Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 09 DE Novembro 2009

EM todos os aspectos, foi, indubitavelmente, o “jogo do ano”.

Celebração dos campeões (C. BILA)
Muito público no Estádio da Machava, como há muito não se via nas competições domésticas, uma partida espectacular, envolvente, disputada com todo o ardor, constante incerteza quanto ao seu desfecho, algumas decisões de certo modo infelizes do árbitro Ainad Ussene, abraços de júbilo e lágrimas de tristeza, no fim, tudo isto esteve presente, ontem à tarde, no Vale do Infulene, no domingo da coroação do Ferroviário de Maputo como campeão nacional de futebol, mercê da igualdade 1-1 com o Desportivo, na partida decisiva da derradeira jornada do Moçambola-2009.

Em rigor, a turma de Chiquinho Conde cumpriu aquilo que de facto lhe era suficiente para, pela segunda vez consecutiva, subir ao pedestal de honra: o empate. Fosse com golos ou não, muitos ou poucos.

Numa tarde em que as bandeiras verde-e-branca foram as mais predominantes, comparativamente às alvi-negras”, os “locomotivas” abriram o activo por intermédio de Jerry, aos 17 minutos, num lance em que, inteligentemente, ludibriou os centrais do Desportivo, que ficaram à espera de um pretenso fora-de-jogo. Depois, aos 26, desta vez por Mendes, tiveram um segundo tento, mal anulado pelo juiz da partida, por indicação do seu assistente João Paulo.

A seguir, veio o período áureo do Desportivo, premiado com um belíssimo golo de Muandro, aos 40 minutos. Os “alvi-negros”, com um futebol melhor elaborado e de toque curto, eram os que mais se salientavam nas quatro linhas, no entanto, o Ferroviário emprestava ao jogo uma característica que lhe valeu a diferença: o pragmatismo, a desmarcação e o instinto matador do seu goleador Jerry, que, aliás, acabou sendo o melhor marcador do campeonato.

Se, como sói dizer-se, a melhor defesa é o ataque, Chiquinho Conde, no segundo tempo, optou por fazer a mescla de ambas as situações, mas com mais determinação na retaguarda, fechando as principais linhas de passe e, sobretudo, as unidades desequilibradoras do adversário. Resultado: o Desportivo, é verdade, teve mais posse de bola, rematou, porém, o Ferroviário manteve a sua verticalidade e, acima de tudo, um betão intransponível.

Não se lhe pedia mais, pois tinha o título nas mãos. O resto foi a festa verde-e-branca iniciada em pleno rectângulo de jogo e que inundou toda a cidade de Maputo e arredores. Os novos campeões nacionais, que conquistaram o seu nono título, igualando ao Costa do Sol, foram depois recebidos, num ambiente de grande festa, pelo edil da capital do país, David Simango.

A 26ª e última jornada do Moçambola-2009 foi igualmente marcada pela despromoção de dois emblemas históricos: Chingale de Tete e Ferroviário de Nampula, que curiosamente jogaram entre si e empataram a um golo. Estas duas formações juntaram-se ao Ferroviário de Nacala, cuja sentença há muito já era conhecida.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 16:02
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EM todos os aspectos, foi, indubitavelmente, o “jogo do ano”.

Celebração dos campeões (C. BILA)
Muito público no Estádio da Machava, como há muito não se via nas competições domésticas, uma partida espectacular, envolvente, disputada com todo o ardor, constante incerteza quanto ao seu desfecho, algumas decisões de certo modo infelizes do árbitro Ainad Ussene, abraços de júbilo e lágrimas de tristeza, no fim, tudo isto esteve presente, ontem à tarde, no Vale do Infulene, no domingo da coroação do Ferroviário de Maputo como campeão nacional de futebol, mercê da igualdade 1-1 com o Desportivo, na partida decisiva da derradeira jornada do Moçambola-2009.

Em rigor, a turma de Chiquinho Conde cumpriu aquilo que de facto lhe era suficiente para, pela segunda vez consecutiva, subir ao pedestal de honra: o empate. Fosse com golos ou não, muitos ou poucos.

Numa tarde em que as bandeiras verde-e-branca foram as mais predominantes, comparativamente às alvi-negras”, os “locomotivas” abriram o activo por intermédio de Jerry, aos 17 minutos, num lance em que, inteligentemente, ludibriou os centrais do Desportivo, que ficaram à espera de um pretenso fora-de-jogo. Depois, aos 26, desta vez por Mendes, tiveram um segundo tento, mal anulado pelo juiz da partida, por indicação do seu assistente João Paulo.

A seguir, veio o período áureo do Desportivo, premiado com um belíssimo golo de Muandro, aos 40 minutos. Os “alvi-negros”, com um futebol melhor elaborado e de toque curto, eram os que mais se salientavam nas quatro linhas, no entanto, o Ferroviário emprestava ao jogo uma característica que lhe valeu a diferença: o pragmatismo, a desmarcação e o instinto matador do seu goleador Jerry, que, aliás, acabou sendo o melhor marcador do campeonato.

Se, como sói dizer-se, a melhor defesa é o ataque, Chiquinho Conde, no segundo tempo, optou por fazer a mescla de ambas as situações, mas com mais determinação na retaguarda, fechando as principais linhas de passe e, sobretudo, as unidades desequilibradoras do adversário. Resultado: o Desportivo, é verdade, teve mais posse de bola, rematou, porém, o Ferroviário manteve a sua verticalidade e, acima de tudo, um betão intransponível.

Não se lhe pedia mais, pois tinha o título nas mãos. O resto foi a festa verde-e-branca iniciada em pleno rectângulo de jogo e que inundou toda a cidade de Maputo e arredores. Os novos campeões nacionais, que conquistaram o seu nono título, igualando ao Costa do Sol, foram depois recebidos, num ambiente de grande festa, pelo edil da capital do país, David Simango.

A 26ª e última jornada do Moçambola-2009 foi igualmente marcada pela despromoção de dois emblemas históricos: Chingale de Tete e Ferroviário de Nampula, que curiosamente jogaram entre si e empataram a um golo. Estas duas formações juntaram-se ao Ferroviário de Nacala, cuja sentença há muito já era conhecida.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 16:02
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NÃO há campeões sem razão! Por mais que se invoquem mil e uma justificações, para depreciar os vencedores, os campeões sempre têm razão. E, numa maratona de 26 longas jornadas, disputadas durante longos meses, os campeões devem ser realmente glorificados e se sublimar a sua regularidade.

O "capitão" Jotamo comanda esta corrida triunfal dos “locomotivas” (C. Bila)
É essa glória que o país, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, rende justamente ao Clube Ferroviário de Maputo, campeão nacional de futebol de 2009.

Um campeão que, saído do nada, a meio da prova, quando se procedeu à troca do técnico brasileiro Paulo Camargo pelo jovem moçambicano Chiquinho Conde, iniciou então uma ascensão meteórica e que a cada jornada se foi tornando em magnífica, culminando ontem com uma coroação efusivamente festejada pela família “locomotiva”.

Uma coroação que ocorreu num simpático Estádio da Machava, a registar uma enchente invulgar em competições nacionais, e numa 26ª e derradeira jornada do Moçambola-2009 de grandes decisões. Colocando frente-a-frente Ferroviário e Desportivo com hipóteses de conquistar o “canecão”, esta finalíssima acabou resultando num grande espectáculo de futebol, disputado sob muita pressão e a exigir pouca margem de erro.

O empate 1-1 acabou sendo justo para os dois contendores, a avaliar por aquilo que desenvolveram ao longo da hora e meia de jogo, premiando, no entanto, os “locomotivas”, pois precisavam somente da igualdade para envergarem as faixas de campeão pela segunda vez consecutiva. E até foram, aliás, os “locomotivas” a abrir o activo, aos 17 minutos, através do inevitável Jerry, num lance em que a defesa “alvi-negra” se atabalhoou e Zainadine Jr. foi lento na saída, acabando por colocar em situação legal o jovem artilheiro.

A festa no Estádio da Machava era literalmente do Ferroviário, todavia, os próprios adeptos se mostravam comedidos, porquanto a alta rotação ofensiva do Desportivo não aconselhava a veleidades. Aos 40 minutos, os vaticínios de um empate se confirmaram, com o magnífico tento de Muandro.

O resultado não mais se alterou, para gáudio e glorificação dos “locomotivas”, mas, verdade seja reconhecida: os vencidos, a galhardia do Desportivo e sobretudo o seu espírito de campeão durante os 90 minutos, merecem a devida honra.

Nesta derradeira jornada de grandes decisões, honra também para a persistência do Textáfrica, FC Lichinga e Atlético Muçulmano, que conseguiram a manutenção e relegando para a divisão secundária o Chingale e o Ferroviário de Nampula, os quais se juntaram ao então despromovido Ferroviário de Nacala.

Os “fabris” da Soalpo foram ao Chiveve ganhar ao Ferroviário da Beira por 2-1, FC Lichinga bateu Atlético Muçulmano por uma bola sem resposta e, num empate pesaroso para os dois conjuntos, Chingale e Ferroviário de Nampula terminaram 1-1.

Noutros embates, sem qualquer interferência na classificação final, Costa do Sol venceu Maxaquene por 1-0, Liga Muçulmana e Matchedje empataram 1-1 e Ferroviário de Nacala despediu-se com uma vitória por 2-1, sobre a HCB do Songo.

A classificação final ficou assim ordenada: Ferroviário de Maputo 51 pontos, Desportivo 48, Costa do Sol 47, Liga Muçulmana 44, Maxaquene 39, Ferroviário da Beira 36, Matchedje 34, HCB e Textáfrica 33, FC Lichinga 31, Atlético 30 e, abaixo da linha de água, Chingale e Ferroviário de Nampula 29 e Ferroviário de Nacala 15.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 15:51
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NÃO há campeões sem razão! Por mais que se invoquem mil e uma justificações, para depreciar os vencedores, os campeões sempre têm razão. E, numa maratona de 26 longas jornadas, disputadas durante longos meses, os campeões devem ser realmente glorificados e se sublimar a sua regularidade.

O "capitão" Jotamo comanda esta corrida triunfal dos “locomotivas” (C. Bila)
É essa glória que o país, do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, rende justamente ao Clube Ferroviário de Maputo, campeão nacional de futebol de 2009.

Um campeão que, saído do nada, a meio da prova, quando se procedeu à troca do técnico brasileiro Paulo Camargo pelo jovem moçambicano Chiquinho Conde, iniciou então uma ascensão meteórica e que a cada jornada se foi tornando em magnífica, culminando ontem com uma coroação efusivamente festejada pela família “locomotiva”.

Uma coroação que ocorreu num simpático Estádio da Machava, a registar uma enchente invulgar em competições nacionais, e numa 26ª e derradeira jornada do Moçambola-2009 de grandes decisões. Colocando frente-a-frente Ferroviário e Desportivo com hipóteses de conquistar o “canecão”, esta finalíssima acabou resultando num grande espectáculo de futebol, disputado sob muita pressão e a exigir pouca margem de erro.

O empate 1-1 acabou sendo justo para os dois contendores, a avaliar por aquilo que desenvolveram ao longo da hora e meia de jogo, premiando, no entanto, os “locomotivas”, pois precisavam somente da igualdade para envergarem as faixas de campeão pela segunda vez consecutiva. E até foram, aliás, os “locomotivas” a abrir o activo, aos 17 minutos, através do inevitável Jerry, num lance em que a defesa “alvi-negra” se atabalhoou e Zainadine Jr. foi lento na saída, acabando por colocar em situação legal o jovem artilheiro.

A festa no Estádio da Machava era literalmente do Ferroviário, todavia, os próprios adeptos se mostravam comedidos, porquanto a alta rotação ofensiva do Desportivo não aconselhava a veleidades. Aos 40 minutos, os vaticínios de um empate se confirmaram, com o magnífico tento de Muandro.

O resultado não mais se alterou, para gáudio e glorificação dos “locomotivas”, mas, verdade seja reconhecida: os vencidos, a galhardia do Desportivo e sobretudo o seu espírito de campeão durante os 90 minutos, merecem a devida honra.

Nesta derradeira jornada de grandes decisões, honra também para a persistência do Textáfrica, FC Lichinga e Atlético Muçulmano, que conseguiram a manutenção e relegando para a divisão secundária o Chingale e o Ferroviário de Nampula, os quais se juntaram ao então despromovido Ferroviário de Nacala.

Os “fabris” da Soalpo foram ao Chiveve ganhar ao Ferroviário da Beira por 2-1, FC Lichinga bateu Atlético Muçulmano por uma bola sem resposta e, num empate pesaroso para os dois conjuntos, Chingale e Ferroviário de Nampula terminaram 1-1.

Noutros embates, sem qualquer interferência na classificação final, Costa do Sol venceu Maxaquene por 1-0, Liga Muçulmana e Matchedje empataram 1-1 e Ferroviário de Nacala despediu-se com uma vitória por 2-1, sobre a HCB do Songo.

A classificação final ficou assim ordenada: Ferroviário de Maputo 51 pontos, Desportivo 48, Costa do Sol 47, Liga Muçulmana 44, Maxaquene 39, Ferroviário da Beira 36, Matchedje 34, HCB e Textáfrica 33, FC Lichinga 31, Atlético 30 e, abaixo da linha de água, Chingale e Ferroviário de Nampula 29 e Ferroviário de Nacala 15.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 15:51
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CHIQUINHO Conde, técnico campeão, teve razões de todo o tamanho para tanta alegria e acabou deixando escapar lágrimas de emoção, logo após o apito final.

Chiquinho Conde, técnico campeão, que não conteve lágrimas de emoção
Era o culminar de uma trajectória de muito trabalho e sacrifício, à frente de uma equipa que pegou praticamente no início da segunda volta, então a sete pontos da liderança do campeonato.

A grande emoção que tomou conta de Chiquinho Conde explica-se ainda pelo facto de ter conseguido atingir o sonho que perseguia como treinador: ser campeão, estatuto que nunca tinha conquistado nos clubes por onde passou, nomeadamente Maxaquene e Desportivo.

O técnico “locomotiva” vincou que a conquista do título resultou ainda de muita dedicação e profissionalismo demonstrados pelos seus jogadores durante o percurso, caracterizado por muitas adversidades.

“A equipa sofreu muito e com tanto sacrifício conseguimos superar a desvantagem que tínhamos em relação ao primeiro lugar, que era de sete pontos. Esta vitória é fruto de suor e lágrimas. Parabéns aos meus jogadores! Eles foram profissionais e este título é fruto do seu esforço”, ressalvou Chiquinho Conde, que também dedicou o título à sua esposa e filhos.

publicado por Vaxko Zakarias às 15:39
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CHIQUINHO Conde, técnico campeão, teve razões de todo o tamanho para tanta alegria e acabou deixando escapar lágrimas de emoção, logo após o apito final.

Chiquinho Conde, técnico campeão, que não conteve lágrimas de emoção
Era o culminar de uma trajectória de muito trabalho e sacrifício, à frente de uma equipa que pegou praticamente no início da segunda volta, então a sete pontos da liderança do campeonato.

A grande emoção que tomou conta de Chiquinho Conde explica-se ainda pelo facto de ter conseguido atingir o sonho que perseguia como treinador: ser campeão, estatuto que nunca tinha conquistado nos clubes por onde passou, nomeadamente Maxaquene e Desportivo.

O técnico “locomotiva” vincou que a conquista do título resultou ainda de muita dedicação e profissionalismo demonstrados pelos seus jogadores durante o percurso, caracterizado por muitas adversidades.

“A equipa sofreu muito e com tanto sacrifício conseguimos superar a desvantagem que tínhamos em relação ao primeiro lugar, que era de sete pontos. Esta vitória é fruto de suor e lágrimas. Parabéns aos meus jogadores! Eles foram profissionais e este título é fruto do seu esforço”, ressalvou Chiquinho Conde, que também dedicou o título à sua esposa e filhos.

publicado por Vaxko Zakarias às 15:39
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O PONTA-DE-LANÇA Jerry mereceu respeito especial de Chiquinho Conde, por ter marcado o tento que decidiu o título para o Ferroviário.

Jerry, ponta-de-lança “locomotiva” que pela segunda vez consecutiva é o melhor marcador do campeonato
Muito emocionado, o jovem artilheiro ainda sonha com melhores tempos na sua carreira futebolística e, quanto ao futuro, salientou que tudo dependerá de Deus, sendo que tem mais uma época no Ferroviário.

“Sinto-me muito feliz por ter marcado o golo que deu o título à minha equipa”, disse Jerry, que dedicou o título à família, em especial ao pai.

publicado por Vaxko Zakarias às 15:31
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O PONTA-DE-LANÇA Jerry mereceu respeito especial de Chiquinho Conde, por ter marcado o tento que decidiu o título para o Ferroviário.

Jerry, ponta-de-lança “locomotiva” que pela segunda vez consecutiva é o melhor marcador do campeonato
Muito emocionado, o jovem artilheiro ainda sonha com melhores tempos na sua carreira futebolística e, quanto ao futuro, salientou que tudo dependerá de Deus, sendo que tem mais uma época no Ferroviário.

“Sinto-me muito feliz por ter marcado o golo que deu o título à minha equipa”, disse Jerry, que dedicou o título à família, em especial ao pai.

publicado por Vaxko Zakarias às 15:31
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RECONHECEMOS a competência e o alto profissionalismo dos técnicos das duas formações. No entanto, Chiquinho Conde terá jogado da sua astúcia para se sagrar campeão.

Muandro tenta fugir à perseguição de Fred (C. Bila)
Primeiro, foi o futebol pragmático que privilegiou na frente atacante e que baralhou por completo as contas do adversário, chegando ao extremo de unidades basilares como Mexer terem praticamente passado ao lado do jogo. Depois, perante o didactismo do Desportivo, nomeadamente na segunda parte, altura em que os “alvi-negros” se lançaram com todo o seu saber à busca do triunfo, respondeu com uma defesa bastante rigorosa e apontada para aniquilar qualquer acção dos elementos mais preponderantes.

Numa partida desta natureza, é evidente que todo o treinador lança para as quatro linhas a sua sabedoria na íntegra, Chiquinho Conde e Artur Semedo fizeram exactamente isso, mas, no fim, o primeiro é que foi feliz. Feliz porque o empate serviu perfeitamente para a concretização do seu desiderato, até porque, quando sentiu que o sofrimento do seu time podia resultar numa provável cedência, face à enorme pressão adversária, trancou-se devidamente, deixando no ataque apenas uma unidade para “entreter” os defesas do Desportivo.

O espectáculo foi uma verdade nesta contenda. As marcações bastante cerradas. Mas, do lado dos “locomotivas”, a perfeitíssima combinação entre Luís e Jerry foi abrindo brechas na retaguarda do Desportivo.

À excepção de Mayunda, que do ponto de vista atacante realizou uma belíssima partida, Mexer, Emídio – redimiu-se depois quando se tornou em “polícia” de Jerry – e Zainadine Jr. mostraram-se incapazes para travar as repentinas cavalgadas de Jerry. E foi numa dessas ocasiões que, tentando deixar o ponta-de-lança do Ferroviário em posição irregular, este, inteligentemente, soube escapulir-se e bater o guarda-redes Jaimito.

Os “alvi-negros” desconcentram-se. Aos 26 minutos, Luís, com toda a genica, oferece luta a Jaimito e este acaba cedendo, deixando o esférico à mercê do “locomotiva”. Luís mete para a entrada vitoriosa de Mendes, mas o árbitro Ainad Ussene, sob indicação do seu assistente João Paulo, anula o golo. Qual foi a irregularidade, se Mendes empurrou a bola com o corpo e, se eventualmente terá existido mão, foi depois de o esférico ultrapassar a linha fatal?

RAÇA “ALVI-NEGRA”

Com espírito de campeão e revelando a verdadeira raça “alvi-negra”, o Desportivo não demorou a inverter os papéis. Veio ao de cima o virtuosismo dos seus artistas, com Mayunda em grande, Muandro bem a atacar, Aníbal e Binó a deixarem a defesa “locomotiva” em apuros. Era o momento mais alto da equipa, premiado com o golaço de Muandro, levando a bola a embater na parte interior da barra transversal.

Apesar da igualdade, o Desportivo estava inconformado. Aumentou o seu caudal ofensivo, com um futebol aprimorado, toque curto e certeiro, embora as desmarcações não saíssem com a devida perfeição, pois a marcação sobre os homens mais desequilibradores era uma realidade. O Ferroviário começava a defender claramente. A entrada de Artur Manhiça, para o lugar de Mendes, quando se julgava que se destinava a fortificar o ataque, o certo é que veio ajudar na retaguarda.

As tentativas de visar a área de rigor de Mohamed sucediam-se, através de cruzamentos, mas encontravam a pronta resposta de praticamente toda a equipa “locomotiva”, gorando-se as pretensões do Desportivo.

O árbitro Ainad Ussene e os seus auxiliares não estiveram bem. Acusaram demasiadamente a responsabilidade do jogo e atabalhoaram-se, acabando por protagonizar algumas incongruências imperdoáveis num jogo desta índole.

FICHA DO JOGO

Árbitro: Ainad Ussene, coadjuvado por Edmundo Macamo e João Paulo. Quarto árbitro: Bernardino dos Santos

FERROVIÁRIO – Mohamed, Zabula, Tony, Jotamo e Fred; Whisky, Momed Hagy e Danito Parruque; Luís (Tchaka), Jerry (Joca) e Mendes (Artur Manhiça)

DESPORTIVO – Jaimito; Zainadine Jr., Mexer, Emídio e Mayunda; Nelinho, Tchitcho, Matlombe (Bito) e Muandro (Isac); Aníbal e Binó (Imo)

Acção disciplinar: cartão amarelo para Danito Parruque e Nelinho

Golos: 1-0, Jerry (17 m); 1-1, Muandro (40 m).

publicado por Vaxko Zakarias às 12:14
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RECONHECEMOS a competência e o alto profissionalismo dos técnicos das duas formações. No entanto, Chiquinho Conde terá jogado da sua astúcia para se sagrar campeão.

Muandro tenta fugir à perseguição de Fred (C. Bila)
Primeiro, foi o futebol pragmático que privilegiou na frente atacante e que baralhou por completo as contas do adversário, chegando ao extremo de unidades basilares como Mexer terem praticamente passado ao lado do jogo. Depois, perante o didactismo do Desportivo, nomeadamente na segunda parte, altura em que os “alvi-negros” se lançaram com todo o seu saber à busca do triunfo, respondeu com uma defesa bastante rigorosa e apontada para aniquilar qualquer acção dos elementos mais preponderantes.

Numa partida desta natureza, é evidente que todo o treinador lança para as quatro linhas a sua sabedoria na íntegra, Chiquinho Conde e Artur Semedo fizeram exactamente isso, mas, no fim, o primeiro é que foi feliz. Feliz porque o empate serviu perfeitamente para a concretização do seu desiderato, até porque, quando sentiu que o sofrimento do seu time podia resultar numa provável cedência, face à enorme pressão adversária, trancou-se devidamente, deixando no ataque apenas uma unidade para “entreter” os defesas do Desportivo.

O espectáculo foi uma verdade nesta contenda. As marcações bastante cerradas. Mas, do lado dos “locomotivas”, a perfeitíssima combinação entre Luís e Jerry foi abrindo brechas na retaguarda do Desportivo.

À excepção de Mayunda, que do ponto de vista atacante realizou uma belíssima partida, Mexer, Emídio – redimiu-se depois quando se tornou em “polícia” de Jerry – e Zainadine Jr. mostraram-se incapazes para travar as repentinas cavalgadas de Jerry. E foi numa dessas ocasiões que, tentando deixar o ponta-de-lança do Ferroviário em posição irregular, este, inteligentemente, soube escapulir-se e bater o guarda-redes Jaimito.

Os “alvi-negros” desconcentram-se. Aos 26 minutos, Luís, com toda a genica, oferece luta a Jaimito e este acaba cedendo, deixando o esférico à mercê do “locomotiva”. Luís mete para a entrada vitoriosa de Mendes, mas o árbitro Ainad Ussene, sob indicação do seu assistente João Paulo, anula o golo. Qual foi a irregularidade, se Mendes empurrou a bola com o corpo e, se eventualmente terá existido mão, foi depois de o esférico ultrapassar a linha fatal?

RAÇA “ALVI-NEGRA”

Com espírito de campeão e revelando a verdadeira raça “alvi-negra”, o Desportivo não demorou a inverter os papéis. Veio ao de cima o virtuosismo dos seus artistas, com Mayunda em grande, Muandro bem a atacar, Aníbal e Binó a deixarem a defesa “locomotiva” em apuros. Era o momento mais alto da equipa, premiado com o golaço de Muandro, levando a bola a embater na parte interior da barra transversal.

Apesar da igualdade, o Desportivo estava inconformado. Aumentou o seu caudal ofensivo, com um futebol aprimorado, toque curto e certeiro, embora as desmarcações não saíssem com a devida perfeição, pois a marcação sobre os homens mais desequilibradores era uma realidade. O Ferroviário começava a defender claramente. A entrada de Artur Manhiça, para o lugar de Mendes, quando se julgava que se destinava a fortificar o ataque, o certo é que veio ajudar na retaguarda.

As tentativas de visar a área de rigor de Mohamed sucediam-se, através de cruzamentos, mas encontravam a pronta resposta de praticamente toda a equipa “locomotiva”, gorando-se as pretensões do Desportivo.

O árbitro Ainad Ussene e os seus auxiliares não estiveram bem. Acusaram demasiadamente a responsabilidade do jogo e atabalhoaram-se, acabando por protagonizar algumas incongruências imperdoáveis num jogo desta índole.

FICHA DO JOGO

Árbitro: Ainad Ussene, coadjuvado por Edmundo Macamo e João Paulo. Quarto árbitro: Bernardino dos Santos

FERROVIÁRIO – Mohamed, Zabula, Tony, Jotamo e Fred; Whisky, Momed Hagy e Danito Parruque; Luís (Tchaka), Jerry (Joca) e Mendes (Artur Manhiça)

DESPORTIVO – Jaimito; Zainadine Jr., Mexer, Emídio e Mayunda; Nelinho, Tchitcho, Matlombe (Bito) e Muandro (Isac); Aníbal e Binó (Imo)

Acção disciplinar: cartão amarelo para Danito Parruque e Nelinho

Golos: 1-0, Jerry (17 m); 1-1, Muandro (40 m).

publicado por Vaxko Zakarias às 12:14
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INCONFORMADO, Artur Semedo, técnico do Desportivo, tentou, de algum modo, atribuir culpas à equipa de arbitragem, ao afirmar que houve situações tendenciosas de querer prejudicar os “alvi-negros” nalguns lances.

Somos campeões do bem jogar – afirma Artur Semedo, inconformado com o insucesso “alvi-negro”
Semedo foi irónico, ao não querer, explicitamente, reconhecer a vitória do Ferroviário, reiterando as suas declarações anteriores, que davam conta que o Desportivo é campeão. Os seus argumentos foram mais além, ao salientar que para os “locomotivas” serem campeões tinham que ganhar o jogo, o que não chegou a acontecer.

“Fizemos tudo para ser campeões, contra tudo e todos. Somos campeões da dignidade e do bem jogar”, disse.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:52
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INCONFORMADO, Artur Semedo, técnico do Desportivo, tentou, de algum modo, atribuir culpas à equipa de arbitragem, ao afirmar que houve situações tendenciosas de querer prejudicar os “alvi-negros” nalguns lances.

Somos campeões do bem jogar – afirma Artur Semedo, inconformado com o insucesso “alvi-negro”
Semedo foi irónico, ao não querer, explicitamente, reconhecer a vitória do Ferroviário, reiterando as suas declarações anteriores, que davam conta que o Desportivo é campeão. Os seus argumentos foram mais além, ao salientar que para os “locomotivas” serem campeões tinham que ganhar o jogo, o que não chegou a acontecer.

“Fizemos tudo para ser campeões, contra tudo e todos. Somos campeões da dignidade e do bem jogar”, disse.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:52
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Malema Tauas: Dia da Paz e a Fundação Lurdes Mutola
publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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publicado por Vaxko Zakarias às 11:38
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VELHA-rejuvenescida, a cidade de Maputo, apesar de dividida em diversas paixões clubísticas que, curiosamente, concorrem para o título nacional, festejou ontem, de forma rija, o facto de uma vez mais um clube seu ter conquistado o Moçambola.

Os campeões na escadaria dos Paços do Município de Maputo (C. BILA)
Uma conquista que efectivamente constitui uma belíssima prenda à centenária cidade das acácias, que amanhã assinala a passagem dos seus 122 anos.

Os festejos da efeméride são variadíssimos, mas o acto que ao fim da tarde de ontem teve lugar nos Paços do Município foi inovador, já que raríssimas vezes os campeões são convidados àquele local histórico da cidade.

O Ferroviário teve essa primazia, com o seu cortejo verde-e-branco a sair do Estádio da Machava debaixo de ensurdecedoras buzinas para o requintado espaço que glorificou os campeões.

O edil da capital do país, David Simango, confesso adepto do Maxaquene e também com uma costela do FC Lichinga, clube que ajudou sobremaneira a solidificar-se no futebol nacional, recebeu os campeões e saudou-os pela brilhante conquista, destacando a grandeza do multifacetado Clube Ferroviário de Maputo, o empenho dos jogadores e a dedicação dos seus treinadores e dirigentes e o apoio incansável dos seus adeptos.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:25
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VELHA-rejuvenescida, a cidade de Maputo, apesar de dividida em diversas paixões clubísticas que, curiosamente, concorrem para o título nacional, festejou ontem, de forma rija, o facto de uma vez mais um clube seu ter conquistado o Moçambola.

Os campeões na escadaria dos Paços do Município de Maputo (C. BILA)
Uma conquista que efectivamente constitui uma belíssima prenda à centenária cidade das acácias, que amanhã assinala a passagem dos seus 122 anos.

Os festejos da efeméride são variadíssimos, mas o acto que ao fim da tarde de ontem teve lugar nos Paços do Município foi inovador, já que raríssimas vezes os campeões são convidados àquele local histórico da cidade.

O Ferroviário teve essa primazia, com o seu cortejo verde-e-branco a sair do Estádio da Machava debaixo de ensurdecedoras buzinas para o requintado espaço que glorificou os campeões.

O edil da capital do país, David Simango, confesso adepto do Maxaquene e também com uma costela do FC Lichinga, clube que ajudou sobremaneira a solidificar-se no futebol nacional, recebeu os campeões e saudou-os pela brilhante conquista, destacando a grandeza do multifacetado Clube Ferroviário de Maputo, o empenho dos jogadores e a dedicação dos seus treinadores e dirigentes e o apoio incansável dos seus adeptos.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:25
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A “MENINA de ouro”, Maria de Lurdes Mutola, visita entre os próximos dias 16 e 17 as vilas sedes distritais de Malema, em Nampula, e Gurué, na Zambézia, no âmbito do programa Desporto dá Vida (DDV) levado a cabo pela sua fundação.

Maria de Lurdes Mutola
Nestas visitas, Lurdes Mutola será acompanhado pelo embaixador do Reino dos Países Baixos no nosso país, Frans Bijvoet.

“Desporto dá Vida” é um programa virado para a prática do futebol comunitário para crianças dos 10 aos 16 anos de idade que está a ser promovido para os distritos de Gurué, Ile e Alto-Molocué, na província da Zambézia e Malema, em Nampula. Neste último ponto, Lurdes Mutola vai inaugurar as instalações onde vão funcionar os escritórios da sua Fundação.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:17
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A “MENINA de ouro”, Maria de Lurdes Mutola, visita entre os próximos dias 16 e 17 as vilas sedes distritais de Malema, em Nampula, e Gurué, na Zambézia, no âmbito do programa Desporto dá Vida (DDV) levado a cabo pela sua fundação.

Maria de Lurdes Mutola
Nestas visitas, Lurdes Mutola será acompanhado pelo embaixador do Reino dos Países Baixos no nosso país, Frans Bijvoet.

“Desporto dá Vida” é um programa virado para a prática do futebol comunitário para crianças dos 10 aos 16 anos de idade que está a ser promovido para os distritos de Gurué, Ile e Alto-Molocué, na província da Zambézia e Malema, em Nampula. Neste último ponto, Lurdes Mutola vai inaugurar as instalações onde vão funcionar os escritórios da sua Fundação.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:17
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ENQUANTO noutras cidades, casos de Maputo, face à conquista do título pelo Ferroviário, Chimoio e Lichinga, com a permanência dos seus representantes no campeonato maior, se festejava efusivamente, em Nampula, os adeptos locais do jogo da bola choravam convulsivamente – e com bastas razões para tal: é que o maior círculo eleitoral do país não conseguiu eleger nenhum clube para o Moçambola do próximo ano.

Estes “craques” têm que ser substituídos
Se, em relação ao Ferroviário de Nacala, a sua sentença já era conhecida há bastante tempo, no que diz respeito ao Ferroviário de Nampula ainda existia uma réstia de esperança quanto à sua permanência, apesar de, na derradeira jornada, ter de actuar em terreno alheio, neste caso concreto, em Tete. A missão era reconhecidamente complicada, pois o Chingale também precisava de ganhar para se “safar”.

No relvado do Desportivo de Tete, o começo até foi promissor para os “locomotivas”, pois lograram inaugurar o marcador, mantendo no ar a sensação de que a tão almejada permanência seria conseguida. Só que, já a caminhar-se para o final da contenda, o Chingale assinou o tento da igualdade, terminando o jogo com o empate a 1-1.

Um empate “sui generis”, pois, apesar da conquista de um ponto, nenhum dos dois intervenientes festejou. Antes pelo contrário, foi um empate indesejado tanto pelo Chingale como pelo Ferroviário de Nampula, dado que os dois desceram de divisão, em benefício do FC Lichinga, Atlético Muçulmano e Textáfrica do Chimoio, outros três que à entrada para a derradeira ronda da prova estavam também na “corda bamba”.

E as consequências destas despromoções são extremamente severas para Nampula. Se, em relação a Tete, se chora sobretudo devido à nova queda do embondeiro Chingale – precisamente proveniente da terra dos embondeiros -, ficando, no entanto, a província representada pela HCB do Songo e ainda com possibilidades de o Desportivo local vir a subir, Nampula, particularmente, perdeu por completo o direito de disputar o Moçambola, pelo menos em 2010.

Ferroviário de Nacala, último classificado, e Ferroviário de Nampula, penúltimo, defraudaram por completo as expectativas dos seus adeptos, situação agravada pelo facto de, na actual “Poule” de Apuramento, pela Zona Norte, os nampulenses Desportivo de Nacala e Sporting de Monapo se encontrarem também à beira do precipício, já que a discussão gira em torno dos Ferroviários de Pemba e de Lichinga, que ontem empataram 1-1, na capital de Cabo Delgado, num desafio que acabou em gravíssimas escaramuças devido à invalidação de um tento dos donos da casa pelo árbitro internacional gazense José Maria Rachide.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:11
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ENQUANTO noutras cidades, casos de Maputo, face à conquista do título pelo Ferroviário, Chimoio e Lichinga, com a permanência dos seus representantes no campeonato maior, se festejava efusivamente, em Nampula, os adeptos locais do jogo da bola choravam convulsivamente – e com bastas razões para tal: é que o maior círculo eleitoral do país não conseguiu eleger nenhum clube para o Moçambola do próximo ano.

Estes “craques” têm que ser substituídos
Se, em relação ao Ferroviário de Nacala, a sua sentença já era conhecida há bastante tempo, no que diz respeito ao Ferroviário de Nampula ainda existia uma réstia de esperança quanto à sua permanência, apesar de, na derradeira jornada, ter de actuar em terreno alheio, neste caso concreto, em Tete. A missão era reconhecidamente complicada, pois o Chingale também precisava de ganhar para se “safar”.

No relvado do Desportivo de Tete, o começo até foi promissor para os “locomotivas”, pois lograram inaugurar o marcador, mantendo no ar a sensação de que a tão almejada permanência seria conseguida. Só que, já a caminhar-se para o final da contenda, o Chingale assinou o tento da igualdade, terminando o jogo com o empate a 1-1.

Um empate “sui generis”, pois, apesar da conquista de um ponto, nenhum dos dois intervenientes festejou. Antes pelo contrário, foi um empate indesejado tanto pelo Chingale como pelo Ferroviário de Nampula, dado que os dois desceram de divisão, em benefício do FC Lichinga, Atlético Muçulmano e Textáfrica do Chimoio, outros três que à entrada para a derradeira ronda da prova estavam também na “corda bamba”.

E as consequências destas despromoções são extremamente severas para Nampula. Se, em relação a Tete, se chora sobretudo devido à nova queda do embondeiro Chingale – precisamente proveniente da terra dos embondeiros -, ficando, no entanto, a província representada pela HCB do Songo e ainda com possibilidades de o Desportivo local vir a subir, Nampula, particularmente, perdeu por completo o direito de disputar o Moçambola, pelo menos em 2010.

Ferroviário de Nacala, último classificado, e Ferroviário de Nampula, penúltimo, defraudaram por completo as expectativas dos seus adeptos, situação agravada pelo facto de, na actual “Poule” de Apuramento, pela Zona Norte, os nampulenses Desportivo de Nacala e Sporting de Monapo se encontrarem também à beira do precipício, já que a discussão gira em torno dos Ferroviários de Pemba e de Lichinga, que ontem empataram 1-1, na capital de Cabo Delgado, num desafio que acabou em gravíssimas escaramuças devido à invalidação de um tento dos donos da casa pelo árbitro internacional gazense José Maria Rachide.

publicado por Vaxko Zakarias às 11:11
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Fer. Maputo-Desportivo 1-1)

Costa do Sol-Maxaquene (1-0)

Mendes procura fugir com o esférico (C. BILA)
Liga Muçulmana-Matchedje (1-1)

FC Lichinga-Atlético Muçulmano (1-0)

Fer. Beira-Textáfrica (1-2)

Chingale-Fer. Nampula (1-1)

Fer. Nacala-HCB de Songo (2-1)

J V E D B P

1º FER. MAPUTO 26 15 6 5 37-15 51

2º Desportivo 26 13 9 4 23-16 48

3º Costa do Sol 26 13 8 5 31-12 47

4º Liga Muçulmana 26 14 2 10 31-19 44

5º Maxaquene 26 11 6 9 21-21 39

6º Ferroviário da Beira 26 9 9 8 19-14 36

7º Matchedje 26 9 7 10 17-21 34

8º HCB de Songo 26 8 9 9 19-22 33

9º Textáfrica 26 10 3 13 28-23 33

10º FC Lichinga 26 8 7 11 18-31 31

11º Atlético Muçulmano 26 7 9 10 15-18 30

12º Chingale 26 7 8 11 20-26 29

13º Ferroviário de Nampula 26 7 8 11 15-19 29

14º Fer. Nacala 26 4 3 19 15-45 15

Campeão nacional: Ferroviário de Maputo

Vice-campeão nacional: Desportivo de Maputo

Despromovidos: Chingale de Tete, Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Nacala

publicado por Vaxko Zakarias às 11:03
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Fer. Maputo-Desportivo 1-1)

Costa do Sol-Maxaquene (1-0)

Mendes procura fugir com o esférico (C. BILA)
Liga Muçulmana-Matchedje (1-1)

FC Lichinga-Atlético Muçulmano (1-0)

Fer. Beira-Textáfrica (1-2)

Chingale-Fer. Nampula (1-1)

Fer. Nacala-HCB de Songo (2-1)

J V E D B P

1º FER. MAPUTO 26 15 6 5 37-15 51

2º Desportivo 26 13 9 4 23-16 48

3º Costa do Sol 26 13 8 5 31-12 47

4º Liga Muçulmana 26 14 2 10 31-19 44

5º Maxaquene 26 11 6 9 21-21 39

6º Ferroviário da Beira 26 9 9 8 19-14 36

7º Matchedje 26 9 7 10 17-21 34

8º HCB de Songo 26 8 9 9 19-22 33

9º Textáfrica 26 10 3 13 28-23 33

10º FC Lichinga 26 8 7 11 18-31 31

11º Atlético Muçulmano 26 7 9 10 15-18 30

12º Chingale 26 7 8 11 20-26 29

13º Ferroviário de Nampula 26 7 8 11 15-19 29

14º Fer. Nacala 26 4 3 19 15-45 15

Campeão nacional: Ferroviário de Maputo

Vice-campeão nacional: Desportivo de Maputo

Despromovidos: Chingale de Tete, Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Nacala

publicado por Vaxko Zakarias às 11:03
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