Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 20 DE Setembro 2010

Augusto Fernando, que sucede no cargo ao engenheiro José Neves, que dirigiu os destinos do clube durante 27 anos, foi eleito com um total de 49 votos. O novo presidente do Costa do Sol é membro do Conselho de Administração da EDM.

O engenheiro Augusto Fernando, quadro do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), foi eleito, sábado último, novo presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol para o período 2010-2014, durante a assembleia-geral. Augusto Fernando, que sucede no cargo ao engenheiro José Neves, que dirigiu os destinos do clube durante 27 anos, foi eleito com um total de 49 votos.

Augusto Fernando tem pela frente um trabalho árduo, sendo que um dos desafios passa por devolver a dignidade desta à colectividade, sobretudo, no futebol, onde a sua equipa principal está a fazer uma temporada irregular
.

Mas, por outro lado, também dar prosseguimento ao projecto de edificação do complexo desportivo do Costa do Sol que chegou, aliás, a ser projectado para Marracuene, depois das enxurradas que assolaram o clube no princípio desta década.

Durante a assembleia-geral, pacífica, foi ainda apreciado e aprovado o relatório de actividades e contas da direcção cessante com o parecer do Conselho Fiscal.

Por outro lado, discutiu-se a alteração de alguns artigos, tendo ficado esclarecido que a indicação do presidente da mesa da Assembleia-Geral é feita pela Electricidade Moçambique, principal patrocinador do clube “canarinho”.

Ficou, outrossim, estabelecido que todos os funcionários da Electricidade de Moçambique, que quiserem ser sócios do Costa do Sol, poderão fazê-lo por escrito, e estarão isentos do pagamento de cotas.

Augusto Fernando na primeira pessoa

Pouco depois de haver sido eleito presidente do Costa do Sol, Augusto Fernando usou da palavra e começou por felicitar a direcção cessante pelo trabalho desenvolvido ao longo tempo em que dirigiu o clube. “Muito obrigado. Gostaria de saudar a direcção cessante e reconhecer que os títulos conquistados foram produto de muito esforço por parte desta”, referiu.

E, como seria de esperar, reconheceu que há “um desafio muito grande” pela frente.

O clube está a atravessar um período não muito bom. Cabe a esta direcção encarar o desafio de, no próximo Moçambola, ocuparmos os três primeiros lugares”, lançou o repto. Augusto Fernando lembrou ainda que “este mandato é de quatro anos e temos que ganhar dois títulos. Ter duas taças de Moçambique é outro objectivo”, indicou.

A área da formação, garante do futuro, não foi esquecida. “Há um assunto que foi muito debatido aqui. É a questão das camadas de formação. Temos que apostar fortemente na formação de jogadores”, frisou.

O Costa do Sol é um clube ecléctico e Augusto Fernando disse claramente que outras modalidades vão merecer atenção: “Vamos olhar para outras modalidades, porque o Costa do Sol não é feito só de futebol. É verdade que o futebol faz a diferença, visto que é a modalidade que mais títulos ganhou no clube. Nós podemos ganhar noutras modalidades, mas se não conquistarmos um título no futebol não teremos feito nada. Os adeptos são exigentes porque querem, tal como a direcção, que o clube ganhe títulos”, disse o novo presidente do Costa do Sol.

E acrescentou: “penso que, de alguma forma, temos que olhar para outras modalidades como é o caso do atletismo, natação voleibol, entre outras”. “Queremos”, ajuntou, “desenvolver uma rede de olheiros a nível nacional para identificação de talentos para que possam vir trabalhar para o clube”, indicou.

O dirigente acresceu que “precisamos criar essa capacidade internamente. Precisamos de ir buscar aquilo a que chamaríamos fórum de antigos jogadores do Costa do Sol, como é o caso de César, para nos trazer a sua experiência e reforçar a de criar parcerias com nossa a vizinhança, pois temos as escolas portuguesa e francesa. Vamos procurar criar cooperação com eles”, disse. Num outro desenvolvimento, Fernando falou da necessidade do complexo Matchiki Tchiki ser gerido de forma mais “profissional”. “O projecto que aqui foi apresentado é no sentido de ver o que está a falhar para corrigir a situação.

Mas também criar novos grupos para permitir a entrada de novos sócios, adeptos e simpatizantes, uma vez que o Costa do Sol é um dos clubes com mais adeptos
”.

O dirigente indicou ainda que “teremos acordos com sócios internacionais”. Quanto à comunicação, disse: “o Costa do Sol tem uma nova página na internet, onde iremos actualizar todos os acontecimentos do clube e criação de revistas impressas, onde divulgaremos as nossas actividades”, finalizou.

Jersild Chirindza
publicado por Vaxko Zakarias às 15:58
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Engenheiro José Neves, figura que dirigiu o Costa do Sol durante 27 anos.
José Neves prometeu continuar a ajudar o Clube de Desportos da Costa do Sol. “Contem comigo. Estarei sempre disponível. Não vou abandonar o clube”.

Há 27 anos, no quadro da política de integração clube/empresa, o engenheiro José Neves foi escolhido presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol. Inicialmente, José Neves integrou a comissão de gestão do Costa do Sol depois de ter trabalhado alguns anos no Maxaquene. Hoje, na hora de despedida, Neves, que criou uma estrutura sólida e foi um dos responsáveis pela gestão exemplar desta colectividade, faz um balanço positivo dos 27 anos durante os quais dirigiu o Costa do Sol. “O Costa do Sol, hoje, é o clube que é e tem o mérito que tem. Não tenho dúvidas que tal se deve, em especial, ao trabalho e empenho destes dirigentes todos”, começou por dizer José Neves.

Mais adiante, o presidente cessante recordou que “alguns já morreram e outros estão aqui (na assembleia-geral, entenda-se)”. José Neves ajuntou ainda que “saio com a consciência tranquila, porque cumpri com aquilo a que me propus desde o início, com os meus colegas, que foi transformar o clube”, notou.

José Neves recuou no tempo e recordou que “talvez muitos que aqui estão não saibam que em 1980/1982 os clubes, incluindo o Costa do Sol, estavam praticamente na ruína. A maior parte dos clubes eram dirigidos por pessoas que se tinham ido embora. Então, surge uma decisão política que decide integrar os clubes nas empresas e aí nasce a relação entre a EDM e o Costa do Sol. É, por outro lado, aí onde nasce a minha relação com o clube”, explicou.

Mas nem tudo foi um mar de rosas ao longo deste percurso. É que, recorda José Neves, “no início, não fui muito bem visto pelos sócios porque, na altura, era jovem. As pessoas olhavam para mim como jovem e, ainda por cima, tinha ficado um ano e meio a dar o meu apoio ao Maxaquene na área de futebol”, recorda. E prossegue o seu fio de raciocínio: “Portanto, estão a imaginar o ambiente que me rodeou na altura em que eu apareci. Fiz parte de uma comissão administrativa, de um grupo de gestão que englobava quadros da EDM e do Costa do Sol, na altura”. “Quer dizer”, lembra, “foi necessária uma luta árdua, porque tivemos que estruturar o grupo (...)”.

José Neves disse ainda que “27 anos depois estamos aqui. Conseguimos tornarmo-nos a equipa com mais títulos de campeão nacional e Taça de Moçambique. Portanto, um clube com prestígio; um grupo com um projecto muito interessante”. O presidente cessante garantiu que “não perdi o meu tempo aqui, mas sim ganhei tempo. No desporto, como sabem, existem muitos praticantes e muitas virtudes. Eu não tenho dúvida nenhuma que aprendi muitas lições de solidariedade, respeito para com o adversário. Foi neste clube que fiz as maiores amizades”.

A finalizar, José Neves prometeu continuar a ajudar o Clube de Desportos da Costa do Sol. “Contem comigo. Estarei sempre disponível. Não vou abandonar o clube. É claro que não vou continuar com funções executivas, mas estarei sempre disponível”.

Jersild Chirindza
publicado por Vaxko Zakarias às 15:48
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O Movimento Democrático de Moçambique diz que a questão da organização dos Jogos Africanos devia ser repensada. “... são por aí 250 milhões de dólares que estão a ser investidos para estes jogos. Temos que repensá-los em nome da poupança”.



Nesta edição, o secretário-geral do MDM, Ismael Mussá, em nome do seu partido, apresenta um plano que, na sua óptica, deveria ser seguido pelo governo, visando fazer uma “verdadeira poupança” dos dinheiros públicos, no âmbito das medidas de austeridade anunciadas pelo governo.

Na qualidade de secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique, qual é a análise que faz das decisões anunciadas pelo governo, visando minimizar o custo de vida das pessoas?

Acho que o Governo tomou aquelas decisões num ambiente de muita emoção. Era um momento de nervosismo, agitação e muita emoção, e acabou, se calhar, por tomar estas decisões erradas. O que seria correcto era apresentar as ditas medidas e mostrar em números o que estas medidas trariam, em termos de poupança e contenção para o país. O Executivo deve, de imediato, apresentar à Assembleia da República uma proposta de Orçamento Rectificativo, onde deve demonstrar com clareza que vai poupar X e que o mesmo será aplicado neste e naquele projecto. Só assim é que nós, na qualidade de parlamentares, poderemos fiscalizar, porque o orçamento é aprovado em forma de lei. Neste momento, nenhum deputado estará em altura de compreender as medidas tomadas, o que irá dificultar a sua fiscalização.


Na óptima do MDM, o que deve ser feito para melhorar estas medidas...
Primeiro, essas medidas devem ser transformadas em números. Aliás, essas medidas são de curto prazo, e o que todos nós não sabemos é o que vai acontecer pós-Dezembro, uma vez que as medidas terminam nesse mês. É aí onde todos esperamos por uma resposta a longo prazo do Governo, para se resolver esta questão
.

O MDM concorda com o subsídio de 200 meticais por cada saco de trigo?
É preciso reparar, primeiro, que o problema do preço do pão não está no trigo. Está em vários outros factores como a luz e a água que, por sinal, não baixaram para estes escalões. Mais, para aqueles cidadãos fora de Maputo, há que adicionar ainda os custos de transporte. Portanto, o subsídio ao trigo não é sustentável.

Mas ao invés de criticar apenas (...), quais são as propostas do MDM?
Achamos, por exemplo, que a questão da organização dos Jogos Africanos devia ser repensada. Se a memória não me atraiçoa, são por aí 250 milhões de dólares que estão a ser investidos para estes jogos. Temos que repensá-los em nome da poupança. Outra questão tem que ver com as presidências abertas. Apesar de achar que é importante que o presidente dialogue com as populações, mas não deve o fazer via aérea, pois é dispendiosa.

O que acho é que o presidente devia repensar nas viagens aéreas e começar a ir por terra. Por exemplo, para visitar a zona centro, pegava voo para Beira e depois usava carro para escalar os restantes distritos de Sofala e de Manica. O mesmo poderá fazer voando para Nampula e visitando os outros distritos, como fazia o presidente Samora e é mais viável hoje. A terceira grande redução de custos é na estrutura do Governo, dado que a actual é muito pesada. Por exemplo, ao invés de termos 28 ministérios (28 ministros e 26 vice-ministros), podemos fundir alguns e, pelos cálculos, teríamos apenas 13
.

Atanásio Marcos
publicado por Vaxko Zakarias às 15:40
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ENTRANDO em campo informado de mais um desaire do Ferroviário de Maputo, com toda a naturalidade a Liga Muçulmana chamou a si a responsabilidade de atacar, de modo a encarar as próximas jornadas com relativa tranquilidade. Assim pensado, melhor executado. Com Paíto fora do “onze” inicial, coube a Carlitos e Nelson, no miolo, Silvério e Micas, nas laterais, o papel de municiar o jogo ofensivo dos anfitriões, alimentando com regular frequência a dupla formada por Maurício e Chana. Mussá Osman respondeu com um meio-campo musculado, que tinha em Henry e Gito os principais municiadores da dupla Mavó/Amílcar, enquanto lá atrás Mucuapele comandava uma defensa experiente.



Fruto da sua disposição avançada no terreno, a Liga Muçulmana construiu várias oportunidades de golo, mas Maurício, a atravessar um mau momento, não conseguia concluir as jogadas com êxito. Chana, quando solicitado, rematava torto
.

Aos 11 minutos, o defesa Calima oferece a bola a Micas e este, apenas com o guarda-redes Chico pela frente, remata frouxo. No contra-ataque, Henry isola Amílcar para rematar sobre a barra.

Os “muçulmanos” aceleraram ainda mais a velocidade do jogo, todavia, no momento do toque final continuavam desatinados com a baliza, à excepção de um pontapé bem colocado de Carlitos, desviado por Calima sobre a linha de golo.

Na segunda parte, a Liga Muçulmana persistiu em empurrar o jogo para o meio-campo adversário e as jogadas de contra-ataque da HCB reduziram substancialmente, de tal sorte que Amílcar se transformou num brinquedo sob controlo de Fanuel e Narciso.

Na marcação de um canto, a bola foi embater na mão de Mavó, o árbitro Amosse Lázaro entendeu que o jogador desviou a bola voluntariamente e assinalou grande penalidade. Carlitos rematou certeiro para o golo solitário do desafio.

Em desvantagem, Mussá Osman fez alterações no seu xadrez e os jogadores avançaram mais no terreno, a ponto de Amílcar, desmarcado por Mavó, desperdiçar mais uma clara oportunidade de golo, ao desviar o esférico contra o corpo de Neco
.

Pressionados, os pupilos de Artur Semedo perderam o controlo do desafio e limitaram-se a despachar as jogadas, mas, pela pressão do tempo, os jogadores da HCB não souberam tirar proveito deste mau momento do adversário.

Nas contas finais, ficaram por marcar pelo menos cinco golos, sobretudo pelos dianteiros Maurício, Chana e Amílcar, que se deram uma folga chata para os adeptos
.

O árbitro Amosse Lázaro controlou o desafio, contudo, a grande penalidade por si assinalada foi duvidosa, sobretudo porque não exibiu o cartão amarelo a Mavó, quando a jogada deu-se na pequena área e a bola seguia para a baliza.

FICHA TÉCNICA



Árbitro
: Amosse Lázaro, assistido por Célio Mugabe e Daniel Viegas. Quarto árbitro: Arlindo Silvano.

LIGA MUÇULMANA
– Neco; Silvério, Fanuel, Narciso e Vling; Cantoná (Mayunda), Nelson e Carlitos; Maurício (Paíto) e Chana (Massitara).

HCB – Chico; Calima, Elídio (Zuma), Mucuapele e Dangalira; Gito (Marlon), Henry, Ngoni (Andro); Amílcar e Mavó.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Nelson e Mavó.

CUSTÓDIO MUGABE
publicado por Vaxko Zakarias às 15:32
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QUE mal vos fez o intervalo”, é o que os milhares de adeptos presentes no Estádio da Machava deviam estar a dizer no final da partida. Os 15 minutos de descanso não serviram, de certeza, para os jogadores recarregarem as forças e voltarem a proporcionar uma excelente propaganda de futebol, à semelhança do que tinha acontecido no primeiro tempo. Antes pelo contrário, a inspiração e o sentido competitivo parecem ter ficado no balneário.



Foi visível na face dos adeptos, sobretudo do Ferroviário, que precisavam de vencer para manter vivo o sonho do “tri”, alguma tristeza e desilusão pelo facto de a “locomotiva” não ter estado tão afinada na etapa complementar.

Mas o decréscimo das duas equipas pode ser justificado pelo facto de a primeira parte ter sido disputada a um ritmo estonteante. Nesse período, sim! Houve futebol, jogadas individuais e colectivas de belo efeito. E, para adoçar o apetite dos espectadores, foram servidos golos de belo recorte técnico, um dos quais uma raridade neste Moçambola, senão mesmo inédito.

Aos 29 minutos, Munino é chamado a marcar um pontapé de canto pela direita. E, em vez de meter a bola no “barulho”, fê-lo directamente para a baliza. O guarda-redes Mohamad, assim como os seus colegas, foi apanhado de surpresa com esta bela execução do jovem “alvi-negro”. Este golo veio abrilhantar um clássico que, desde o primeiro minuto, estava a ser agradável de ser ver, com as duas equipas a jogarem ao ataque e a criar situações claras de golo. O Ferroviário pode queixar-se de si próprio por não ter aberto o marcador, já que Luís e Ítalo, aos 15 e 18 minutos, respectivamente, desperdiçaram soberanas oportunidades de marcar.

Todavia, ficou a impressão de que os comandados de Chiquinho Conde precisavam de ser beliscados para se encontrarem com o golo. É que, no minuto seguinte, ao tento “alvi-negro”, Luís, a fazer lembrar um búfalo ferido, surgiu explosivo na grande área, dominou a bola e com muita arte passou pelo “keeper” Gervásio e fez o empate. Estavam transcorridos 30 minutos. Dentro de campo o jogo animava e nas bancadas a vibração feita ao som de algumas vuvuzelas aumentava os ânimos.

Antes do final da primeira parte ainda houve espaço para dois lances de golo certo. A primeira pertenceu aos verde-e-brancos, aos 39 minutos, com Jerry a ser o protagonista e, aos 43, foi a vez de Santos, cara-a-cara com o “keeper”, rematar por cima. A avaliar pela produção ofensiva dos primeiros 45 minutos, um empate a duas bolas se encaixaria melhor.

Entretanto, os indicadores faziam antever uma segunda parte ainda mais apimentada. Foi pena que isso tivesse ficado apenas pela imaginação, porque o segundo período foi mesmo descolorido. O jogo baixou claramente de qualidade e até chegou a dar sono.

João Armando, árbitro do encontro, realizou um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: João Armando, auxiliado por Júlio Muianga e Estrela Gonçalves. Quarto árbitro: Sérgio Lopes.

FERROVIÁRIO – Mohamad; Jotamo, Tony, Fred e Zabula (Butana); Whisky, Momed Hagy, Danito Parruque e Ítalo (Imo); Luís e Jerry.

DESPORTIVO – Gervásio; Zainadine Júnior, Emídio, Munino e James; César Bento, Abílio, Muandro e Isac (Dino); Santos (Binó) e Félix (Jojó).

Golos: Munino (29 m) e Luís (30 m).

IVO TAVARES
publicado por Vaxko Zakarias às 15:23
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ESTÁ cada vez mais aprazível a sinfonia inteligentemente interpretada pela Liga Muçulmana no Moçambola-2010. As vitórias vão lhe caindo com naturalidade e a sua pontuação mais gorda e o fosso maior em relação ao segundo classificado, o Ferroviário de Maputo, que não tem sabido primar pela regularidade.



Na 21ª jornada, os “muçulmanos” souberam tirar partido da igualdade (1-1) dos “locomotivas”, sábado, no Estádio da Machava, face ao Desportivo, ganhando ontem à HCB do Songo por 1-0, na transformação de uma grande penalidade.

Agora com uma vantagem de oito pontos (50-42), a equipa de Artur Semedo, em paralelo com os fortes argumentos que será obrigado a esgrimir diante dos seus adversários, se efectivamente está interessado em chegar ao título sem sobressaltos, colocar-se-á na bancada a assistir à prometedora luta entre Ferroviário e Maxaquene, pois, separados por apenas um ponto, espevitar-se-ão para um confronto directo entre si e que pode muito bem ser aproveitado pela Liga Muçulmana para a sua fuga.

Os “tricolores” também precisaram de um penalte para ganhar ao FC Lichinga, um resultado que constituiu um autêntico sufoco ao representante do Niassa, uma vez que foi desterrado para o posto de “lanterna vermelha”, em troca com o Ferroviário de Pemba.

Os “locomotivas” de Cabo Delgado, que pela primeira vez no campeonato saíram da última posição, derrotaram o Sporting das Beira por 2-1, propondo-se a iniciar uma nova fase na sua tentativa de permanência no convívio dos grandes.

O mesmo sucede com o Atlético Muçulmano, que foi ao Chiveve bater o Ferroviário da Beira por 1-0, porém, insuficiente para assustar o Textáfrica, já que este também venceu – coincidentemente, pelo mesmo resultado de uma bola sem resposta – o Vilankulo FC, em partida realizada no campo do Ferroviário da Manga, na Beira, devido à interdição imposta ao campo da Soalpo pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol. Mais um triunfo na sua boa campanha foi conseguido pelo Matchedje, vitorioso diante do Costa do Sol por 1-0, mantendo-se na quinta posição
.

Na classificação, Liga Muçulmana soma 50 pontos, seguido do Ferroviário de Maputo com 42, Maxaquene 41, HCB 36, Matchedje 29, Sporting e Desportivo 26, Costa do Sol 25, Ferroviário da Beira 24, Vilankulo FC 23, Textáfrica 22, e, abaixo da linha de água, Atlético Muçulmano 20, Ferroviário de Pemba 18 e FC Lichinga 17.

No próximo fim-de-semana não haverá Moçambola, em virtude da realização das meias-finais da Taça de Moçambique, com os desafios Maxaquene-Textáfrica e FC Lichinga-Vilankulo FC
.

O campeonato regressa nos dias 2 e 3 de Outubro, com a 22ª jornada, compreendendo os jogos Atlético Muçulmano-Liga Muçulmana, Maxaquene-Ferroviário de Maputo, Vilankulo FC-Matchedje, Costa do Sol-Ferroviário de Pemba, Sporting-Desportivo, HCB-Textáfrica e FC Lichinga-Ferroviário da Beira.
publicado por Vaxko Zakarias às 15:09
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Augusto Fernando, que sucede no cargo ao engenheiro José Neves, que dirigiu os destinos do clube durante 27 anos, foi eleito com um total de 49 votos. O novo presidente do Costa do Sol é membro do Conselho de Administração da EDM.

O engenheiro Augusto Fernando, quadro do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), foi eleito, sábado último, novo presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol para o período 2010-2014, durante a assembleia-geral. Augusto Fernando, que sucede no cargo ao engenheiro José Neves, que dirigiu os destinos do clube durante 27 anos, foi eleito com um total de 49 votos.

Augusto Fernando tem pela frente um trabalho árduo, sendo que um dos desafios passa por devolver a dignidade desta à colectividade, sobretudo, no futebol, onde a sua equipa principal está a fazer uma temporada irregular
.

Mas, por outro lado, também dar prosseguimento ao projecto de edificação do complexo desportivo do Costa do Sol que chegou, aliás, a ser projectado para Marracuene, depois das enxurradas que assolaram o clube no princípio desta década.

Durante a assembleia-geral, pacífica, foi ainda apreciado e aprovado o relatório de actividades e contas da direcção cessante com o parecer do Conselho Fiscal.

Por outro lado, discutiu-se a alteração de alguns artigos, tendo ficado esclarecido que a indicação do presidente da mesa da Assembleia-Geral é feita pela Electricidade Moçambique, principal patrocinador do clube “canarinho”.

Ficou, outrossim, estabelecido que todos os funcionários da Electricidade de Moçambique, que quiserem ser sócios do Costa do Sol, poderão fazê-lo por escrito, e estarão isentos do pagamento de cotas.

Augusto Fernando na primeira pessoa

Pouco depois de haver sido eleito presidente do Costa do Sol, Augusto Fernando usou da palavra e começou por felicitar a direcção cessante pelo trabalho desenvolvido ao longo tempo em que dirigiu o clube. “Muito obrigado. Gostaria de saudar a direcção cessante e reconhecer que os títulos conquistados foram produto de muito esforço por parte desta”, referiu.

E, como seria de esperar, reconheceu que há “um desafio muito grande” pela frente.

O clube está a atravessar um período não muito bom. Cabe a esta direcção encarar o desafio de, no próximo Moçambola, ocuparmos os três primeiros lugares”, lançou o repto. Augusto Fernando lembrou ainda que “este mandato é de quatro anos e temos que ganhar dois títulos. Ter duas taças de Moçambique é outro objectivo”, indicou.

A área da formação, garante do futuro, não foi esquecida. “Há um assunto que foi muito debatido aqui. É a questão das camadas de formação. Temos que apostar fortemente na formação de jogadores”, frisou.

O Costa do Sol é um clube ecléctico e Augusto Fernando disse claramente que outras modalidades vão merecer atenção: “Vamos olhar para outras modalidades, porque o Costa do Sol não é feito só de futebol. É verdade que o futebol faz a diferença, visto que é a modalidade que mais títulos ganhou no clube. Nós podemos ganhar noutras modalidades, mas se não conquistarmos um título no futebol não teremos feito nada. Os adeptos são exigentes porque querem, tal como a direcção, que o clube ganhe títulos”, disse o novo presidente do Costa do Sol.

E acrescentou: “penso que, de alguma forma, temos que olhar para outras modalidades como é o caso do atletismo, natação voleibol, entre outras”. “Queremos”, ajuntou, “desenvolver uma rede de olheiros a nível nacional para identificação de talentos para que possam vir trabalhar para o clube”, indicou.

O dirigente acresceu que “precisamos criar essa capacidade internamente. Precisamos de ir buscar aquilo a que chamaríamos fórum de antigos jogadores do Costa do Sol, como é o caso de César, para nos trazer a sua experiência e reforçar a de criar parcerias com nossa a vizinhança, pois temos as escolas portuguesa e francesa. Vamos procurar criar cooperação com eles”, disse. Num outro desenvolvimento, Fernando falou da necessidade do complexo Matchiki Tchiki ser gerido de forma mais “profissional”. “O projecto que aqui foi apresentado é no sentido de ver o que está a falhar para corrigir a situação.

Mas também criar novos grupos para permitir a entrada de novos sócios, adeptos e simpatizantes, uma vez que o Costa do Sol é um dos clubes com mais adeptos
”.

O dirigente indicou ainda que “teremos acordos com sócios internacionais”. Quanto à comunicação, disse: “o Costa do Sol tem uma nova página na internet, onde iremos actualizar todos os acontecimentos do clube e criação de revistas impressas, onde divulgaremos as nossas actividades”, finalizou.

Jersild Chirindza
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 15:03
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O ÁRBITRO Paiva Dias acabou sentenciando a vitória do Maxaquene sobre o FC Lichinga, ao assinalar uma grande penalidade inexistente. Foi uma oferta de bandeja, pois o central Sadique fez o papel que lhe convinha naquele lance, em que Kito, após tabelinha com Tony, atirou na direcção certa da baliza e o defensor do Lichinga tirou o esférico na linha de golo.



Inconformado com a situação, Kito ainda tentou ir atrás do prejuízo e, com a intenção bem estudada, uma vez que já tinha perdido a posse da bola, atirou-se sobre Sadique que, ainda sob pressão, anulou a jogada. Ao invés de penalizar a atitude do jogador “tricolor”, Paiva Dias assinalou o castigo máximo, alegando um empurrão de Sadique sobre Kito. E acabou sendo o mesmo a cobrar e com sucesso, aos 52 minutos.

Como se não bastasse, Paiva Dias ainda exibiu cartolina amarela a Sadique e a mais um colega seu (Maninho), que protestou veemente a injustiça do juiz da partida e que acabou sufocando a esperança dos visitantes de sair pelo menos com um ponto.

O Maxaquene até mereceu a vitória, pois oportunidades para tal não lhe faltaram. São vários os lances em que tanto Kito como Tony apareceram em posição privilegiada para marcar, porém, o fácil tornou-se o mais difícil, falhando mesmo na boca da baliza
.

O primeiro sinal de golo pertenceu a Emmanuel que, na sequência de um centro bem colocado de Kito, atirou forte contra o poste e, na recarga, Tony rematou por cima, à passagem do minuto 20.

Este foi o único lance clarividente que o Maxaquene registou na primeira parte, durante a qual encontrou dificuldades de traduzir na prática as suas intenções e a encontrar alguma resposta do FC Lichinga que, por seu turno, tentava impor o seu jogo e aproveitar as falhas do adversário, daí que tenha aparecido algumas vezes junto à baliza de Soarito, com destaque para o lance em que o atacante Cássimo atirou para as nuvens, dentro da grande área
.

Na segunda parte, o Maxaquene, para além da oferta do penalte, desperdiçou inúmeras chances e, neste período, o ataque estava bem reforçado com a entrada de Reginaldo, que passou a fazer a dupla com Tony, ocupando o lugar de Liberty, que recuou para apoiar o meio-campo. Foi uma boa lição de Arnaldo Salvado, pois o caudal ofensivo “tricolor” aumentou. Mas, infelizmente, as falhas prevaleceram no capítulo da concretização e o Maxaquene acabou não conseguindo justificar a vitória que, para nós, foi à custa do juiz da partida.


FICHA TÉCNICA


Árbitro: Paiva Dias, auxiliado por Ivo Francisco e João Abreu. Quarto árbitro: Virgílio Absalão.

MAXAQUENE – Soarito; Vasil, Campira, Gabito e Eusébio; Kito, Macamito, Alvarito (Clarêncio) e Emmanuel (Reginaldo); Liberty e Tony.

FC Lichinga – Jorge; Alex, Sadique, Adji e Chimbeta; Maninho (Kikito), Fedo, Zé Maria (Skaba), Nando Macie (Paúnde) e Rachid; Cássimo.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Eusébio, Macamito, Alvarito, Alex, Sadique e Maninho.

SALVADOR NHANTUMBO
publicado por Vaxko Zakarias às 15:01
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O FERROVIÁRIO da Beira não conseguiu, ontem, produzir o suficiente para alegrar a sua massa associativa, perdendo diante do Atlético Muçulmano. Quando a partida iniciou, esperava-se por um jogo mais ofensivo por parte dos donos da casa, ante um adversário que entrou algo retraído e muito compacto na defensiva, partindo para contra-ataque também de forma lenta.



Só aos 15 minutos é que os ‘’locomotivas’’ conseguiram produzir uma jogada digna, mas Degato não foi lesto, tendo permitido que o seu remate fosse facilmente neutralizado pelo guardião Anivaldo.

Seriam novamente os comandados de Akil Marcelino a desperdiçar uma soberba oportunidade de golo quando, aos 26 minutos, o brasileiro Victor ficou privilegiado na grande área, mas foi impotente para bater o guardião visitante, numa altura em que todos já esperavam pelo melhor para gritar golo
.

A partir do minuto 30 é que o Atlético conseguiu equilibrar os acontecimentos, passando a jogar de igual para igual, embora os “locomotivas’’ continuassem a ser mais perigosos, mas ineficazes na finalização, situação que se verificou até ao intervalo.

No reatamento, a ingenuidade continuou em ambas as partes, mas as substituições trouxeram alguma genica e emotividade ao jogo, sobretudo do lado dos visitantes, havendo, no entanto, muito individualismo nas hostes beirenses
.

Aos 78 minutos o Atlético chegou ao golo, através de uma jogada de contra-ataque rápido em que o recém-entrado Patolas conseguiu ludibriar a defensiva até entrar na área e, perante a saída desesperada de Rocksana, atirou a contar.

Depois do golo, o Ferroviário foi atrás do prejuízo, mas até ao apito final não teve arte nem perspicácia para no mínimo chegar ao empate.

O juiz e os seus companheiros estiveram bem.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Henrique Langa e Domingos Manhique. Quarto árbitro: José Videira.

FER. BEIRA – Rocksana; Ninito, Gildo, Barrigana e Gervásio; Mupoga (Buramo), Nené, Degato (Mitó) e Victor (Timbe); Tick e Elfidio.

AT. MUÇULMANO
– Anivaldo; Henrique (Patolas), Tony, Gito e Hilário; Tchees (Chume), Mouka, Moniz (Fala-Fala) e Ivan; Délcio e Chico.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Gervásio, Anivaldo e Mouka.

CASTIANO ANTÓNIO
publicado por Vaxko Zakarias às 14:55
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Engenheiro José Neves, figura que dirigiu o Costa do Sol durante 27 anos.
José Neves prometeu continuar a ajudar o Clube de Desportos da Costa do Sol. “Contem comigo. Estarei sempre disponível. Não vou abandonar o clube”.

Há 27 anos, no quadro da política de integração clube/empresa, o engenheiro José Neves foi escolhido presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol. Inicialmente, José Neves integrou a comissão de gestão do Costa do Sol depois de ter trabalhado alguns anos no Maxaquene. Hoje, na hora de despedida, Neves, que criou uma estrutura sólida e foi um dos responsáveis pela gestão exemplar desta colectividade, faz um balanço positivo dos 27 anos durante os quais dirigiu o Costa do Sol. “O Costa do Sol, hoje, é o clube que é e tem o mérito que tem. Não tenho dúvidas que tal se deve, em especial, ao trabalho e empenho destes dirigentes todos”, começou por dizer José Neves.

Mais adiante, o presidente cessante recordou que “alguns já morreram e outros estão aqui (na assembleia-geral, entenda-se)”. José Neves ajuntou ainda que “saio com a consciência tranquila, porque cumpri com aquilo a que me propus desde o início, com os meus colegas, que foi transformar o clube”, notou.

José Neves recuou no tempo e recordou que “talvez muitos que aqui estão não saibam que em 1980/1982 os clubes, incluindo o Costa do Sol, estavam praticamente na ruína. A maior parte dos clubes eram dirigidos por pessoas que se tinham ido embora. Então, surge uma decisão política que decide integrar os clubes nas empresas e aí nasce a relação entre a EDM e o Costa do Sol. É, por outro lado, aí onde nasce a minha relação com o clube”, explicou.

Mas nem tudo foi um mar de rosas ao longo deste percurso. É que, recorda José Neves, “no início, não fui muito bem visto pelos sócios porque, na altura, era jovem. As pessoas olhavam para mim como jovem e, ainda por cima, tinha ficado um ano e meio a dar o meu apoio ao Maxaquene na área de futebol”, recorda. E prossegue o seu fio de raciocínio: “Portanto, estão a imaginar o ambiente que me rodeou na altura em que eu apareci. Fiz parte de uma comissão administrativa, de um grupo de gestão que englobava quadros da EDM e do Costa do Sol, na altura”. “Quer dizer”, lembra, “foi necessária uma luta árdua, porque tivemos que estruturar o grupo (...)”.

José Neves disse ainda que “27 anos depois estamos aqui. Conseguimos tornarmo-nos a equipa com mais títulos de campeão nacional e Taça de Moçambique. Portanto, um clube com prestígio; um grupo com um projecto muito interessante”. O presidente cessante garantiu que “não perdi o meu tempo aqui, mas sim ganhei tempo. No desporto, como sabem, existem muitos praticantes e muitas virtudes. Eu não tenho dúvida nenhuma que aprendi muitas lições de solidariedade, respeito para com o adversário. Foi neste clube que fiz as maiores amizades”.

A finalizar, José Neves prometeu continuar a ajudar o Clube de Desportos da Costa do Sol. “Contem comigo. Estarei sempre disponível. Não vou abandonar o clube. É claro que não vou continuar com funções executivas, mas estarei sempre disponível”.

Jersild Chirindza
 
Fonte:O Pais
publicado por Vaxko Zakarias às 14:53
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O Movimento Democrático de Moçambique diz que a questão da organização dos Jogos Africanos devia ser repensada. “... são por aí 250 milhões de dólares que estão a ser investidos para estes jogos. Temos que repensá-los em nome da poupança”.



Nesta edição, o secretário-geral do MDM, Ismael Mussá, em nome do seu partido, apresenta um plano que, na sua óptica, deveria ser seguido pelo governo, visando fazer uma “verdadeira poupança” dos dinheiros públicos, no âmbito das medidas de austeridade anunciadas pelo governo.

Na qualidade de secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique, qual é a análise que faz das decisões anunciadas pelo governo, visando minimizar o custo de vida das pessoas?

Acho que o Governo tomou aquelas decisões num ambiente de muita emoção. Era um momento de nervosismo, agitação e muita emoção, e acabou, se calhar, por tomar estas decisões erradas. O que seria correcto era apresentar as ditas medidas e mostrar em números o que estas medidas trariam, em termos de poupança e contenção para o país. O Executivo deve, de imediato, apresentar à Assembleia da República uma proposta de Orçamento Rectificativo, onde deve demonstrar com clareza que vai poupar X e que o mesmo será aplicado neste e naquele projecto. Só assim é que nós, na qualidade de parlamentares, poderemos fiscalizar, porque o orçamento é aprovado em forma de lei. Neste momento, nenhum deputado estará em altura de compreender as medidas tomadas, o que irá dificultar a sua fiscalização.


Na óptima do MDM, o que deve ser feito para melhorar estas medidas...
Primeiro, essas medidas devem ser transformadas em números. Aliás, essas medidas são de curto prazo, e o que todos nós não sabemos é o que vai acontecer pós-Dezembro, uma vez que as medidas terminam nesse mês. É aí onde todos esperamos por uma resposta a longo prazo do Governo, para se resolver esta questão
.

O MDM concorda com o subsídio de 200 meticais por cada saco de trigo?
É preciso reparar, primeiro, que o problema do preço do pão não está no trigo. Está em vários outros factores como a luz e a água que, por sinal, não baixaram para estes escalões. Mais, para aqueles cidadãos fora de Maputo, há que adicionar ainda os custos de transporte. Portanto, o subsídio ao trigo não é sustentável.

Mas ao invés de criticar apenas (...), quais são as propostas do MDM?
Achamos, por exemplo, que a questão da organização dos Jogos Africanos devia ser repensada. Se a memória não me atraiçoa, são por aí 250 milhões de dólares que estão a ser investidos para estes jogos. Temos que repensá-los em nome da poupança. Outra questão tem que ver com as presidências abertas. Apesar de achar que é importante que o presidente dialogue com as populações, mas não deve o fazer via aérea, pois é dispendiosa.

O que acho é que o presidente devia repensar nas viagens aéreas e começar a ir por terra. Por exemplo, para visitar a zona centro, pegava voo para Beira e depois usava carro para escalar os restantes distritos de Sofala e de Manica. O mesmo poderá fazer voando para Nampula e visitando os outros distritos, como fazia o presidente Samora e é mais viável hoje. A terceira grande redução de custos é na estrutura do Governo, dado que a actual é muito pesada. Por exemplo, ao invés de termos 28 ministérios (28 ministros e 26 vice-ministros), podemos fundir alguns e, pelos cálculos, teríamos apenas 13
.

Atanásio Marcos
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 14:43
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AS duas equipas entraram com missões totalmente diferentes. O Textáfrica, que tinha um grande número de adeptos seus idos de Manica, foi o mais entrosado, procurando desde o início o tento, mas tal não acontecia porque os seus atacantes não conseguiam transformar em golo as oportunidades criadas. Enquanto isso, os comandados de Miguel dos Santos remetiam-se à sua defensiva, indo raríssimas vezes ao ataque.



Apesar de se mostrar mais clarividente, o Textáfrica não conseguiu chegar ao intervalo com vantagem no marcador, castigando a sua falta de engodo pela baliza e premiar como a defensiva contrária, sobretudo o guardião Jaimito, conseguiu anular as investidas contrárias.

Depois do intervalo, as duas equipas voltaram a ter o mesmo comportamento, embora, à semelhança do que aconteceu no período inicial, os homens de Manica tivessem maior volume ofensivo. Aos 77 minutos, Nino podia ter colocado o Textáfrica a vencer, mas viu o seu remate a ter, uma vez mais, uma resposta auspiciosa do guarda-redes visitante.

Só que, aos 80 minutos, o Vilankulo pregou um grande susto ao seu adversário quando, numa jogada de contra-ataque, Sergito rematou forte, tendo a bola embatido na trave, numa altura em que o guardião Schumaikel estava batido.

Posto isto, o Textáfrica imprimiu mais dinâmica e já nos minutos de compensação conseguiu o golo, por intermédio de Jordão, que concluiu da melhor forma uma jogada rápida de contra-ataque.

A equipa de arbitragem não esteve bem, pois cortou muitas jogadas desnecessariamente, sobretudo em prejuízo dos “’fabris”’.

FICHA TÉCNICA


Árbitro
: Paulo Buque, coadjuvado por Gimo Patrício e Isac Domingos. Quarto árbitro: Amisse Juma

TEXTÁFRICA – Shumaikel; Casimiro, Cesarito (Ângelo), Loló, Dondo; Custódio (Baía), Félio e Mangate (Nino); Jordão, Paulo e Lamito.

VILANKULO FC – Jaimito; Joe, Gonçalves, Bila e Aly; Babo, Jossias, Edgar e Charles; Titos (Gerson) e Félix (Sergito).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Joe.

ANTÓNIO JANEIRO
publicado por Vaxko Zakarias às 14:41
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ENTRANDO em campo informado de mais um desaire do Ferroviário de Maputo, com toda a naturalidade a Liga Muçulmana chamou a si a responsabilidade de atacar, de modo a encarar as próximas jornadas com relativa tranquilidade. Assim pensado, melhor executado. Com Paíto fora do “onze” inicial, coube a Carlitos e Nelson, no miolo, Silvério e Micas, nas laterais, o papel de municiar o jogo ofensivo dos anfitriões, alimentando com regular frequência a dupla formada por Maurício e Chana. Mussá Osman respondeu com um meio-campo musculado, que tinha em Henry e Gito os principais municiadores da dupla Mavó/Amílcar, enquanto lá atrás Mucuapele comandava uma defensa experiente.



Fruto da sua disposição avançada no terreno, a Liga Muçulmana construiu várias oportunidades de golo, mas Maurício, a atravessar um mau momento, não conseguia concluir as jogadas com êxito. Chana, quando solicitado, rematava torto
.

Aos 11 minutos, o defesa Calima oferece a bola a Micas e este, apenas com o guarda-redes Chico pela frente, remata frouxo. No contra-ataque, Henry isola Amílcar para rematar sobre a barra.

Os “muçulmanos” aceleraram ainda mais a velocidade do jogo, todavia, no momento do toque final continuavam desatinados com a baliza, à excepção de um pontapé bem colocado de Carlitos, desviado por Calima sobre a linha de golo.

Na segunda parte, a Liga Muçulmana persistiu em empurrar o jogo para o meio-campo adversário e as jogadas de contra-ataque da HCB reduziram substancialmente, de tal sorte que Amílcar se transformou num brinquedo sob controlo de Fanuel e Narciso.

Na marcação de um canto, a bola foi embater na mão de Mavó, o árbitro Amosse Lázaro entendeu que o jogador desviou a bola voluntariamente e assinalou grande penalidade. Carlitos rematou certeiro para o golo solitário do desafio.

Em desvantagem, Mussá Osman fez alterações no seu xadrez e os jogadores avançaram mais no terreno, a ponto de Amílcar, desmarcado por Mavó, desperdiçar mais uma clara oportunidade de golo, ao desviar o esférico contra o corpo de Neco
.

Pressionados, os pupilos de Artur Semedo perderam o controlo do desafio e limitaram-se a despachar as jogadas, mas, pela pressão do tempo, os jogadores da HCB não souberam tirar proveito deste mau momento do adversário.

Nas contas finais, ficaram por marcar pelo menos cinco golos, sobretudo pelos dianteiros Maurício, Chana e Amílcar, que se deram uma folga chata para os adeptos
.

O árbitro Amosse Lázaro controlou o desafio, contudo, a grande penalidade por si assinalada foi duvidosa, sobretudo porque não exibiu o cartão amarelo a Mavó, quando a jogada deu-se na pequena área e a bola seguia para a baliza.

FICHA TÉCNICA



Árbitro
: Amosse Lázaro, assistido por Célio Mugabe e Daniel Viegas. Quarto árbitro: Arlindo Silvano.

LIGA MUÇULMANA
– Neco; Silvério, Fanuel, Narciso e Vling; Cantoná (Mayunda), Nelson e Carlitos; Maurício (Paíto) e Chana (Massitara).

HCB – Chico; Calima, Elídio (Zuma), Mucuapele e Dangalira; Gito (Marlon), Henry, Ngoni (Andro); Amílcar e Mavó.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Nelson e Mavó.

CUSTÓDIO MUGABE
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 14:35
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QUE mal vos fez o intervalo”, é o que os milhares de adeptos presentes no Estádio da Machava deviam estar a dizer no final da partida. Os 15 minutos de descanso não serviram, de certeza, para os jogadores recarregarem as forças e voltarem a proporcionar uma excelente propaganda de futebol, à semelhança do que tinha acontecido no primeiro tempo. Antes pelo contrário, a inspiração e o sentido competitivo parecem ter ficado no balneário.



Foi visível na face dos adeptos, sobretudo do Ferroviário, que precisavam de vencer para manter vivo o sonho do “tri”, alguma tristeza e desilusão pelo facto de a “locomotiva” não ter estado tão afinada na etapa complementar.

Mas o decréscimo das duas equipas pode ser justificado pelo facto de a primeira parte ter sido disputada a um ritmo estonteante. Nesse período, sim! Houve futebol, jogadas individuais e colectivas de belo efeito. E, para adoçar o apetite dos espectadores, foram servidos golos de belo recorte técnico, um dos quais uma raridade neste Moçambola, senão mesmo inédito.

Aos 29 minutos, Munino é chamado a marcar um pontapé de canto pela direita. E, em vez de meter a bola no “barulho”, fê-lo directamente para a baliza. O guarda-redes Mohamad, assim como os seus colegas, foi apanhado de surpresa com esta bela execução do jovem “alvi-negro”. Este golo veio abrilhantar um clássico que, desde o primeiro minuto, estava a ser agradável de ser ver, com as duas equipas a jogarem ao ataque e a criar situações claras de golo. O Ferroviário pode queixar-se de si próprio por não ter aberto o marcador, já que Luís e Ítalo, aos 15 e 18 minutos, respectivamente, desperdiçaram soberanas oportunidades de marcar.

Todavia, ficou a impressão de que os comandados de Chiquinho Conde precisavam de ser beliscados para se encontrarem com o golo. É que, no minuto seguinte, ao tento “alvi-negro”, Luís, a fazer lembrar um búfalo ferido, surgiu explosivo na grande área, dominou a bola e com muita arte passou pelo “keeper” Gervásio e fez o empate. Estavam transcorridos 30 minutos. Dentro de campo o jogo animava e nas bancadas a vibração feita ao som de algumas vuvuzelas aumentava os ânimos.

Antes do final da primeira parte ainda houve espaço para dois lances de golo certo. A primeira pertenceu aos verde-e-brancos, aos 39 minutos, com Jerry a ser o protagonista e, aos 43, foi a vez de Santos, cara-a-cara com o “keeper”, rematar por cima. A avaliar pela produção ofensiva dos primeiros 45 minutos, um empate a duas bolas se encaixaria melhor.

Entretanto, os indicadores faziam antever uma segunda parte ainda mais apimentada. Foi pena que isso tivesse ficado apenas pela imaginação, porque o segundo período foi mesmo descolorido. O jogo baixou claramente de qualidade e até chegou a dar sono.

João Armando, árbitro do encontro, realizou um bom trabalho.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: João Armando, auxiliado por Júlio Muianga e Estrela Gonçalves. Quarto árbitro: Sérgio Lopes.

FERROVIÁRIO – Mohamad; Jotamo, Tony, Fred e Zabula (Butana); Whisky, Momed Hagy, Danito Parruque e Ítalo (Imo); Luís e Jerry.

DESPORTIVO – Gervásio; Zainadine Júnior, Emídio, Munino e James; César Bento, Abílio, Muandro e Isac (Dino); Santos (Binó) e Félix (Jojó).

Golos: Munino (29 m) e Luís (30 m).

IVO TAVARES
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 14:30
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ESTÁ cada vez mais aprazível a sinfonia inteligentemente interpretada pela Liga Muçulmana no Moçambola-2010. As vitórias vão lhe caindo com naturalidade e a sua pontuação mais gorda e o fosso maior em relação ao segundo classificado, o Ferroviário de Maputo, que não tem sabido primar pela regularidade.



Na 21ª jornada, os “muçulmanos” souberam tirar partido da igualdade (1-1) dos “locomotivas”, sábado, no Estádio da Machava, face ao Desportivo, ganhando ontem à HCB do Songo por 1-0, na transformação de uma grande penalidade.

Agora com uma vantagem de oito pontos (50-42), a equipa de Artur Semedo, em paralelo com os fortes argumentos que será obrigado a esgrimir diante dos seus adversários, se efectivamente está interessado em chegar ao título sem sobressaltos, colocar-se-á na bancada a assistir à prometedora luta entre Ferroviário e Maxaquene, pois, separados por apenas um ponto, espevitar-se-ão para um confronto directo entre si e que pode muito bem ser aproveitado pela Liga Muçulmana para a sua fuga.

Os “tricolores” também precisaram de um penalte para ganhar ao FC Lichinga, um resultado que constituiu um autêntico sufoco ao representante do Niassa, uma vez que foi desterrado para o posto de “lanterna vermelha”, em troca com o Ferroviário de Pemba.

Os “locomotivas” de Cabo Delgado, que pela primeira vez no campeonato saíram da última posição, derrotaram o Sporting das Beira por 2-1, propondo-se a iniciar uma nova fase na sua tentativa de permanência no convívio dos grandes.

O mesmo sucede com o Atlético Muçulmano, que foi ao Chiveve bater o Ferroviário da Beira por 1-0, porém, insuficiente para assustar o Textáfrica, já que este também venceu – coincidentemente, pelo mesmo resultado de uma bola sem resposta – o Vilankulo FC, em partida realizada no campo do Ferroviário da Manga, na Beira, devido à interdição imposta ao campo da Soalpo pelo Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol. Mais um triunfo na sua boa campanha foi conseguido pelo Matchedje, vitorioso diante do Costa do Sol por 1-0, mantendo-se na quinta posição
.

Na classificação, Liga Muçulmana soma 50 pontos, seguido do Ferroviário de Maputo com 42, Maxaquene 41, HCB 36, Matchedje 29, Sporting e Desportivo 26, Costa do Sol 25, Ferroviário da Beira 24, Vilankulo FC 23, Textáfrica 22, e, abaixo da linha de água, Atlético Muçulmano 20, Ferroviário de Pemba 18 e FC Lichinga 17.

No próximo fim-de-semana não haverá Moçambola, em virtude da realização das meias-finais da Taça de Moçambique, com os desafios Maxaquene-Textáfrica e FC Lichinga-Vilankulo FC
.

O campeonato regressa nos dias 2 e 3 de Outubro, com a 22ª jornada, compreendendo os jogos Atlético Muçulmano-Liga Muçulmana, Maxaquene-Ferroviário de Maputo, Vilankulo FC-Matchedje, Costa do Sol-Ferroviário de Pemba, Sporting-Desportivo, HCB-Textáfrica e FC Lichinga-Ferroviário da Beira.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 14:12
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O ÁRBITRO Paiva Dias acabou sentenciando a vitória do Maxaquene sobre o FC Lichinga, ao assinalar uma grande penalidade inexistente. Foi uma oferta de bandeja, pois o central Sadique fez o papel que lhe convinha naquele lance, em que Kito, após tabelinha com Tony, atirou na direcção certa da baliza e o defensor do Lichinga tirou o esférico na linha de golo.



Inconformado com a situação, Kito ainda tentou ir atrás do prejuízo e, com a intenção bem estudada, uma vez que já tinha perdido a posse da bola, atirou-se sobre Sadique que, ainda sob pressão, anulou a jogada. Ao invés de penalizar a atitude do jogador “tricolor”, Paiva Dias assinalou o castigo máximo, alegando um empurrão de Sadique sobre Kito. E acabou sendo o mesmo a cobrar e com sucesso, aos 52 minutos.

Como se não bastasse, Paiva Dias ainda exibiu cartolina amarela a Sadique e a mais um colega seu (Maninho), que protestou veemente a injustiça do juiz da partida e que acabou sufocando a esperança dos visitantes de sair pelo menos com um ponto.

O Maxaquene até mereceu a vitória, pois oportunidades para tal não lhe faltaram. São vários os lances em que tanto Kito como Tony apareceram em posição privilegiada para marcar, porém, o fácil tornou-se o mais difícil, falhando mesmo na boca da baliza
.

O primeiro sinal de golo pertenceu a Emmanuel que, na sequência de um centro bem colocado de Kito, atirou forte contra o poste e, na recarga, Tony rematou por cima, à passagem do minuto 20.

Este foi o único lance clarividente que o Maxaquene registou na primeira parte, durante a qual encontrou dificuldades de traduzir na prática as suas intenções e a encontrar alguma resposta do FC Lichinga que, por seu turno, tentava impor o seu jogo e aproveitar as falhas do adversário, daí que tenha aparecido algumas vezes junto à baliza de Soarito, com destaque para o lance em que o atacante Cássimo atirou para as nuvens, dentro da grande área
.

Na segunda parte, o Maxaquene, para além da oferta do penalte, desperdiçou inúmeras chances e, neste período, o ataque estava bem reforçado com a entrada de Reginaldo, que passou a fazer a dupla com Tony, ocupando o lugar de Liberty, que recuou para apoiar o meio-campo. Foi uma boa lição de Arnaldo Salvado, pois o caudal ofensivo “tricolor” aumentou. Mas, infelizmente, as falhas prevaleceram no capítulo da concretização e o Maxaquene acabou não conseguindo justificar a vitória que, para nós, foi à custa do juiz da partida.


FICHA TÉCNICA


Árbitro: Paiva Dias, auxiliado por Ivo Francisco e João Abreu. Quarto árbitro: Virgílio Absalão.

MAXAQUENE – Soarito; Vasil, Campira, Gabito e Eusébio; Kito, Macamito, Alvarito (Clarêncio) e Emmanuel (Reginaldo); Liberty e Tony.

FC Lichinga – Jorge; Alex, Sadique, Adji e Chimbeta; Maninho (Kikito), Fedo, Zé Maria (Skaba), Nando Macie (Paúnde) e Rachid; Cássimo.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Eusébio, Macamito, Alvarito, Alex, Sadique e Maninho.

SALVADOR NHANTUMBO
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 14:04
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O FERROVIÁRIO da Beira não conseguiu, ontem, produzir o suficiente para alegrar a sua massa associativa, perdendo diante do Atlético Muçulmano. Quando a partida iniciou, esperava-se por um jogo mais ofensivo por parte dos donos da casa, ante um adversário que entrou algo retraído e muito compacto na defensiva, partindo para contra-ataque também de forma lenta.



Só aos 15 minutos é que os ‘’locomotivas’’ conseguiram produzir uma jogada digna, mas Degato não foi lesto, tendo permitido que o seu remate fosse facilmente neutralizado pelo guardião Anivaldo.

Seriam novamente os comandados de Akil Marcelino a desperdiçar uma soberba oportunidade de golo quando, aos 26 minutos, o brasileiro Victor ficou privilegiado na grande área, mas foi impotente para bater o guardião visitante, numa altura em que todos já esperavam pelo melhor para gritar golo
.

A partir do minuto 30 é que o Atlético conseguiu equilibrar os acontecimentos, passando a jogar de igual para igual, embora os “locomotivas’’ continuassem a ser mais perigosos, mas ineficazes na finalização, situação que se verificou até ao intervalo.

No reatamento, a ingenuidade continuou em ambas as partes, mas as substituições trouxeram alguma genica e emotividade ao jogo, sobretudo do lado dos visitantes, havendo, no entanto, muito individualismo nas hostes beirenses
.

Aos 78 minutos o Atlético chegou ao golo, através de uma jogada de contra-ataque rápido em que o recém-entrado Patolas conseguiu ludibriar a defensiva até entrar na área e, perante a saída desesperada de Rocksana, atirou a contar.

Depois do golo, o Ferroviário foi atrás do prejuízo, mas até ao apito final não teve arte nem perspicácia para no mínimo chegar ao empate.

O juiz e os seus companheiros estiveram bem.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Henrique Langa e Domingos Manhique. Quarto árbitro: José Videira.

FER. BEIRA – Rocksana; Ninito, Gildo, Barrigana e Gervásio; Mupoga (Buramo), Nené, Degato (Mitó) e Victor (Timbe); Tick e Elfidio.

AT. MUÇULMANO
– Anivaldo; Henrique (Patolas), Tony, Gito e Hilário; Tchees (Chume), Mouka, Moniz (Fala-Fala) e Ivan; Délcio e Chico.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Gervásio, Anivaldo e Mouka.

CASTIANO ANTÓNIO
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 13:58
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AS duas equipas entraram com missões totalmente diferentes. O Textáfrica, que tinha um grande número de adeptos seus idos de Manica, foi o mais entrosado, procurando desde o início o tento, mas tal não acontecia porque os seus atacantes não conseguiam transformar em golo as oportunidades criadas. Enquanto isso, os comandados de Miguel dos Santos remetiam-se à sua defensiva, indo raríssimas vezes ao ataque.



Apesar de se mostrar mais clarividente, o Textáfrica não conseguiu chegar ao intervalo com vantagem no marcador, castigando a sua falta de engodo pela baliza e premiar como a defensiva contrária, sobretudo o guardião Jaimito, conseguiu anular as investidas contrárias.

Depois do intervalo, as duas equipas voltaram a ter o mesmo comportamento, embora, à semelhança do que aconteceu no período inicial, os homens de Manica tivessem maior volume ofensivo. Aos 77 minutos, Nino podia ter colocado o Textáfrica a vencer, mas viu o seu remate a ter, uma vez mais, uma resposta auspiciosa do guarda-redes visitante.

Só que, aos 80 minutos, o Vilankulo pregou um grande susto ao seu adversário quando, numa jogada de contra-ataque, Sergito rematou forte, tendo a bola embatido na trave, numa altura em que o guardião Schumaikel estava batido.

Posto isto, o Textáfrica imprimiu mais dinâmica e já nos minutos de compensação conseguiu o golo, por intermédio de Jordão, que concluiu da melhor forma uma jogada rápida de contra-ataque.

A equipa de arbitragem não esteve bem, pois cortou muitas jogadas desnecessariamente, sobretudo em prejuízo dos “’fabris”’.

FICHA TÉCNICA


Árbitro
: Paulo Buque, coadjuvado por Gimo Patrício e Isac Domingos. Quarto árbitro: Amisse Juma

TEXTÁFRICA – Shumaikel; Casimiro, Cesarito (Ângelo), Loló, Dondo; Custódio (Baía), Félio e Mangate (Nino); Jordão, Paulo e Lamito.

VILANKULO FC – Jaimito; Joe, Gonçalves, Bila e Aly; Babo, Jossias, Edgar e Charles; Titos (Gerson) e Félix (Sergito).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Joe.

ANTÓNIO JANEIRO
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 13:49
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JÁ estamos na contagem decrescente rumo aos X Jogos Africanos de Maputo-2011! Dentro de 350 dias – ontem eram 351 –, a capital moçambicana estará engalanada para receber a maior festa desportiva do continente e, já nessa perspectiva, a Praça da Independência acolheu ontem à noite uma cerimónia emblemática e que constituiu a reafirmação do país de organizar o evento. Tratou-se da apresentação do relógio de contagem regressiva, da mascote dos Jogos, denominada “Cojito”, do vinho oficial, assim como de canções alusivas ao acontecimento, actos que contaram com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza.



Logo no início da cerimónia, os convidados se surpreenderam com a chegada das “nuvens”, através de uma grua, da actriz Lucrécia Paço, para declamar um poema inédito dedicado ao evento. Na sua forma peculiar, Lucrécia cativou os presentes com a sua voz penetrante, sob um fundo musical, dando as boas-vindas aos Jogos Africanos de Mapuito-2011 através de um incessante “hoyo-hoyo” e do “syavuma” inspirado no acervo poético de José Craveirinha.

Num ambiente vivo, interactivo e bastante alegre, vários números do nosso rico património cultural foram desfilando, tendo como denominador comum a festa desportiva que decorrerá entre nós de 3 a 18 de Setembro de 2011. São disso exemplo a dança xigubo interpretada com brasões representativos das modalidades que estarão em competição, assim como as canções saídas das conhecidas vozes de Gabriela, Dama do Bling, Simba, Delizy e Ildo Ferreira.

Mas o momento mais marcante foi a apresentação do “Cojito”, a mascote dos Jogos que, parafraseando o Ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, mais do que um mero símbolo do evento, será, doravante, filho, irmão e amigo de cada moçambicano; marca indelével que fará parte do nosso quotidiano, nas cidades e vilas, nos bairros e nas comunidades, nas escolas e nos locais de trabalho, na rua e nas nossas casas, representando todo o mosaico moçambicano.

Falando na ocasião, o Ministro da Juventude Desportos disse que se tratava de um acontecimento particularmente importante e que seguramente ficará gravado nos anais da história da preparação e organização da Olimpíada continental, um evento de uma grandiosidade incomensurável e que os moçambicanos se orgulham de poder acolher.

A contagem decrescente já começou de forma rigorosa. E hoje, com a apresentação ao país, ao continente e ao mundo da mascote e das canções dos Jogos, assim como do relógio de contagem regressiva, estamos a vincar a nossa determinação de fazer com que o evento não somente seja um sucesso do ponto de vista desportivo como também de organização e de hospitalidade que é apanágio do nosso maravilhoso povo”, referiu Pedrito Caetano.
publicado por Vaxko Zakarias às 09:55
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JÁ estamos na contagem decrescente rumo aos X Jogos Africanos de Maputo-2011! Dentro de 350 dias – ontem eram 351 –, a capital moçambicana estará engalanada para receber a maior festa desportiva do continente e, já nessa perspectiva, a Praça da Independência acolheu ontem à noite uma cerimónia emblemática e que constituiu a reafirmação do país de organizar o evento. Tratou-se da apresentação do relógio de contagem regressiva, da mascote dos Jogos, denominada “Cojito”, do vinho oficial, assim como de canções alusivas ao acontecimento, actos que contaram com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza.



Logo no início da cerimónia, os convidados se surpreenderam com a chegada das “nuvens”, através de uma grua, da actriz Lucrécia Paço, para declamar um poema inédito dedicado ao evento. Na sua forma peculiar, Lucrécia cativou os presentes com a sua voz penetrante, sob um fundo musical, dando as boas-vindas aos Jogos Africanos de Mapuito-2011 através de um incessante “hoyo-hoyo” e do “syavuma” inspirado no acervo poético de José Craveirinha.

Num ambiente vivo, interactivo e bastante alegre, vários números do nosso rico património cultural foram desfilando, tendo como denominador comum a festa desportiva que decorrerá entre nós de 3 a 18 de Setembro de 2011. São disso exemplo a dança xigubo interpretada com brasões representativos das modalidades que estarão em competição, assim como as canções saídas das conhecidas vozes de Gabriela, Dama do Bling, Simba, Delizy e Ildo Ferreira.

Mas o momento mais marcante foi a apresentação do “Cojito”, a mascote dos Jogos que, parafraseando o Ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, mais do que um mero símbolo do evento, será, doravante, filho, irmão e amigo de cada moçambicano; marca indelével que fará parte do nosso quotidiano, nas cidades e vilas, nos bairros e nas comunidades, nas escolas e nos locais de trabalho, na rua e nas nossas casas, representando todo o mosaico moçambicano.

Falando na ocasião, o Ministro da Juventude Desportos disse que se tratava de um acontecimento particularmente importante e que seguramente ficará gravado nos anais da história da preparação e organização da Olimpíada continental, um evento de uma grandiosidade incomensurável e que os moçambicanos se orgulham de poder acolher.

A contagem decrescente já começou de forma rigorosa. E hoje, com a apresentação ao país, ao continente e ao mundo da mascote e das canções dos Jogos, assim como do relógio de contagem regressiva, estamos a vincar a nossa determinação de fazer com que o evento não somente seja um sucesso do ponto de vista desportivo como também de organização e de hospitalidade que é apanágio do nosso maravilhoso povo”, referiu Pedrito Caetano.
 
Fonte:Jornal Noticias
publicado por Vaxko Zakarias às 09:03
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