesta competição. Faremos simultaneamente aquisições locais e vamos tentar trazer de fora um e outro jogador que seja um valor acrescentado para que disputemos, sobretudo a Liga dos Campeões, com o máximo de dignidade e maior responsabilidade que passa por chegar à fase de grupos.

 

Esta é a minha ambição. Não é fácil, não porque não tenhamos capacidade nem competência para fazê-lo, mas sobretudo porque partimos em desvantagem em relação aos outros concorrentes. Uma das grandes causas desta desvantagem é o poder institucional que os nossos agentes desportivos ao nível africano ainda não detêm de ponto de vista das competições africanas ao nível da CAF (Confederação Africana de Futebol). Quero dizer com isso que nós ainda somos olhados como um parente pobre deste continente ao nível desportivo, ainda que tenhamos algumas presenças nas competições da CAF, das quais somos precocemente afastados ao nível de clubes e da Selecção Nacional. Mas tudo isto ainda não é reconhecido pela CAF e pelo continente como uma autoridade. Portanto, nós temos que aumentar o nosso poder institucional através da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para poder projectar o país além-fronteiras como maior respeito.

 

NOT – Significa que temos que ter mais agentes junto da CAF e da FIFA?

 

AS – Não propriamente. O poder institucional do país além fronteiras… quer dizer que as pessoas têm de olhar para Moçambique com respeito e esse poder ainda não está projectado além-fronteiras. Isto faz com que as nossas equipas sejam olhadas com algum desprezo quando participam nas competições africanas e isso influi em quem deve decidir para passarmos para cada vez mais eliminatórias. Não porque não tenhamos competência ou qualidade em muitas circunstâncias, embora tenhamos neste capítulo também algumas lacunas, porque o nível competitivo do nosso campeonato não sendo muito forte, a calendarização do nosso campeonato que não está de acordo com os calendários da CAF, faz com que estas adversidades tenham que ser diminuídas do ponto de vista informativo dos treinadores.

 

E neste capítulo nós temos também estado atrasados. Portanto, são estes aspectos que fazem com que lamentamos cada vez mais a presença das nossas equipas e talvez da nossa selecção da CAF. Não conseguimos ainda entender que temos que modificar estes pilares que devem sustentar a competição, nomeadamente o que mencionei, o quadro competitivo e a calendarização que temos. Em fim, uma série de outros meios envolventes que põem em causa a consolidação da nossa capacidade além-fronteiras.

 

 

 

 

NOT – A Liga deverá iniciar as suas actividades da época que se avizinha tão cedo tendo em conta as Afrotaças. Já elaboraram com a direcção o programa de preparação e quais os nomes de jogadores disponíveis para reforçar a equipa?

 

AS - Alguns jogadores já foram projectados por mim e a direcção para poderem ser contratados. Só não sei ainda se essas aquisições foram consumadas ou se o momento é oportuno para a divulgação dessas contratações. A serem conseguidas essas contratações vão, de certeza absoluta, constituir uma mais-valia para os desafios que temos na nova época. São em número considerável e para preencher todos os sectores. Quero jogadores novos da baliza até ao ataque. Provavelmente ficarão no clube 50 porcento de jogadores que tivemos esta época.

 

NOT – Então teremos uma sangria significativa…

 

AS - Não será uma sangria tão evidente atendendo que o nosso plantel é pequeno (21 jogadores). Aliás, muito jogadores não serão dispensados, mas sim emprestados a outros clubes, porque têm uma margem de progressão enorme. Alguns deles até competiram esta época mas, como eu disse, para as frentes em que estaremos presentes neste momento precisamos de um plantel com um número razoável para competir sem receios e sem ferir a nossa dignidade. Vamos ter um plantel de 26 jogadores.

 

NOT – Quando é que efectivamente iniciam os trabalhos?

 

AS – Dia 13 de Dezembro faremos a apresentação e o esclarecimento sobre a época. Os exames médicos decorrerão nos dias 13 e 14 para, o mais tardar, iniciarmos os trabalhos no dia 15. Faremos também pausa para os jogadores passarem o fim-do-ano e retomaremos a 3 de Janeiro com estágio na África do Sul, em princípio, por ser próximo e dispor de clubes para competir connosco antes de partimos para a primeira eliminatória.

 

 

LIGA TEVE UM ASCENDENTE MAIS DINÂMICO E PROFUNDO

 
 

NOT – Olhando para os adversários com os quais a Liga concorria para o título, com destaque para o Ferroviário de Maputo, como é que caracteriza a produção dessas equipas no campeonato e o que ditou a diferença na luta pelo título?

 

AS – Foram concorrentes que em determinado momento suscitaram nos amantes do nosso futebol alguma notoriedade. O Ferroviário provavelmente pode ter começado muito cedo a competir com a sua presença nas Afrotaças teve um percurso inicial mais acutilante, sempre com a Liga na peugada. O Maxaquene nem tanto, depois em determinado momento o Ferroviário pareceu a claudicar numa fase crucial do campeonato e, ai, a Liga teve um ascendente mais dinâmico e profundo.

 

Depois veio a última fase, durante os cinco últimos jogos, em que apareceu o Maxaquene quase ressuscitado e a sonhar com um possível desfecho bom. Mas creio que para os dirigentes e do Maxaquene isso não passou de uma miragem, embora não transparecessem isso para o público, porque apenas faltavam três jornadas para o fim da prova e muito tarde para aquilo que deviam ter projectado e consolidado antes.

 

E aí a Liga reforçou cada vez mais a sua liderança e acabou chegando ao título de forma merecida e justa. A diferença pontual da Liga em relação aos seus concorrentes reflecte bem a qualidade e competência durante o campeonato. Por isso ninguém pode pôr em causa a justeza da conquista do campeonato e todos deviam, humildemente, chegar à conclusão de que ganhamos bem a prova, ainda que este campeonato tivesse motivado comentários nada abonatórios em determinados momento em relação à Liga, não sei se motivados pelo seu comportamento nos anos anteriores à minha contratação.

 

Só que as pessoas se esqueceram que esta não era a Liga dos anos anteriores, porque este mesmo treinador da Liga sempre se bateu pela verdade desportiva e usou os métodos mais transparentes para se chegar aos resultados. Só não percebo a tendência das pessoas de querer desvirtuar aquilo que era uma constatação ao longo da época. Alguns comentadores falaram de 11 penaltes e pelo que saiba a Liga teve nas suas contas apenas seis e ficaram muitos por marcar a seu favor e alguns que mereceram da minha parte muita indignação.

 

Na verdade a Liga não precisou de penaltes, dependeu quase e exclusivamente da sua capacidade de jogar para chegar aos resultados e os indicadores não deixam margem de dúvidas, porque tivemos melhor “goal-average”, quantidades inquestionáveis de situações de finalização, potenciamos a defesa à alta, portanto muito longe da sua baliza, e por isso sofreu menos golos, com jogadores anónimos e demonstramos no fim com o nosso directo concorrente ao título que somos superiores.

 

 

 

 

VENCEMOS TUDO E TODOS

 
 

NOT – Disse no fim do campeonato que venceu tudo e todos. O que concretamente pretendeu dizer?

 

AS - Olha, há muita gente que eu incomodo muito e não gosta do meu sucesso, que não gosta de me ver a conviver com sucesso ano após ano. São alguns agentes desportivos, entre colegas e dirigentes, tudo isto motivado por um discurso que me é característico, que é incisivo, que está sempre orientado no sentido da transparência e da verdade desportiva. E estes são os pilares do desenvolvimento do futebol, porque não se pode fazer futebol com mentiras, trafulhices, traficando influências, sob pena de pormos em causa o normal desenvolvimento da modalidade.

 

Eu sinto-me na verdade ligado a estes fenómenos da melhoria do nosso futebol e, portanto, há muita gente que não gosta disso porque vive e tira dividendos do futebol e enquanto conviver com esta mediocridade essas pessoas continuarão bem. Eu sou dos que lutam contra isto desde a primeira hora que voltei ao país, porque isso não nos levará alem e é por isso que estamos neste estágio. Mas como há pessoas que retiram dividendos nestas circunstâncias querem que o futebol continue mergulhado nisto.

 

Digamos só uma pedra no sapato destas pessoas, por isso quando mais me puderem prejudicar para retirar o mérito das minhas equipas é melhor para elas, porque é uma voz que se pretende silenciada. Infelizemnte é muito difícil tirar a competência. Eu não comprei, não pedi a ninguém. Nasci com isto, é o dom que me deram, portanto nenhum humano vai me retirar. E este talento só vai se consolidando ano a ano, dai que os meus detractores, apesar de muito esforço, vão perdendo espaço de manobra e só podem conviver comigo.

  • Salvador Nhantumbo

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 15:12
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Festa do Maxaquene
 
 
 
Foi um fim-de-semana de sonho para o Maxaquene.  Depois de terem ganho, sábado, o título de campeão nacional de basquetebol em seniores masculinos (pela segunda vez consecutiva), os “tricolores” conquistaram, ontem, o troféu da Taça de Moçambique em futebol, ao vencerem na final o Vilankulo FC por dois a zero.
 
Um troféu que fugia ao Maxaquene desde 2001, altura em que bateram, na final, o Textáfrica de Chimoio por 3-1. Esta é a nona Taça de Moçambique conquistada pelo Maxaquene que ganhou, desta forma, o direito de representar, em 2011, o país na Taça Nelson Mandela (Taça CAF, se preferirem). 

Com a conquista da Taça de Moçambique, o Maxaquene vai encaixar 907 750 meticais, enquanto o Vilankulo FC, finalista vencido, irá encaixar 544 650 meticais.

 

 

O jogo

 

 

O Vilankulo FC, que contou com o apoio de um número considerável de adeptos que fizeram excursão, partiu para este jogo com a lição bem estudada. Procurou anular todas as incursões do Maxaquene.

 

 

Os “tricolores”, esses, procuraram flanquear o seu jogos, mas a verdade é que não conseguiam  espaços. Na primeira parte, muito disputada ao nível do meio campo,  não houve muitos lances dignos de registo. Ou seja: que criassem calafrios.

 

 

Aos 32 minutos, Eboh criou a primeira situação de perigo num lance em que  rematou ao lado da baliza defendida por Fumo. Na resposta, Bila remata à meia-distância, mas a bola passou por cima da baliza à guarda de Soarito. Com o nulo a prevalecer, as duas formações recolheram aos balneários. 

 

 

A segunda parte  arranca com Titos a ameaçar a baliza “tricolor”, num remate que passou por cima do travessão. Aos 55 minutos, Belo ganha espaço no corredor esquerdo e tirou um centro para área onde aparece Ivo a rematar ao lado.

 

 

O golo do Maxaquene surgiu aos 62 minutos, quando Eusébio correspondeu com sucesso a um  passe de Tony. Era o um a zero, para o gaúdio dos adeptos do Maxaquene. Cinco minutos volvidos, o Maxaquene chegou ao segundo golo. Alvarito ganha a bola numa zona privilegiada e  rematou para uma defesa insegura de Fumo. A bola escapa das mãos do guarda-redes do Vilankulo e atravessa a linha do golo. Era o dois a zero, resultado que não se alterou.

 

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 11:09
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baner
 
Na carta-denúncia datada de 5 de Novembro do ano em curso, que consta de um processo na Liga Moçambicana de Clubes, Salvado diz que lhe foi informado “pelo vice-presidente do Atlético Muçulmano, Sr. Omair Gafur (Lili), antes do jogo Atlético Muçulmano x Liga Muçulmana, que dirigentes da Liga Muçulmana teriam contactado jogadores do Atlético Muçulmano a fim de os aliciar com valores monetários, para facilitarem no jogo, de forma a que a Liga Muçulmana o vencesse”. Tudo teria sido confirmado pelo treinador principal  Sr. Rafael Maposse (Garrincha) e o seu adjunto, Sr. Frederico dos Santos, que após reunião com os jogadores da equipa toda, dois deles acabaram reconhecendo o contacto estabelecido por tais dirigentes da Liga Muçulmana”.
 

Os atletas em questão são o guarda-redes Anivaldo, que terá recebido antecipadamente 10.000, 00 Mt (dez mil meticais), com promessa de mais valores após o jogo, e o defesa Armando Matlombe (Toni), a quem foi solicitado o número da sua conta bancária para depósito.

 

 

Durante o estágio da equipa do Atlético Muçulmano na Namaacha, antes do jogo contra a Liga Muçulmana, estes mesmos dirigentes da Liga Muçulmana “fizeram ainda telefonemas” para os atletas em questão. A direcção do Atlético Muçulmano esteve reunida de emergência nessa noite para analisar o problema e vários telefonemas foram feitos entre os dirigentes do Atlético Muçulmano e da Liga Muçulmana, os quais tentavam desmentir os factos. Nessa reunião, conforme conta Salvado, estiveram, entre outros, os senhores Omair Gafur, Amilcar Jussub e José Abdul, que têm o conhecimento completo dos factos.

 

 

O esquema usado

 

 

Os dirigentes da Liga Muçulmana envolvidos nos telefonemas com os dirigentes do Atlético Muçulmano foram os senhores Rafik Sidat, Shafi Sidat e o Sheik Cassimo. Este último também foi acusado de contacto com os jogadores em causa, além de ter sido utilizado como intermediário o jogador da Liga Muçulmana, o Sr. Alcides Chihono (Cantoná)”, revela a carta-denúncia, que realça que o vice-presidente do Atlético, Sr. Omair Gafur (Lili), teria dito que o clube iria promover uma conferência de imprensa para revelar o caso, sendo que já o tinha comunicado a alguns jornalistas e ao próprio presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

 

Dias após o jogo, e em contacto com o mesmo vice-presidente do Atlético Muçulmano, “este disse-me que não iriam fazer a referida conferência de imprensa, pois preferiam não entrar em outras guerras, preferindo concentrar-se na luta pela fuga à despromoção. Disse ainda que os mais altos dirigentes do clube achavam que devia haver um sigilo e um incumprimento do caso, visto ambos os clubes pertencerem à mesma comunidade religiosa”.

 

 

A confirmar-se...

 

 

A confirmar-se este caso, segundo Salvado, será “extremamente gravíssimo e corresponderá, segundo os regulamentos disciplinares, a uma acção de corrupção ou tentativa de corrupção para viciação de resultados”, podendo, nesse caso, o clube sujeitar-se a perder o título e a ser punido com descida de divisão.

 

 

Achei, portanto, que estaria na obrigação moral de comunicar estes factos, para que os senhores pudessem decidir sobre a sua investigação pormenorizada ou não. Poderão ser usadas escutas, as gravações das chamadas telefónicas dos atletas acusados e dos dirigentes da Liga Muçulmana e do Atlético  Muçulmano indicados atrás, nas datas referidas. Poder-se-á, ainda, verificar os movimentos bancários dos dois atletas em questão, tudo isto nas duas semanas que antecederam o jogo até à data do mesmo”, refere o treinador, para quem, sobre o que disse “atrás, poderei ainda vos enviar um email que recebi de um dirigente máximo do Atlético Muçulmano relatando-me todas essas ocorrências, bem como toda a sua repulsa à decisão de ocultar o caso”.

 

 

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 10:48
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Salvado assume “sempre com frontalidade o que em sã consciência penso, digo e faço, com convicção e sem subterfúgios”.Arnaldo Salvado

 

Numa outra carta, denominada “Notificação LMF”, Arnaldo Salvado responde à notificação da Liga Moçambicana de Futebol, no âmbito do processo aberto contra si, na sequência das declarações proferidas após o desafio do Maxaquene contra o Ferroviário da Beira, realizado na Beira, a 17 de Outubro último. Salvado disse, naquele dia, que “o sr. João Armando é um dos árbitros mais corruptos do nosso futebol”. A carta tem a data de 3 de Novembro em curso.
 

Salvado assume “sempre com frontalidade o que em sã consciência penso, digo e faço, com convicção e sem subterfúgios”. Mais: diz que sem necessidade de que “me apresentem as gravações das minhas declarações, confirmo e reafirmo o que entre várias coisas disse nessa ocasião:

 

1. O Sr. João Armando é um dos árbitros mais corruptos do nosso futebol.

2. O responsável deste estado crítico na nossa arbitragem e, portanto, conivente com essas situações é o Sr. Venildo Mussane, presidente da CNAF.

3. Existe um grupo bem considerável de árbitros que pertencem ao sistema de viciação de resultados, adulterando campeonatos e que se subjugam aos poderosos que querem manter esse mesmo sistema.

 

 

Disse que quando era treinador no Costa do Sol, em 2005 e 2006, clube de que João Armando é adepto, “sempre que era nomeado para jogos do Costa do Sol, ainda antes de se tornarem públicas as nomeações, aparecia no clube a informar que era ele o árbitro e a solicitar valores que, entretanto, nunca lhe foram dados, pois o Sr. Rui Tadeu, director do clube, sempre foi contra esses actos. Poderão comprovar essas afirmações os senhores Garrincha e Loforte, na altura funcionários do clube, no departamento de futebol”.

 

 

Relativamente ao jogo da Beira, aquele árbitro e o seu auxiliar, o Sr. Júlio Muianga, fizeram, sábado à noite, vários telefonemas e enviaram mensagens para o celular número 826384320, pertencente a um membro do Conselho de Sócios do Maxaquene, conhecido por “Gémeo”, informando que estavam muito mal instalados; se o Maxaquene não lhes poderia arranjar condições para melhor alojamento e, ainda, se não haveria valores a receber para facilitar o jogo na Beira, solicitando ainda que esses valores fossem pagos antecipadamente, o que, logicamente, não aconteceu, pois “o Clube de Desportos da Maxaquene não faz uso destes esquemas e, aliás, só tem a reclamar este ano contra arbitragens tendenciosas contra o clube ao longo de toda a prova, não havendo nenhum jogo em que qualquer adversário tenha posto em causa favores feitos ao Maxaquene para vencer”.

 

 

Acusa ainda João Armando de ter atribuído cartões amarelo (o quinto) e vermelho a Tony e Campira, respectivamente, “jogadores preponderantes”, em lances duvidosos, para não poderem jogar contra a Liga Muçulmana.

 

 

Sei que tudo o que mencionei atrás sobre esse senhor, bem como qualquer comprovação por parte de testemunhas por mim relatadas será sempre um  caso em que é a minha palavra contra a dele. No entanto, penso poder haver provas comprovativas dos telefonemas e mensagens que este senhor e o seu auxiliar fizeram para o número do celular por mim indicado, se se pedir à operadora mcel a possibilidade de se fazerem escutas às gravações existentes na operadora nesses dias específicos para esse número”.

 

 

“Não chamei corrupto a Mussane”

 

 

Salvado nega ter chamando corrupto ao Sr. Venildo Mussane. “Disse, sim, que ele é o responsável por este estado de situação da arbitragem, pois ele é o presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol e conhece perfeitamente todos os seus filiados, sendo ele o responsável pelas suas nomeações, o que o torna conivente com o processo”, reitera salvado, explicando que Venildo Mussane age de forma pouco ética, aceitando “nomeações encomendadas por certos dirigentes dos clubes”, colocando árbitros em certos jogos, conforme o interesse de certos clubes.

 

 

Comprovo isso, pois, tendo eu sido treinador ano passado do Atlético  Muçulmano, sempre era informado pelo presidente do clube sobre os árbitros que actuariam nos jogos do clube, antes ainda de saírem as suas nomeações, isto a pedido dele. Se com esse presidente isso ocorria e o Atlético Muçulmano é um clube com pouco poder financeiro, não é de duvidar que o mesmo aconteça com outros clubes de maior poder financeiro”.

 

 

Ainda sobre o Sr. Venildo Mussane, “não fui eu que o acusei, nem fui eu que o castiguei com a pena de dois anos de suspensão como árbitro, por suposta corrupção em jogo das competições internacionais de clubes, em Angola. Foi a CAF”.

 

 

Arnaldo diz ser estranho que estando a Liga Moçambicana de Futebol interessada em defender o brilho da prova “não tenha chamado a depor para esclarecimentos os senhores Abdul Gani e Pascoal Loforte, que abandonaram a arbitragem, e a própria Comissão de Arbitragem, tendo até dado entrevistas aos jornais com conteúdos bastante polémicos e reveladores da podridão que nesse seio existe”.

 

 

 Quanto ao terceiro ponto, acrescenta, “penso que, pelo que atrás mencionei, está mais que evidente que o sistema de corrupção existe na arbitragem e não é um caso isolado”. Provavelmente, continua, 80% deles (árbitros) não têm emprego fixo. Os seus prémios de jogo são muito baixos e as suas diárias aquando das deslocações são reduzidíssimas, o que os deixa numa situação bastante vulnerável e permissível de serem corrompidos “por quem tem dinheiro e não tem escrúpulos”.

 

 

Não acusei mais nenhum árbitro de corrupto na entrevista,  mas, como exemplo, não fui eu que acusei, nem fui eu que castiguei o Sr. Arão Júnior com seis meses de suspensão por alegadamente ter solicitado valores ao treinador do Ferroviário da Beira, o Sr. João Almeida, antes de um jogo contra o Maxaquene. Foi o Conselho  de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol. E isto é sintomático.

 

Fonte:O Pais

publicado por Vaxko Zakarias às 10:36
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A EQUIPA sénior masculina de basquetebol do Maxaquene foi coroada na noite do último sábado como bicampeã nacional ao vencer o Desportivo, por 99-84, na segunda final do “play-off”. Após soar a apJogo da liga Vodacom entre o Maquene e Desportivoitadela final viveu-se um momento de grande festa no pavilhão do Maxaquene que esteve completamente lotado. O triunfo dos “tricolores” não sofre qualquer tipo de contestação. Veio apenas confirmar a supremacia apresentada na primeira partida

 

Se no primeiro duelo o equilíbrio foi a nota dominante até aos últimos segundos, ao segundo embate a balança desequilibrou-se no quarto e último período. A formação “tricolor” conseguiu fazer 34 pontos contra 28 dos “alvi-negros”, uma margem de seis pontos, suficientes para encetarem uma fuga vitoriosa que lhe valeram o “”.

 

O jogo começou a todo o gás com as duas equipas a procurarem jogar na ofensiva. Mas pecavam pela ineficácia em baixo da tabela. Neste aspecto, Kim Adam, um dos dois americanos do Maxaquene ia desperdiçando pontos atrás de pontos. Do lado do Desportivo, o cenário era ainda mais preocupante. Vivia muito às custas dos raides de Pio Matos que fazendo uso da sua rapidez e bom controlo de bolo abria espaços para as finalizações de Sete Muianga, que tendo começado bem foi perdendo fôlego de período em período. Devido a essa falta de clarividência na hora de acertar com o cesto, os primeiros dez minutos foram muito pouco produtivos (13-17) a favor dos “tricolores”.

 

Na etapa subsequente, o jogo cresceu de ritmo e a emoção tomou conta das cerca de quatro mil pessoas que preenchiam as bancadas do pavilhão do Maxaquene, que tem uma capacidade para cinco mil lugares. No rectângulo do jogo, os protagonistas do espectáculo estavam mais ágeis. Augusto Matos, Sete Muianga e Pio Matos faziam acreditar aos adeptos “alvi-negros” que era possível virar ganhar o jogo e adiar a decisão do título para o próximo sábado. Mas por outro lado, estava uma turma “tricolor” disposta em terminar a noite de sábado em festa. Cameron Echols, Sílvio Letela, Kim Adam e Nandinho eram os “tentáculos” do conjunto e souberam sempre manter a cabeça no lugar mesmo quando as coisas não corriam bem. O facto é que no final do segundo período (entrada para o intervalo), as duas equipas apontaram 21 pontos, embora na contabilidade geral fosse favorável ao Maxaquene (38-34).

 

Estava tudo aberto para os períodos subsequentes. Os espectadores, que iam curtindo a dança animada dos “Tofo-Tofo”, estavam ávidos em saber como iriam decorrer os 20 minutos, tempo que no basquete é uma eternidade.

 

VIZINHO NÃO PERDOA VIZINHO

Equipe tricolor
 

Embora o Desportivo tenha entrado melhor graças ao grande espírito de luta dos irmãos Matos, foi o Maxaquene que se apresentou mais estável e inspirado. Começou o show dos americanos, Cameron e Kim, com este último a fazer alguns “smaches” que quase deitavam abaixo o pavilhão, dado o barulho ensurdecedor que se fazia sentir. Sílvio Letela com alguns triplos e concretizações categóricas na tabela catapultou os “tricolores” para um convincente triunfo.

 

No final do terceiro período, o marcador registava 65-56 e já havia sinais de festa. A diferença de nove pontos permitia gerir os derradeiros dez minutos e quiçá aumentar ainda mais o “score”.

 

NANDINHO EM GRANDE

 
 Claque "tricolor" vibra nas bancadas (C. Bila)

A excelente prestação de Nandinho no último período fez valer aquela máxima “Os grandes jogadores aparecem em momentos decisivos”. O base-extremo arrancou para uma exibição de luxo e tirou ao Desportivo a possibilidade de reacção. Com assistências primorosas e cestos só ao alcance dos super-dotados, Nandinho levou o pavilhão do Maxaquene à loucura. Foi o melhor com 24 pontos. A sua bela contribuição colocou a sua equipa quase na fasquia dos 100 pontos.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 10:19
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O MAXAQUENE confirmou ao seu público e aos demais amantes de futebol que é a segunda melhor equipa da presente época ao conquistar, ontem à tarde, no Estádio da Machava, a Taça de Moçambique, derrotando o Vilankulo FC, por 2-0, depois de há dias ter assegurado o segundo lugar no fecho do Moçambola-2010.

Taça

 

MAXAQUENE, 2 – VILANKULO, 0

 

Os “tricolores” tiveram que recorrer aos métodos exaustivos para superar o adversário, que veio a Maputo com a lição bem estudada, facto justificado pela igualdade que se manteve durante a primeira parte. Foi necessário dar um empurrão ao acelerador, o que passou por adoptar maior velocidade à circulação da bola e atacar em todas as frentes, nomeadamente pelo corredor central e pelos flancos.

 

Aliás, notou-se na primeira parte a tendência de explorar cada vez ma

is os flancos, com os laterais Vasil e Eusébio a subirem mais pelos corredores, mas os cruzamentos não saíam maior perfeição, ou morriam na defensiva contrária. Com esta nova forma de estar do Maxaquene na segunda parte, foi possível perfurar a defensiva dos f

orasteiros pela zona frontal da grande área. Foi na sequência de uma jogada inteligente, que iniciou pelo flanco esquerdo, a seguir ao qual o lateral Eusébio, após uma triangulação com Kito e Tony, apareceu isolado a “fuzilar” à passagem do minuto 59.

 

O técnico Arnaldo Salvado fez uma boa leitura no seu sistema táctico. Não precisou de recorrer às substituições, mas deu indicações para uma nova abor

dagem do jogo, que passou por dar ritmo às jogadas e acertar no passe. E foi o que aconteceu, entrou pouco clarividente no jogo, caracterizado por escassez de ideias que dessem uma outra animosidade, pois o Vilankulo jogou com muitas cautelas defensivas à espera de aproveitar as falhas do adversário, descendo com algum perigo quando ganhasse as bolas a partir do seu meio campo.

 

Foi assim possível ver o Vilankulo de algum modo astuto e com algumas intervenções de realce junto à baliza defendida por Soarito.


Contudo, o lance mais clarividente pertenceu ao Maxaquene, mas Kito apareceu ligeiramente adiantado sobre a defensiva, aos nove minutos. A segunda oportunidade foi de Eboh, numa assistência de Liberty pela direita para um remate a sair quase a roçar o poste.

Porém, quem esteve mais próximo do golo acabaria por ser Vilankulo, numa brincadeira em que o guarda-redes Soarito levou tempo para aliviar um atraso e embrulhou-se com o artilheiro Ivo. Mas o árbitro da partida, José Maria Rachide, considerou carga sobre o guardião do Maxaquene, aos 28 minutos.

 

Os “”, embora bem assentes no terreno e com o fio do jogo que lhes é característico, denotaram alguma lentidão. Exigia-se uma outra atitude na segunda parte, durante a qual privilegiou o ataque em bloco e com maior celeridade. Foi assim que conseguiu os seus intentos com o golo de Eusébio para, a seguir, o guarda-redes Fumo oferecer o tento de tranquilidade a Alvarito com uma fífia menos esperada, aos 64 minutos.

O Vilankulo ainda tentou reagir numa jogada de bola parada, com o ponta-de-lança  Sergito, que entrou a substituir o temível Ivo, a desviar o esférico para a figura de Soarito.

O árbitro José Maria Rachide fez um bom trabalho, apesar de um e outro erro dos seus auxiliares.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: José Maria Rachide, auxiliado por Célio Mugabe e João Paulo. O quarto árbitro foi Estêvão Matsinhe.

 

MAXAQUENE: Soarito; Vasil; Campira, Gabito e Eusébio; Liberty, Macamito, Alvarito e Kito (Mustafá); Eboh (Reginaldo) e Tony (Nelsinho).

 

VILANKULO FC: Fumo (Jaimito); Mambucho, Joe, Charles e Bila; Titos (Félio), Jossias, Gonçalves e Belo; Edgar e Ivo (Sergito).

 

 

 

 

 

LISTA DOS VENCEDORESTony leva a melhor sobre Joe (C. Bernardo)

 

 

ANO   FINAL                                                                            VENCEDOR

 

2010   Maxaquene-FC Vilankulo (2-0)                       Maxaquene

2009   Fer. Maputo-C. do Sol (2-0)                        Fer. Maputo

2008    At. Muçulmano-Chingale (1-0)                  At. Muçulmano

2007    C. do Sol-Fer.Nampula (3-0)                      C. do Sol

2006   Desportivo-T. do Púnguè (1-0)                   Desportivo 

2005  Fer Beira-C. do Sol (1-0)                           Fer. Beira

2004  Fer. Maputo-Textáfrica (5-1)                         Fer. Maputo

2003  Fer.Nampula-Fer.Maputo (5-4 penaltes)       Fer.Nampula

2002  C. do Sol-Académica (2-0)                          C. do Sol

2001  Maxaquene-Textáfrica (3-1)                            Maxaquene

2000  C. do Sol-Matchedje (1-0)                        C. do Sol

1999  C. Sol-Sporting Nampula (5-0)             C. do Sol

1998   Maxaquene-Fer. Maputo (1-0)                         Maxaquene

1997   C. do Sol-Migração da Beira (5-2)            C. do Sol

1996  Maxaquene-T. do Púnguè (2-1)                  Maxaquene

1995   C. do Sol-Maxaquene (2-1)                       C. do Sol

1994   Maxaquene-Fer. Maputo (1-0)                      Maxaquene

1993  C. do Sol-Fer. Maputo (2-0)                        C. do Sol

1992  C. do Sol-Clube de Gaza (4-1)                    C. do Sol

1991  C. de Gaza-Maxaquene (2-1)                 Clube de Gaza

1990    Matchedje-Maxaquene (3-1)                           Matchedje

1989   Fer. Maputo-Desportivo (2-0)                       Fer. Maputo

1988   C. do Sol-Aguia d'Ouro (1-0)                     C. do Sol

1987  Maxaquene-P. da Beira (3-0)               Maxaquene

1986   Maxaquene-Estrela Vermelha (2-0)                 Maxaquene

1984   Fer. Maputo-P. da Beira (4-2)              Fer. Maputo

1983   C. do Sol-Textáfrica (1-0)                             C. do Sol

1982  Maxaquene-Fer. Maputo (1-0)                         Maxaquene

1981    Desportivo-Costa do Sol (1-0)                         Desportivo

1980   C. do Sol-Palmeiras da Beira (1-0)                  C. do Sol

1979   Palmeiras da Beira-Têxtil do Púnguè (5-4pen)   Palmeiras

1978   Maxaquene-Fer.Beira (2-0)                            Maxaquene

  • Salvador Nhantumbo

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:49
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NEMANJA Vidić fez de cabeça o empate, com o United a resgatar um ponto em casa do Aston Villa, depois de ter estado a perder por 2-0 a 14 minutos do fim − o sexto empate em sete jogos fora no campeonato.

 
 

O Manchester United FC marcou por duas vezes nos últimos nove minutos para resgatar um empate a dois golos em casa do Aston Villa FC, enquanto o Tottenham Hotspur FC registou a primeira vitória nos últimos cinco jogos da Premier League.

 

Nemanja Vidiæ (dir) fez o empate para o United

.

 

O sétimo empate do United em 13 jogos do campeonato significa que o líder Chelsea FC pode ampliar a vantagem para seis pontos se tiver vencido ontem o Sunderland AFC , enquanto o Arsenal FC pode ascender à segunda posição se vencer em casa do Everton FC. Entretanto, Gareth Bale bisou e ajudou o Tottenham a subir ao sexto lugar, depois do triunfo sobre o Blackburn Rovers FC, por 4-2.

 

Nos outros jogos, o Bolton Wanderers FC, quinto classificado, venceu por 3-2 no terreno do aflito Wolverhampton Wanderers FC e o Wigan Athletic FC bateu o West Bromwich Albion FC em casa, por 1-0. Os desafios entre Manchester City FC e Birmingham City FC, Newcastle United FC e Fulham FC e West Ham United FC, último classificado, e Blackpool FC terminaram empatados a zero. No último jogo de sábado, o Stoke City FC recebeu e bateu o Liverpool FC (Raul Meireles foi titular), por 2-0.

ESPANHA - MESSI VOLTA A DECIDIR

 
 

O Barcelona infligiu ao Villarreal a primeira derrota na Liga Espanhola desde a primeira jornada da prova, com Lionel Messi a bisar na segunda parte de uma partida que os catalães venceram, por 3-1, em Camp Nou.


Dois golos no segundo tempo de Lionel Messi ajudaram o FC Barcelona a bater o Villarreal CF por 3-1, com a equipa catalã a saltar para o comando com mais dois pontos que o Real Madrid CF, que só joga neste domingo ante o Real Sporting de Gijón.

 

David Villa inaugurou o marcador no minuto 22, a passe de Andrés Iniesta, mas Nilmar empatou para o "submarino amarelo" num lance em passou por Puyol, entrou na área e disparou forte de pé esquerdo. Messi fez a diferença depois do intervalo, primeiro após uma combinação com Pedro Rodríguez, culminando com uma grande finalização (58) e fechando depois a contagem a sete minutos do fim.


Diego Forlán fez dois golos e uma assistência no encontro em que o Club Atlético de Madrid subiu ao quinto posto, depois de bater o CA Osasuna, por 3-0. O primeiro tento de Forlán (26) colocou fim a uma série de 14 jogos pela sua equipa e pela selecção sem marcar. No minuto 41, seria do avançado uruguaio a assistência para Aguero aumentar a vantagem da equipa que contou com Tiago e Simão a titulares. O terceiro golo, segundo de Forlán, chegaria no minuto 70, dez minutos depois da expulsão de Nacho Monreal (60).

 

No outro encontro da noite, o Athletic Club venceu 1-0 em casa o UD Almería, apesar de ter jogado os últimos 21 minutos com menos dois jogadores. Mikel San José desperdiçou uma grande penalidade para os bascos, que chegariam, contudo, ao golo por Fernando Llorente. Koikili (45) e Xabi Castillo (69) foram expulsos na equipa da casa.

ITÁLIA - JUVE E ROMA EMPATAM

Maputo, Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010:: Notícias
 

Juventus e Roma tiveram de se contentar com um ponto, isto depois dos golos de Vincenzo Iaquinta e de Francesco Totti terem ditado um empate a uma bola em Turim, ao passo que a Fiorentina derrotou o Cesena.

Juventus e AS Roma tiveram de se contentar com um ponto, isto depois dos golos de Vincenzo Iaquinta e de Francesco Totti terem ditado um empate a uma bola em Turim.

A Juventus ascendeu de forma provisória ao quarto lugar da Serie A, isto apesar de não ter conseguido triunfar perante o seu público. Num jogo sempre muito movimentado, Vincenzo Iaquinta deu vantagem ao conjunto "bianconeri" com um fantástico remate aos 35 minutos, na sequência de uma assistência do antigo médio da Roma, Alberto Aquilani.

No entanto, o tento do empate surgiu mesmo em cima do intervalo, quando Simone Pepe deu mão na bola no interior da sua área e originou uma grande penalidade que não foi desperdiçada por Totti, que assim assinou o seu primeiro golo no campeonato. A igualdade deixa a Juventus no quarto posto, com os mesmos pontos que o FC Internazionale Milano.

Também no sábado, a ACF Fiorentina regressou às vitórias, com o AC Cesena a ser batido por 1-0. Alberto Gilardino marcou aos 59 minutos e somou o seu quinto tento da temporada na Serie A, levando o conjunto "viola" até ao nono lugar da tabela, a oito pontos do líder AC Milan, que ontem defrontou Inter no "Derby della Madonnina".

ALEMANHA - LEVERKUSEN SOBE, COLÓNIA CAI

Maputo, Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010:: Notícias
 

Renato Augusto apontou, perto do final, o golo que permitiu ao Leverkusen bater o St Pauli e ascender provisoriamente ao segundo lugar, enquanto o Colónia caiu para último ao perder em casa ante o anterior lanterna vermelha.

O Bayer 04 Leverkusen alcançou provisoriamente o 1. FSV Mainz 05 no segundo lugar da Bundesliga, ao vencer por 1-0 no terreno do FC St Pauli. Renato Augusto apontou o único golo da partida a nove minutos do apito final, oferecendo a quinta vitória fora de portas da época à equipa comandada por Jupp Heynckes, que soma agora os mesmos pontos que o FSV Mainz 05, derrotado em casa pelo Hannover 96, por 1-0, fruto de um golo de Sérgio Pinto.

O Eintracht Frankfurt, que empatou a zero ante o Werder Bremen, segue a quatro pontos de distância. Sem Petit, o 1. FC Köln caiu para o último lugar ao ser goleado em casa, por 4-0, pelo VfL Borussia Mönchengladbach, anterior lanterna vermelha da prova, que apontou todos os golos na segunda parte, por intermédio de Raúl Bobadilla (51, 90+1), Michael Bradley (70) e Igor de Camargo (82).

O VfB Stuttgart permanece apenas dois lugares acima da zona de despromoção, apesar de ter estado a vencer por 3-0 no terreno do 1. FC Kaiserslauten. Golos de Arthur Boka (19), Cacau (32) e Christian Gentner (50) conferiram uma clara vantagem à formação orientada por Die Schwaben, mas Iliyan Micanski (58), Ivo Iličević (76) e Mathias Abel (78) selaram a recuperação da turma da casa, que assim permanece em igualdade pontual com o adversário do sábado.

O FC Schalke, adversário do Benfica na fase de grupos da UEFA Champions League, precisou também de uma brilhante recuperação para evitar a derrota na visita ao VfL Wolfsburg, que esteve a ganhar por 2-0 graças a golos de Grafite (11) e Edin Dzeko (33), antes de Edu (39) e Klaas-Jan Huntelaar (75) garantirem um empate que deixa a turma forasteira no antepenúltimo lugar da tabela classificativa.

Sexta-feira, com uma vitória por 2-0 frente ao Hamburger SV, o Borussia Dortmund havia cimentado o seu primeiro lugar na Bundesliga, que lidera agora com sete pontos de vantagem sobre os segundos classificados.

PORTUGAL - GUIMARÃES E SPORTING SORRIEM

Maputo, Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010:: Notícias
 

O Vitória de Guimarães isolou-se provisoriamente no segundo lugar da Liga portuguesa, com um autogolo de Miguel Garcia a ditar o triunfo por 2-1 na recepção ao Sporting de Braga. O Sporting passou (2-1) em Coimbra.

O Vitória de Guimarães isolou-se provisoriamente no segundo lugar da Liga portuguesa, com um autogolo de Miguel Garcia a ditar o triunfo por 2-1 na recepção ao Sporting de Braga. Em Coimbra, o Sporting regressou aos triunfos e bateu a Académica, também por 2-1.

O derby minhoto começou por sorrir aos visitantes, que viram Alan inaugurar o marcador aos 19 minutos, na sequência de um lance confuso na área vimaranense. No entanto, o Guimarães logrou empatar a um minuto do intervalo, através de Maranhão, sendo que o intervalo não chegou sem que Alan visse o cartão vermelho directo e deixasse o Braga a jogar com dez. O momento decisivo do encontro surgiu aos 82 minutos, quando Miguel Garcia desviou para a própria baliza um cruzamento da direita. O triunfo deixa o Guimarães com 21 pontos e o Braga  com 14. Depois de ter perdido em casa na ronda anterior, o Sporting redimiu-se desse resultado e foi vencer ao reduto da Académica. Os "leões" chegaram ao intervalo a vencer por 2-0, fruto de um penalte de Valdés (9 minutos) e de um remate certeiro de Simon Vukcevic, sendo que o melhor que a Académica conseguiu foi reduzir por intermédio de Miguel Fidalgo, aos 47 minutos.

FRANÇA - SOW DE LUXO GALVANIZA LILLE

 
 

O "hat-trick" de Moussa Sow ajudou o Lille a vencer o Caen por 5-2, ficando a um ponto da liderança da Ligue 1, em igualdade pontual com o Montpellier, terceiro classificado.

Um "hat-trick" de Moussa Sow na primeira parte ajudou o LOSC Lille Métropole a subir ao segundo lugar da Ligue 1, a um ponto do Stade Brestois 29, que empatou 1-1 em casa ante o FC Sochaux-Montbéliard.

 

Sow marcou aos 25, 34 e 45 minutos, dando aos "dogues" uma vantagem de 3-1 na primeira parte. E apesar de Kandia Traoré (88) ter dado uma ténue esperança ao Caen, Gervinho e Franck Beria desfizeram as dúvidas com golos já em tempo de compensação. A diferença de golos coloca o Lille à frente do Montpellier Hérault SC, que conseguiu vencer por 1-0 frente ao Toulouse FC (Paulo Machado saiu aos 76 minutos), graças a um remate certeiro de Olivier Giroud (20).

 

O Brest precisou de um golo de Nolan Roux (38) para resgatar um ponto para o líder do campeonato, depois de Brown Ideye (22) ter colocado o Sochaux em vantagem. O Olympique de Marseille está a três pontos de distância do primeiro lugar, depois de também ter empatado a um golo em casa frente ao RC Lens. Eduardo Ribeiro (56) respondeu ao golo madrugador de Stéphane Mbia (6) para o OM, que deixou o participante na UEFA Champions League em quinto lugar.

 

O FC Girondins de Bordeaux é sétimo classificado, depois de um golo de Wendel no derradeiro minuto ter selado a vitória por 2-1 sobre o AS Nancy-Lorraine. Na parte baixa da tabela, o AS Monaco FC empatou a zero ante o "lanterna vermelha" AC Arles-Avignon, enquanto o jogo entre o Valenciennes FC e o AS Saint-Étienne foi adiado devido às más condições atmosféricas.

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:37
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AO vencer o seu homónimo de Nacala, por 3-1, o Ferroviário de Nampula qualificou-se para o Moambola-2011. Um regresso que foi efusivamente festejado, depois de ter sido despromovido na época passada.

 
 

O jogo foi disputado sábado no terreno alheio no relvado do Ferroviário de Quelimane perante uma moldura humana considerável.


Desde cedo, a turma do Ferroviário da Nampula assumiu as iniciativas de ataque, visando a baliza contrária com lances de perigo, entretanto não concretizados por falta de concentração dos homens mais adiantados. À passagem dos três minutos, Sankhane pregou um susto aos nacalenses através de um forte remate. Era o aviso à navegação, o que aos 26 minutos o mesmo Sankhane abria o activo.

 

O caudal ofensivo dos nampuleses aumentou depois deste tento, perante um adversário com atitude apática que teve de defender com unhas e dentes para evitar o pior. Com este resultado as duas colectividades saíram para o intervalo esperando uma segunda parte melhor. Todavia, quem continuou mais vistoso foi o Ferroviário de Nampula que operou duas substituições que produziram efeitos desejados. Zainadine Mulungo, treinador dos nampulenses, fez saltar do banco Massaua e Stélio para os lugares de Carvalho e Kalanga. A agressividade atacante foi mais vistosa e remeteu o adversário para o último reduto, obrigando-o a defender-se de forma atabalhoada.


Aos 27 minutos da segunda parte, Sankhane numa tarde bastante inspirada voltou a estar em evidência ao apontar mais um tento que levou ao delírio o banco técnico e os adeptos da chamada bancada inglesa (adeptos ferrenhos do Ferroviário).

 

A premiar essa actuação, o Ferroviário de Nampula continuava a ser a equipa mais astuta procurando o golo como se fosse pão à boca. Este não tardou porque aos 36 minutos, Nando elevou a contagem para três através de uma penetração, tirando todos os defesas do caminho para marcar o golo.

 

Em vantagem os nampulenses adormecerem e os “locomotivas” de Nacala reduziram a desvantagem através de Alberto. O Ferroviário de Nampula obteve uma qualificação bem conseguida fora de casa mais com um forte apoio dos adeptos de Quelimane.

Ainade Ussene, árbitro da partida, realizou um trabalho aceitável.

 

FICHA TÉCNICA

 

ÁRBITRO: Ainad Ussene, auxiliado por Daniel Viegas e Isac Domingos. Quatro árbitro: Manuel Paiva

.

FER. NACALA: Alyo; Ussene (Domingos), Magide, Dungue e Matias; Tamathe, Arnaldo, Pintado (Amade) e Dula; Issufo e Romão (Alberto)

 

FER. NAMPULA: David; Roger, Duda, Mayor e Edmundo; Hipo, Kalanga (Stelio), Nando e Juma; Sankhane e Carvalho (Masauia).

 

DISCIPLINA: Amarelo para Magide

 

Joca Estevão

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:28
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Capitão Macamito ergue o "canecão" (C. Bernardo)O CLUBE de Desportos da Maxaquene está em festa. Depois de sábado à noite ter conquistado o Campeonato Nacional de Basquetebol Sénior Masculino, ontem arrecadou para as vitrinas a segunda mais importante prova do futebol nacional, a Taça de Moçambique, portanto a nona na sua contabilidade.

 
 

A festa “tricolor” foi de arromba. Começou no sábado e certamente que se prolongará por toda a semana, uma vez que ontem à tarde, os “tricolores” voltaram a sorrir, amealhando mais um troféu, desta feita o da Taça de Moçambique.

 

Com uma moldura humana considerável, a preencher quase que por completo a bancada central do Estádio da Machava, o Maxaquene apenas confirmou o estatuto de melhor equipa numa final inédita com o Vilankulo.

 

Apesar do primeiro tempo ter terminado sem abertura de contagem, o segundo foi todo ele pertença do Maxaquene, que abriu o activo por Eusébio, aos 59 minutos, para fechar por Alvarito, aos 64, num lance de infelicidade para o guarda-redes Fumo, que deixou o esférico escapar-lhe entre as pernas.

 

O Maxaquene já contabiliza nove Taças de Moçambique. Venceu sucessivamente em 1978 (2-0 ao Ferroviário da Beira), em 1982 (1-0 ao Ferroviário de Maputo), em 1986 (2-0 ao Estrela), em 1987 (3-0 ao Palmeiras da Beira), em 1994 (1-0 ao Ferroviário de Maputo), em 1986 (2-1 ao Têxtil do Púnguè), em 1998 (1-0 ao Ferroviário de Maputo), em 2001 (3-1 ao Textáfrica) e em 2010 (2-0 ao Vilankulo FC).

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 09:18
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