Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 20 DE Abril 2009

IMPETUOSOS, invictos e dispostos a travar uma luta sem tréguas pelo primeiro posto, eis como tem sido a caminhada dos líderes do Moçambola-2009, designadamente Costa do Sol e Liga Muçulmana, empatados a 16 pontos, após a disputa da sexta jornada.

Sadomba numa jogada renhida
Jogando ambos no sábado, os “canarinhos” foram ao Estádio 25 de Junho, em Nampula, derrotar categoricamente o “lanterna vermelha” Ferroviário de Nacala, por três bolas sem resposta, enquanto em Maputo os “muçulmanos” desenvencilhavam-se dos “locomotivas” beirenses com um triunfo por 1-0.


Curiosamente, Costa do Sol e Liga Muçulmana defrontam-se no próximo domingo, para a sétima jornada, numa partida cujo epílogo ditará uma destas duas situações: em caso de empate, os dois continuarão igualados no comando da prova; se um dos intervenientes ganhar isola-se e passa a ostentar uma vantagem de três pontos sobre o seu opositor. Uma situação interessante e que, por via disso, fará com que o jogo seja revestido duma importância particular.

Sem grandes surpresas nos outros encontros da ronda deste fim-de-semana, registo para o seguinte: empate sem abertura de contagem no Atlético Muçulmano-Ferroviário de Maputo, facto que suscitou alguma ira nos adeptos dos campeões nacionais; triunfo do Desportivo, na Soalpo, frente ao Textáfrica por 1-0; e vitória do Matchedje, no Estádio da Machava, sobre Maxaquene por duas bolas sem resposta, no rescaldo de um jogo que teve uma arbitragem escandalosa do juiz Geraldo Gueze, com os “tricolores” claramente prejudicados.

Para além do triunfo da HCB de Songo sobre Ferroviário de Nampula por 1-0, no outro despique da jornada registou-se um nulo, tendo como protagonistas FC Lichinga e Chingale.

Na classificação, após os dois líderes seguem Ferroviário de Maputo com 13 pontos, Desportivo 11, Maxaquene 10, Atlético Muçulmano oito, Textáfrica e HCB sete, Ferroviário da Beira e Matchedje seis, Ferroviário de Nampula quatro e, abaixo da linha de água, Chingale e FC Lichinga três e Ferroviário de Nacala dois pontos.

publicado por Vaxko Zakarias às 16:20
 O que é? |  O que é? | favorito

IMPETUOSOS, invictos e dispostos a travar uma luta sem tréguas pelo primeiro posto, eis como tem sido a caminhada dos líderes do Moçambola-2009, designadamente Costa do Sol e Liga Muçulmana, empatados a 16 pontos, após a disputa da sexta jornada.

Sadomba numa jogada renhida
Jogando ambos no sábado, os “canarinhos” foram ao Estádio 25 de Junho, em Nampula, derrotar categoricamente o “lanterna vermelha” Ferroviário de Nacala, por três bolas sem resposta, enquanto em Maputo os “muçulmanos” desenvencilhavam-se dos “locomotivas” beirenses com um triunfo por 1-0.


Curiosamente, Costa do Sol e Liga Muçulmana defrontam-se no próximo domingo, para a sétima jornada, numa partida cujo epílogo ditará uma destas duas situações: em caso de empate, os dois continuarão igualados no comando da prova; se um dos intervenientes ganhar isola-se e passa a ostentar uma vantagem de três pontos sobre o seu opositor. Uma situação interessante e que, por via disso, fará com que o jogo seja revestido duma importância particular.

Sem grandes surpresas nos outros encontros da ronda deste fim-de-semana, registo para o seguinte: empate sem abertura de contagem no Atlético Muçulmano-Ferroviário de Maputo, facto que suscitou alguma ira nos adeptos dos campeões nacionais; triunfo do Desportivo, na Soalpo, frente ao Textáfrica por 1-0; e vitória do Matchedje, no Estádio da Machava, sobre Maxaquene por duas bolas sem resposta, no rescaldo de um jogo que teve uma arbitragem escandalosa do juiz Geraldo Gueze, com os “tricolores” claramente prejudicados.

Para além do triunfo da HCB de Songo sobre Ferroviário de Nampula por 1-0, no outro despique da jornada registou-se um nulo, tendo como protagonistas FC Lichinga e Chingale.

Na classificação, após os dois líderes seguem Ferroviário de Maputo com 13 pontos, Desportivo 11, Maxaquene 10, Atlético Muçulmano oito, Textáfrica e HCB sete, Ferroviário da Beira e Matchedje seis, Ferroviário de Nampula quatro e, abaixo da linha de água, Chingale e FC Lichinga três e Ferroviário de Nacala dois pontos.

publicado por Vaxko Zakarias às 16:20
 O que é? |  O que é? | favorito

SE um deles ganhar, no próximo domingo, no inusitado confronto que travarão entre si, a contar para a sétima jornada do Moçambola-2009, a liderança partilhada será quebrada. Por enquanto ou definitivamente.

“Costa do sol” sob forte ameaça
Por estas duas formações ou com novos contendores. Por isso, reconheçamos, tem sido bastante interessante a hercúlea luta travada entre Costa do Sol e Liga Muçulmana, empatados no comando da prova, que este fim-de-semana conheceu a sua sexta ronda, com os líderes a somar 16 pontos cada. A difícil deslocação dos “canarinhos” ao Estádio 25 de Junho, em Nampula, acabou sendo transformada numa grande colheita, ao triunfarem por 3-0, um resultado desnivelado e que reflecte a desigualdade competitiva entre os intervenientes.

Por seu turno, em Maputo, Liga Muçulmana derrotou Ferroviário da Beira por uma bola sem resposta, tendo solitário do acutilante ponta-de-lança zimbabweano Sadomba, que assim reforçou a sua posição de guia dos melhores artilheiros do Campeonato Nacional de Futebol.

Sem golos e longe da espectacularidade que se prognosticava, eis como terminou o embate entre Atlético Muçulmano e Ferroviário de Maputo, vice-campeão e campeão nacional, um resultado que provocou algum alarido no seio dos adeptos “locomotivas”, que vêem a sua equipa uns passos atrás dos actuais comandantes.

Aliás, aliam esta igualdade à inesperada derrota sofrida pelos verde-e-branco, na terceira jornada, diantye do Textáfrica, em pleno Estádio da Machava. Ontem, o Vale do Infulene conheceu também algum “sururu”, com os jogadores e equipa técnica do Maxaquene irados com o trabalho do juiz Geraldo Gueze, que francamente prestou um mau serviço à arbvittragem moçambnicvana e manchou a sua classe.

O Matchedje, que não precisava de favor nenhum do árbnitro, venceu por 2-0, mas o segundo tento, de grande penalidade, foi-lhe claramente oferecido e como é obvio agradeceu a brilhante prenda deste “ilustre desconhecido” escalado para um desafioo de tamanha responsabilidade e por ele conduzido de forma vergiobnhosamente irresponsável.

Quem não esteve para sustos foi o Desportiovo, na Soalpo, que afastou todos os “fantasmas” com um triunfo por 1-0. Escasso, sim, mas suficiente para ultraopassar um time que entrou neste campeonato de modo irrepreensível, depois de em 2008 ter estado à beira da despromoção. Em Tete, a HCB de Songo desfez-se do Ferroviário de Nampula, ganhando também por uma bola sem resposta, um desfecho que está a proviocar um verdadeiro caos aos nortenhos, que ainda não conseguiram vencer nesta prova.

Outro empate sem abertyra de conatgem verificou-se no Estádio Municipal 1º de Maio, no ftrente-a-frente entre FC Lichinga e Chingale, dois conjuntos que se enciontrram na zona da despromoção, juntamente com os “locomotivas” nacalenses, os “lanterna vermelha”.

Após a sexta jornada, o Moçambola-2009 tem à frente Costa do Sol e Liga Muçulmana com 16 pontos cada. Seguem Ferroviário de Maputo com 13, Desportivo 11, Maxaquene 10, Atlético Muçulmano oito, Textáfruica e HCB sete, Ferroviário da Beira e Matchjedje seis, Ferroviário de Nampula quatro, Chingale e FC Lichibnga três e Ferroviário de Nacala dois. No próximo fim-de-semana teremos a sétima jornada, com os despiques Textáfrica-Matchedje, Maxaquene-HCB de Songo, Desportivo-Ferroviário da Beira (sábado), Ferroviário de Nampula-Atlético Muçulmano, Ferroviário de Maputo-FC Lichinga, Chingale-Ferroviário de Nacala e Costa do Sol-Liga Muçulmana (domingo).

publicado por Vaxko Zakarias às 16:19
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SE um deles ganhar, no próximo domingo, no inusitado confronto que travarão entre si, a contar para a sétima jornada do Moçambola-2009, a liderança partilhada será quebrada. Por enquanto ou definitivamente.

“Costa do sol” sob forte ameaça
Por estas duas formações ou com novos contendores. Por isso, reconheçamos, tem sido bastante interessante a hercúlea luta travada entre Costa do Sol e Liga Muçulmana, empatados no comando da prova, que este fim-de-semana conheceu a sua sexta ronda, com os líderes a somar 16 pontos cada. A difícil deslocação dos “canarinhos” ao Estádio 25 de Junho, em Nampula, acabou sendo transformada numa grande colheita, ao triunfarem por 3-0, um resultado desnivelado e que reflecte a desigualdade competitiva entre os intervenientes.

Por seu turno, em Maputo, Liga Muçulmana derrotou Ferroviário da Beira por uma bola sem resposta, tendo solitário do acutilante ponta-de-lança zimbabweano Sadomba, que assim reforçou a sua posição de guia dos melhores artilheiros do Campeonato Nacional de Futebol.

Sem golos e longe da espectacularidade que se prognosticava, eis como terminou o embate entre Atlético Muçulmano e Ferroviário de Maputo, vice-campeão e campeão nacional, um resultado que provocou algum alarido no seio dos adeptos “locomotivas”, que vêem a sua equipa uns passos atrás dos actuais comandantes.

Aliás, aliam esta igualdade à inesperada derrota sofrida pelos verde-e-branco, na terceira jornada, diantye do Textáfrica, em pleno Estádio da Machava. Ontem, o Vale do Infulene conheceu também algum “sururu”, com os jogadores e equipa técnica do Maxaquene irados com o trabalho do juiz Geraldo Gueze, que francamente prestou um mau serviço à arbvittragem moçambnicvana e manchou a sua classe.

O Matchedje, que não precisava de favor nenhum do árbnitro, venceu por 2-0, mas o segundo tento, de grande penalidade, foi-lhe claramente oferecido e como é obvio agradeceu a brilhante prenda deste “ilustre desconhecido” escalado para um desafioo de tamanha responsabilidade e por ele conduzido de forma vergiobnhosamente irresponsável.

Quem não esteve para sustos foi o Desportiovo, na Soalpo, que afastou todos os “fantasmas” com um triunfo por 1-0. Escasso, sim, mas suficiente para ultraopassar um time que entrou neste campeonato de modo irrepreensível, depois de em 2008 ter estado à beira da despromoção. Em Tete, a HCB de Songo desfez-se do Ferroviário de Nampula, ganhando também por uma bola sem resposta, um desfecho que está a proviocar um verdadeiro caos aos nortenhos, que ainda não conseguiram vencer nesta prova.

Outro empate sem abertyra de conatgem verificou-se no Estádio Municipal 1º de Maio, no ftrente-a-frente entre FC Lichinga e Chingale, dois conjuntos que se enciontrram na zona da despromoção, juntamente com os “locomotivas” nacalenses, os “lanterna vermelha”.

Após a sexta jornada, o Moçambola-2009 tem à frente Costa do Sol e Liga Muçulmana com 16 pontos cada. Seguem Ferroviário de Maputo com 13, Desportivo 11, Maxaquene 10, Atlético Muçulmano oito, Textáfruica e HCB sete, Ferroviário da Beira e Matchjedje seis, Ferroviário de Nampula quatro, Chingale e FC Lichibnga três e Ferroviário de Nacala dois. No próximo fim-de-semana teremos a sétima jornada, com os despiques Textáfrica-Matchedje, Maxaquene-HCB de Songo, Desportivo-Ferroviário da Beira (sábado), Ferroviário de Nampula-Atlético Muçulmano, Ferroviário de Maputo-FC Lichinga, Chingale-Ferroviário de Nacala e Costa do Sol-Liga Muçulmana (domingo).

publicado por Vaxko Zakarias às 16:19
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À ENTRADA para o Estádio da Machava deparámo-nos com uma figura incontornável do Matchedje, na dourada epopeia dos anos oitenta e noventa: Nicolau de Sousa, ou simplesmente Nico.

Jacinto remata para o primeiro tento dos “militares” (C. BILA)

Veio-nos imediatamente a imagem desse período áureo da turma militar, que inclui o actual treinador da equipa, Nacir Armando. Vaticinámos: hoje, os “leões da floresta” vão de facto rugir, pela primeira vez neste Moçambola. E saímo-nos bem, pois, apesar de estes “leões” serem mais citadinos do que propriamente da floresta, por razões conjunturais óbvias, a verdade é que são de uma ambição que algum dia teria de lhes levar à vitória. E essa aconteceu ontem, no Estádio da Machava, perante um Maxaquene que, particularmente na etapa inicial da contenda, fez por merecer o triunfo, no entanto, a displicência dos seus atacantes assim o não permitiu.

Vários factos merecem referência em redor deste embate.

Primeiro, a arbitragem. Numa partida aparentemente fácil de dirigir, até porque isenta de casos de grande monta, o senhor Geraldo Gueze complicou-se tremendamente, acabando por ter influência no desfecho. Um cabeceamento de Nito para canto, a favor do Matchedje, que “todo o mundo” viu, foi atirado ao caixote de lixo pelo árbitro, apesar da indicação do seu assistente Célio Mugabe, coitado, ignorado como se a sua missão fosse supérflua. Depois, a inexistente grande penalidade, quando Chana foi derrubado à entrada da grande área por Nito, e que daria o 2-0 aos “militares”.

Segundo, o estranho Maxaquene de ontem. É verdade que, do ponto de vista ofensivo, o seu futebol teve qualidade, mas a finalização foi penosamente atroz, perante um quadro de oportunidades claríssimas de chegar ao golo.

Resultado: o próprio treinador Litos atabalhoou-se, sentiu-se intranquilo, mormente quando Jacinto abriu o activo, aos 27 minutos, e efectuou substituições precipitadas – entraram Eurico e Michael para os lugares de Macamito e Campira -, sem analisar as possíveis consequências, tendo em conta o tempo de jogo ainda disponível.

Ou melhor, quando se pensava que ia encontrar soluções para se desenvencilhar da teia montada pelo adversário, a emenda foi pior que o soneto, e o que se viu, posteriormente, foi uma equipa incapaz de construir algo vistoso.

Terceiro, o antijogo do Matchedje. Apesar da sua grandeza, a turma de Nacir Armando teve um comportamento de pequenez. Senão vejamos: logo que inaugurou o marcador, as lesões – claramente simuladas – começaram a surgir às catadupas, numa evidente demonstração de “queimar o tempo”.

A isto juntava-se o total alheamento a bolas perdidas, obrigando os “tricolores” a servirem praticamente de “apanha bolas”. Mesmo nas substituições, tudo era feito a passo, sem pressa nenhuma, facto que levou o árbitro a admoestar Jacinto, embora julguemos que Geraldo Gueze devia ter sido mais contundente, em salvaguarda do jogo limpo e do espectáculo.

MATCHEDJE MORDAZ

Pela forma como os “tricolores” iniciaram o jogo, pairou a sensação de um triunfo gordo. Num jogo aberto do ponto de vista atacante, o Maxaquene desfrutou do maior quinhão de oportunidades, com Hélder Pelembe e Eusébio a repartirem-se nos lances, sendo os mais evidentes os protagonizados por Eusébio, já que a baliza estava completamente escancarada.

Não marcando o adversário, o Matchedje, mordaz, partiu para a acção. A passe de Chana, Jacinto é dono e senhor de uma jogada de grande envolvimento e que acaba com o esférico no fundo das malhas de Soarito. Acordados, os “militares” emprestaram mais velocidade e qualidade ao seu futebol ofensivo, de nada valendo as intempestivas substituições feitas por Litos, pois o Maxaquene não só não teve resposta cabal ao jogo do seu oponente como também viu drasticamente reduzida a sua acção atacante.

É verdade que o Matchedje viria a selar o seu triunfo através de um “penalty” inventado pelo árbitro, com Vieira, na cobrança, a fazê-lo de forma superior, mas também não resta a menor dúvida que os três pontos – os primeiros no Moçambola-2009 – assentam-lhe perfeitamente.

FICHA DO JOGO

Árbitro: Geraldo Gueze, coadjuvado por Edmundo Macamo e Célio Mugabe. Quarto árbitro: Estêvão Matsinhe.

MATCHEDJE – Víctor; Caló, West, Silva e Vasco; João (Avu), Rogério, Jacinto (Abdul) e Vieira; Chana e Patrício (Zuze).

MAXAQUENE – Soarito; Campira (Michael), Mustafá, Faria e Nito; Kiki, Jumisse, Liberty e Macamito (Eurico); Eusébio (Steven) e Hélder Pelembe.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Campira, Eusébio, João, Faria e Jacinto.

Golos: 1-0, Jacinto (27 m); 2-0, Vieira (86 m), de grande penalidade.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 16:18
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À ENTRADA para o Estádio da Machava deparámo-nos com uma figura incontornável do Matchedje, na dourada epopeia dos anos oitenta e noventa: Nicolau de Sousa, ou simplesmente Nico.

Jacinto remata para o primeiro tento dos “militares” (C. BILA)

Veio-nos imediatamente a imagem desse período áureo da turma militar, que inclui o actual treinador da equipa, Nacir Armando. Vaticinámos: hoje, os “leões da floresta” vão de facto rugir, pela primeira vez neste Moçambola. E saímo-nos bem, pois, apesar de estes “leões” serem mais citadinos do que propriamente da floresta, por razões conjunturais óbvias, a verdade é que são de uma ambição que algum dia teria de lhes levar à vitória. E essa aconteceu ontem, no Estádio da Machava, perante um Maxaquene que, particularmente na etapa inicial da contenda, fez por merecer o triunfo, no entanto, a displicência dos seus atacantes assim o não permitiu.

Vários factos merecem referência em redor deste embate.

Primeiro, a arbitragem. Numa partida aparentemente fácil de dirigir, até porque isenta de casos de grande monta, o senhor Geraldo Gueze complicou-se tremendamente, acabando por ter influência no desfecho. Um cabeceamento de Nito para canto, a favor do Matchedje, que “todo o mundo” viu, foi atirado ao caixote de lixo pelo árbitro, apesar da indicação do seu assistente Célio Mugabe, coitado, ignorado como se a sua missão fosse supérflua. Depois, a inexistente grande penalidade, quando Chana foi derrubado à entrada da grande área por Nito, e que daria o 2-0 aos “militares”.

Segundo, o estranho Maxaquene de ontem. É verdade que, do ponto de vista ofensivo, o seu futebol teve qualidade, mas a finalização foi penosamente atroz, perante um quadro de oportunidades claríssimas de chegar ao golo.

Resultado: o próprio treinador Litos atabalhoou-se, sentiu-se intranquilo, mormente quando Jacinto abriu o activo, aos 27 minutos, e efectuou substituições precipitadas – entraram Eurico e Michael para os lugares de Macamito e Campira -, sem analisar as possíveis consequências, tendo em conta o tempo de jogo ainda disponível.

Ou melhor, quando se pensava que ia encontrar soluções para se desenvencilhar da teia montada pelo adversário, a emenda foi pior que o soneto, e o que se viu, posteriormente, foi uma equipa incapaz de construir algo vistoso.

Terceiro, o antijogo do Matchedje. Apesar da sua grandeza, a turma de Nacir Armando teve um comportamento de pequenez. Senão vejamos: logo que inaugurou o marcador, as lesões – claramente simuladas – começaram a surgir às catadupas, numa evidente demonstração de “queimar o tempo”.

A isto juntava-se o total alheamento a bolas perdidas, obrigando os “tricolores” a servirem praticamente de “apanha bolas”. Mesmo nas substituições, tudo era feito a passo, sem pressa nenhuma, facto que levou o árbitro a admoestar Jacinto, embora julguemos que Geraldo Gueze devia ter sido mais contundente, em salvaguarda do jogo limpo e do espectáculo.

MATCHEDJE MORDAZ

Pela forma como os “tricolores” iniciaram o jogo, pairou a sensação de um triunfo gordo. Num jogo aberto do ponto de vista atacante, o Maxaquene desfrutou do maior quinhão de oportunidades, com Hélder Pelembe e Eusébio a repartirem-se nos lances, sendo os mais evidentes os protagonizados por Eusébio, já que a baliza estava completamente escancarada.

Não marcando o adversário, o Matchedje, mordaz, partiu para a acção. A passe de Chana, Jacinto é dono e senhor de uma jogada de grande envolvimento e que acaba com o esférico no fundo das malhas de Soarito. Acordados, os “militares” emprestaram mais velocidade e qualidade ao seu futebol ofensivo, de nada valendo as intempestivas substituições feitas por Litos, pois o Maxaquene não só não teve resposta cabal ao jogo do seu oponente como também viu drasticamente reduzida a sua acção atacante.

É verdade que o Matchedje viria a selar o seu triunfo através de um “penalty” inventado pelo árbitro, com Vieira, na cobrança, a fazê-lo de forma superior, mas também não resta a menor dúvida que os três pontos – os primeiros no Moçambola-2009 – assentam-lhe perfeitamente.

FICHA DO JOGO

Árbitro: Geraldo Gueze, coadjuvado por Edmundo Macamo e Célio Mugabe. Quarto árbitro: Estêvão Matsinhe.

MATCHEDJE – Víctor; Caló, West, Silva e Vasco; João (Avu), Rogério, Jacinto (Abdul) e Vieira; Chana e Patrício (Zuze).

MAXAQUENE – Soarito; Campira (Michael), Mustafá, Faria e Nito; Kiki, Jumisse, Liberty e Macamito (Eurico); Eusébio (Steven) e Hélder Pelembe.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Campira, Eusébio, João, Faria e Jacinto.

Golos: 1-0, Jacinto (27 m); 2-0, Vieira (86 m), de grande penalidade.

ALEXANDRE ZANDAMELA

publicado por Vaxko Zakarias às 16:18
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VIVEU-SE uma tarde cinzenta, ontem, no ex-campo do Maxaquene. Não porque estivesse mau tempo, pois o céu até se apresentava limpo, a temperatura fresca e a relva bem cortadinha.

Destes poucos saiem
Estavam, portanto, reunidas as condições para que se assistisse a uma boa partida de futebol. Porém, enganaram-se redondamente os que assim pensaram, porque nem os mais pessimistas podiam acreditar que “muçulmanos” e “locomotivas” pudessem proporcionar uma propaganda de futebol tão amarga.

Os guarda-redes foram praticamente meros espectadores, pois foram muito poucas as vezes em que se viram obrigados a intervir. O índice de passes falhados foi assustador. Bola para cá, bola para lá e ninguém acertava um passe.

Nem Danito Parruque, nem Momed Hagy e Maurício, jogadores de admiráveis atributos técnicos, escapavam à gritante falta de inspiração que se fazia notar em quase todos os artistas. Quase porque havia um que procurava remar contra a maré. Trata-se de Madeira, um jovem avançado do Atlético que ganhou claramente no duelo com Jotamo, faltando-lhe, no entanto, o apoio para dar prosseguimento às suas boas iniciativas.

Com as jogadas a não saírem, já que o desacerto em todos os capítulos era evidente, foi numa situação de bola parada que surgiu o primeiro lance de perigo, na sequência de um livre directo bem cobrado pelo “especialista” Maurício, à passagem dos 15 minutos. Viveu-se, então, um momento de alguma emoção e raro, se se atender que a bola andava muito longe das balizas. Reflexo disso, é que foi preciso esperar pelo minuto 45 para se voltar a assistir a um lance de apuro junto a uma das balizas. Madeira, que era a unidade mais esclarecida em campo, falha o golo de forma clamorosa, já sem o “keeper” Pinto que estava fora da jogada.

Foi a melhor oportunidade de golo de todo o encontro, visto que, na segunda parte, a toada do jogo se manteve, com ambos os conjuntos a denotarem falta de clarividência na construção do seu jogo ofensivo. Nem o facto de Paulo Camargo ter feito entrar Nadjuko e Whisky para os lugares de Maurício e Tchaka alterou a maneira de actuar do Ferroviário.

No final do jogo, a fúria dos adeptos “locomotivas” foi tal que os levou a perfilarem junto ao banco, para mostrarem o seu desagrado em relação ao “mister”, acusado de não estar a pôr a equipa a jogar futebol.

Arriscaríamos a dizer que o melhor em campo acabou por ser o árbitro Samuel Chirindza, visto que esteve muito bem no ajuizamento dos lances, sobretudo a nível disciplinar.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Samuel Chirindza, auxiliado por Júlio Muianga e Gimo Patrício. Quarto árbitro: Aníbal Armando.

ATLÉTICO MUÇULMANO - Sidónio; Clarêncio, Baúte, Amad e Nelito; Délcio, Sumaila (Danito Nhampossa), Ngony (Mouka) e Dino (Manuelito); Eboh e Madeira.

FER. MAPUTO - Lamá; Tony, Jotamo, Butana (Joca) e Fred; Momed Hagy, Maurício (Nadjuko), Danito Parruque e Tchaka (Whisky); Luís e Jerry.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Clarêncio, Madeira, Sumaila e Ngony.

publicado por Vaxko Zakarias às 16:17
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LOGO nos primeiros minutos, a turma da HCB pressionou o adversário e, como resultado disso, aos cinco apareceu o golo madrugador e que viria a ser o único da partida, apontado pelo ponta-de-lança Amílcar.

Estes “craques” têm que ser substituídos
Foi numa jogada de contra-ataque, com a bola a sair da defesa, atravessar a intermediária em passes curtos, até aos pés de Eládio, que fez o passe para Amílcar bater o guarda-redes Zacarias. Foi uma autêntica festa dos adeptos tetenses e tudo indicava que a formação do Songo conseguiria um resultado volumoso, só que, quem assim pensou, enganou-se porque o Ferroviário, aos poucos, começou a encarar o jogo com muita seriedade.

A HCB ainda esteve na mó de cima e por um triz não fez o segundo golo, com o esférico a ser devolvido pelo poste direito da baliza de Zacarias, já batido.

Os “locomotivas” não se assustaram e assumiram que poderiam muito bem disputar de igual para igual a partida. Vai daí, aos 32 minutos esteve à vista o seu golo, numa jogada confusa na grande área contrária, com Elídio, depois de se embrulhar com Venâncio, a atirar rasteiro para defesa incompleta de Chico.

Na segunda parte, a HCB tentou pressionar, mas foi sol de pouca dura, pois a equipa visitante estava mais lançada ao ataque, à procura do golo. O meio-campo tetense morreu e passou a um autêntico corredor, por onde eram organizadas todas as jogadas do Ferroviário.

A turma do Songo sofreu a valer e deixou de praticar futebol, senão a inventar faltas desnecessárias e chutos para o ar e fora do rectângulo, numa forma aberta de “queimar o tempo”, tirando desta maneira a dignidade de um grande treinador conhecido por Mussá Osman. Foi sofrer e sofrer muito desde o campo, banco técnico, dirigentes e até alguns adeptos, que estavam atrás dos “apanha bolas” para retardarem a devolução do esférico ao relvado, ou então enviarem duas bolas para o rectângulo.

A HCB precisava, sim, dos três pontos, mas não desta maneira, pois burlou os espectadores que foram ao campo para assistir a um espectáculo e não aquela vergonha de uma equipa que precisa de se manter na prova máxima do nosso futebol.

Justino Faduco efectuou um trabalho normal, com pequenos erros de visão para ambos os lados, mas sem influenciar no resultado.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Justino Faduco, auxiliado por António da Costa e Luís Santiago. Quarto árbitro: Félix MaugenteHCB - Chico; Bila, Mucuapera, Venâncio e Marito; Paíto, Eládio, Dangalira e Aurito; Amílcar e Gito.
Alinharam ainda Zaíde, Antoninho e Jossias.

FER. NAMPULA – Zacarias; Paíto, Matofe, Duda e Joaquim; Nando, Fedo, Zé e Elídio; Leonel e Hipo.

Jogaram ainda Amisse, Samuel e Rafael.

Acção disciplinar. Cartão amarelo para Leonel, por antijogo.

BERNARDO CARLOS

publicado por Vaxko Zakarias às 16:17
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VIVEU-SE uma tarde cinzenta, ontem, no ex-campo do Maxaquene. Não porque estivesse mau tempo, pois o céu até se apresentava limpo, a temperatura fresca e a relva bem cortadinha.

Destes poucos saiem
Estavam, portanto, reunidas as condições para que se assistisse a uma boa partida de futebol. Porém, enganaram-se redondamente os que assim pensaram, porque nem os mais pessimistas podiam acreditar que “muçulmanos” e “locomotivas” pudessem proporcionar uma propaganda de futebol tão amarga.

Os guarda-redes foram praticamente meros espectadores, pois foram muito poucas as vezes em que se viram obrigados a intervir. O índice de passes falhados foi assustador. Bola para cá, bola para lá e ninguém acertava um passe.

Nem Danito Parruque, nem Momed Hagy e Maurício, jogadores de admiráveis atributos técnicos, escapavam à gritante falta de inspiração que se fazia notar em quase todos os artistas. Quase porque havia um que procurava remar contra a maré. Trata-se de Madeira, um jovem avançado do Atlético que ganhou claramente no duelo com Jotamo, faltando-lhe, no entanto, o apoio para dar prosseguimento às suas boas iniciativas.

Com as jogadas a não saírem, já que o desacerto em todos os capítulos era evidente, foi numa situação de bola parada que surgiu o primeiro lance de perigo, na sequência de um livre directo bem cobrado pelo “especialista” Maurício, à passagem dos 15 minutos. Viveu-se, então, um momento de alguma emoção e raro, se se atender que a bola andava muito longe das balizas. Reflexo disso, é que foi preciso esperar pelo minuto 45 para se voltar a assistir a um lance de apuro junto a uma das balizas. Madeira, que era a unidade mais esclarecida em campo, falha o golo de forma clamorosa, já sem o “keeper” Pinto que estava fora da jogada.

Foi a melhor oportunidade de golo de todo o encontro, visto que, na segunda parte, a toada do jogo se manteve, com ambos os conjuntos a denotarem falta de clarividência na construção do seu jogo ofensivo. Nem o facto de Paulo Camargo ter feito entrar Nadjuko e Whisky para os lugares de Maurício e Tchaka alterou a maneira de actuar do Ferroviário.

No final do jogo, a fúria dos adeptos “locomotivas” foi tal que os levou a perfilarem junto ao banco, para mostrarem o seu desagrado em relação ao “mister”, acusado de não estar a pôr a equipa a jogar futebol.

Arriscaríamos a dizer que o melhor em campo acabou por ser o árbitro Samuel Chirindza, visto que esteve muito bem no ajuizamento dos lances, sobretudo a nível disciplinar.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Samuel Chirindza, auxiliado por Júlio Muianga e Gimo Patrício. Quarto árbitro: Aníbal Armando.

ATLÉTICO MUÇULMANO - Sidónio; Clarêncio, Baúte, Amad e Nelito; Délcio, Sumaila (Danito Nhampossa), Ngony (Mouka) e Dino (Manuelito); Eboh e Madeira.

FER. MAPUTO - Lamá; Tony, Jotamo, Butana (Joca) e Fred; Momed Hagy, Maurício (Nadjuko), Danito Parruque e Tchaka (Whisky); Luís e Jerry.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Clarêncio, Madeira, Sumaila e Ngony.

publicado por Vaxko Zakarias às 16:17
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LOGO nos primeiros minutos, a turma da HCB pressionou o adversário e, como resultado disso, aos cinco apareceu o golo madrugador e que viria a ser o único da partida, apontado pelo ponta-de-lança Amílcar.

Estes “craques” têm que ser substituídos
Foi numa jogada de contra-ataque, com a bola a sair da defesa, atravessar a intermediária em passes curtos, até aos pés de Eládio, que fez o passe para Amílcar bater o guarda-redes Zacarias. Foi uma autêntica festa dos adeptos tetenses e tudo indicava que a formação do Songo conseguiria um resultado volumoso, só que, quem assim pensou, enganou-se porque o Ferroviário, aos poucos, começou a encarar o jogo com muita seriedade.

A HCB ainda esteve na mó de cima e por um triz não fez o segundo golo, com o esférico a ser devolvido pelo poste direito da baliza de Zacarias, já batido.

Os “locomotivas” não se assustaram e assumiram que poderiam muito bem disputar de igual para igual a partida. Vai daí, aos 32 minutos esteve à vista o seu golo, numa jogada confusa na grande área contrária, com Elídio, depois de se embrulhar com Venâncio, a atirar rasteiro para defesa incompleta de Chico.

Na segunda parte, a HCB tentou pressionar, mas foi sol de pouca dura, pois a equipa visitante estava mais lançada ao ataque, à procura do golo. O meio-campo tetense morreu e passou a um autêntico corredor, por onde eram organizadas todas as jogadas do Ferroviário.

A turma do Songo sofreu a valer e deixou de praticar futebol, senão a inventar faltas desnecessárias e chutos para o ar e fora do rectângulo, numa forma aberta de “queimar o tempo”, tirando desta maneira a dignidade de um grande treinador conhecido por Mussá Osman. Foi sofrer e sofrer muito desde o campo, banco técnico, dirigentes e até alguns adeptos, que estavam atrás dos “apanha bolas” para retardarem a devolução do esférico ao relvado, ou então enviarem duas bolas para o rectângulo.

A HCB precisava, sim, dos três pontos, mas não desta maneira, pois burlou os espectadores que foram ao campo para assistir a um espectáculo e não aquela vergonha de uma equipa que precisa de se manter na prova máxima do nosso futebol.

Justino Faduco efectuou um trabalho normal, com pequenos erros de visão para ambos os lados, mas sem influenciar no resultado.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Justino Faduco, auxiliado por António da Costa e Luís Santiago. Quarto árbitro: Félix MaugenteHCB - Chico; Bila, Mucuapera, Venâncio e Marito; Paíto, Eládio, Dangalira e Aurito; Amílcar e Gito.
Alinharam ainda Zaíde, Antoninho e Jossias.

FER. NAMPULA – Zacarias; Paíto, Matofe, Duda e Joaquim; Nando, Fedo, Zé e Elídio; Leonel e Hipo.

Jogaram ainda Amisse, Samuel e Rafael.

Acção disciplinar. Cartão amarelo para Leonel, por antijogo.

BERNARDO CARLOS

publicado por Vaxko Zakarias às 16:17
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A VITÓRIA da Liga Muçulmana ficou-se a dever, essencialmente, à entrada fulgurante no início da segunda parte. Depois de um primeiro tempo monótono, os “muçulmanos” entraram destemidos e dispostos a resolver o encontro nos primeiros minutos, até porque, se isso não acontecesse, os nervos resultantes da ansiedade iriam crescer.


Sadomba (esq.) autor do golo solitário da contenda (F.Laice)
O certo, porém, é que nos primeiros três minutos os comandados do Prof. Neca fizeram aquilo que ao longo da etapa inicial não tinham conseguido fazer: criar uma oportunidade tão clara para desfeitear o “keeper” Gervásio e, logo a seguir, fazer o golo que fez respirar de alívio as centenas de almas dos adeptos presentes nas bancadas do campo do Maxaquene, na Machava.

Sadomba foi o autor da proeza. O zimbabweano surgiu bem posicionado na grande área, a desviar um remate de Vling. Antes, Carlitos tinha desferido um remate que só foi parado pela trave.

A “estrelinha” da sorte tinha estado do lado de Sadomba, que já conta com cinco golos na prova. A equipa muçulmana tinha, assim, o mérito de chegar ao golo no seu melhor momento, já que, em toda a primeira parte, não tinha feito nada que se justificasse estar em vantagem. Até porque, doutro lado, estava um Ferroviário da Beira super- personalizado e que, mesmo depois do golo, nunca baixou os braços, lutou até ao fim para chegar pelo menos ao empate.

Aliás, couberam aos “locomotivas” os lances mais vistosos da primeira parte. Nota de realce para o remate de Carlos, com a bola a embater na trave e a recarga de Betinho, bem enquadrado, por cima. Destaque ainda para o remate do meio da rua de Mano, que saiu a poucos centímetros do poste direito da baliza à guarda de Binó.

Os comandados de Akil Marcelino venderam cara a derrota e a Liga fez se valer pela qualidade individual dos seus jogadores, pois, em termos colectivos, deixou muito a desejar, sobretudo na primeira parte, em que não criou um lance digno de registo.

Talvez por isso, na segunda parte, o técnico tenha optado por fazer entrar Maninho e Alvim para os lugares de Micas e Chico, respectivamente. Mas não mudou muito na maneira de actuar, embora Maninho tenha tido nos pés a oportunidade de ampliar o “score”, após um passe de Maurício.

O árbitro do encontro realizou uma boa exibição.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Carlos Nhanengue e Ali Omar. Quarto árbitro: César Fontes.

LIGA MUÇULMANA - Binó; Calima, Suleimane, Gabito e Mack; Chico (Alvim), Carlitos, Vling e Micas (Maninho); Sadomba e Maurício (Maninho).

FER. BEIRA - Gervásio; Ninito, Gildo, Nené e Edson; Mano (Buramo), Carlos, Abílio e Betinho; Henriques (Cláudio) e Óscar (Tony).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Chico, Binó, Carlitos, Abílio e Betinho.

IVO TAVARES

publicado por Vaxko Zakarias às 16:16
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A VITÓRIA da Liga Muçulmana ficou-se a dever, essencialmente, à entrada fulgurante no início da segunda parte. Depois de um primeiro tempo monótono, os “muçulmanos” entraram destemidos e dispostos a resolver o encontro nos primeiros minutos, até porque, se isso não acontecesse, os nervos resultantes da ansiedade iriam crescer.


Sadomba (esq.) autor do golo solitário da contenda (F.Laice)
O certo, porém, é que nos primeiros três minutos os comandados do Prof. Neca fizeram aquilo que ao longo da etapa inicial não tinham conseguido fazer: criar uma oportunidade tão clara para desfeitear o “keeper” Gervásio e, logo a seguir, fazer o golo que fez respirar de alívio as centenas de almas dos adeptos presentes nas bancadas do campo do Maxaquene, na Machava.

Sadomba foi o autor da proeza. O zimbabweano surgiu bem posicionado na grande área, a desviar um remate de Vling. Antes, Carlitos tinha desferido um remate que só foi parado pela trave.

A “estrelinha” da sorte tinha estado do lado de Sadomba, que já conta com cinco golos na prova. A equipa muçulmana tinha, assim, o mérito de chegar ao golo no seu melhor momento, já que, em toda a primeira parte, não tinha feito nada que se justificasse estar em vantagem. Até porque, doutro lado, estava um Ferroviário da Beira super- personalizado e que, mesmo depois do golo, nunca baixou os braços, lutou até ao fim para chegar pelo menos ao empate.

Aliás, couberam aos “locomotivas” os lances mais vistosos da primeira parte. Nota de realce para o remate de Carlos, com a bola a embater na trave e a recarga de Betinho, bem enquadrado, por cima. Destaque ainda para o remate do meio da rua de Mano, que saiu a poucos centímetros do poste direito da baliza à guarda de Binó.

Os comandados de Akil Marcelino venderam cara a derrota e a Liga fez se valer pela qualidade individual dos seus jogadores, pois, em termos colectivos, deixou muito a desejar, sobretudo na primeira parte, em que não criou um lance digno de registo.

Talvez por isso, na segunda parte, o técnico tenha optado por fazer entrar Maninho e Alvim para os lugares de Micas e Chico, respectivamente. Mas não mudou muito na maneira de actuar, embora Maninho tenha tido nos pés a oportunidade de ampliar o “score”, após um passe de Maurício.

O árbitro do encontro realizou uma boa exibição.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Bernardino dos Santos, auxiliado por Carlos Nhanengue e Ali Omar. Quarto árbitro: César Fontes.

LIGA MUÇULMANA - Binó; Calima, Suleimane, Gabito e Mack; Chico (Alvim), Carlitos, Vling e Micas (Maninho); Sadomba e Maurício (Maninho).

FER. BEIRA - Gervásio; Ninito, Gildo, Nené e Edson; Mano (Buramo), Carlos, Abílio e Betinho; Henriques (Cláudio) e Óscar (Tony).

Acção disciplinar: cartão amarelo para Chico, Binó, Carlitos, Abílio e Betinho.

IVO TAVARES

publicado por Vaxko Zakarias às 16:16
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Liga Muçulmana-Fer. Beira (1-0)

Atlético Muçulmano-Fer. Maputo 0-0

Matchedje-Maxaquene 2-0

Fer. Nacala-Costa do Sol 0-3

FC Lichinga-Chingale 0-0

Textáfrica-Desportivo 0-1

HCB de Songo-Fer. Nampula 1-0

J V E D B P

1º COSTA DO SOL 6 5 1 0 13-1 16

2º Liga Muçulmana 6 5 1 0 11-1 16

3º Ferroviário de Maputo 6 4 1 1 8-3 13

4º Desportivo 6 3 2 1 7-4 11

5º Maxaquene 6 3 1 2 6-6 10

6º Atlético Muçulmano 6 2 2 2 4-6 8

7º Textáfrica 6 2 1 3 4-5 7

8º HCB de Songo 6 2 1 3 4-7 7

9º Ferroviário da Beira 6 1 3 2 2-3 6

10º Matchedje 6 1 3 2 3-4 6

11º Ferroviário de Nampula 6 0 4 2 3-6 4

12º Chingale 6 0 3 3 3-6 3

13º FC Lichinga 6 0 1 3 3-10 3

14º Ferroviário de Nacala 6 0 2 4 1-9 2

PRÓXIMA JORNADA (7ª)

SÁBADO

Textáfrica-Matchedje

Maxaquene-HCB de Songo

Desportivo-Fer. Beira

DOMINGO

Fer. Nampula-Atlético Muçulmano

Fer. Maputo-FC Lichinga

Chingale-Fer. Nacala

Costa do Sol-Liga Muçulmana

publicado por Vaxko Zakarias às 16:14
 O que é? |  O que é? | favorito

SIMPLESMENTE incaracterístico! Os adeptos do Ferroviário de Nacala, independentemente do rendimento da sua equipa, gritam e pulam do primeiro ao último minuto.

A luta pela posse do esférico foi uma constante
Mesmo com um jogo parco em emoção e momentos de grande craveira não deixam ninguém “dormir” no estádio. E foi assim na tarde de sábado no “25 de Junho” em Nampula. Apoiaram a sua equipa não obstante um convincente três-a-zero.

O Costa do Sol vinha para ganhar. Não se duvida. Mas que esperava dificuldades, também ninguém pode duvidar. Jogar fora de casa é sempre mais difícil. Foi assim que os “canarinhos” entraram a surpreender o adversário pressionando a todo o reduto ante um Ferroviário de Nacala disposto, como sempre, a não dar facilidades.

Em apenas 10 minutos de jogo, os visitantes já haviam gizado mais de quatro ou cinco vezes com perigo a baliza contrária. Contudo, aos poucos, o Ferroviário foi subindo de produção e não só se defendia bem como também se aventurava ao ataque.

Com vinte minutos jogados, o equilíbrio veio à tona e infelizmente o carácter emotivo e de bons momentos de futebol foi se desmoronando. Apenas as centenas de adeptos do Ferroviário de Nacala que “galgaram” mais de 200 quilómetros, faziam a diferença e “acordavam” não só o resto do público mas também os jogadores dentro das quatro linhas. Mesmo em jogadas sem grande primor técnico ou emotivo gritavam e pulavam nas bancadas. Afinal o espectáculo se transferiu para as bancadas...

O Costa do Sol, chegou a deixar-se levar pelo jogo do adversário e mesmo desbobinando um bom futebol não conseguia sacudir o equilíbrio, pois os pupilos de Ozias para além de arrumar correctamente a defensiva, partiam, não poucas vezes em contra-ataques perigosos.

Contra todas previsões, uma saída em falso de Milton, acompanhada de marcação defeituosa dos seus defensores, permitiu que Muarufo, muito lesto inaugurasse o marcador com um lindo chapéu, quando eram jogados cerca de 38 minutos.

Sem baixar os braços, depois de orientações claras de Ozias ao longo do intervalo, o Ferroviário, sem nada a perder, entrou a atacar à procura do empate. Foi puxando a bola para frente sempre que possível e chegou a surpreender o adversário e ao público com jogadas que quase deram em golo.

Mas o estofo dos donos da casa foi se esgotando mesmo com o “empurrão” do barulho do seu publico. O Ferroviário chegou mesmo a estar perto da igualdade, mas foi o Costa do Sol quem, numa jogada de bola parada, chegou ao 2-0. João Mazive, num livre directo, aproveitou a má arrumação da barreira contrária e atirou a contar.

Com o 2-0, os “canarinhos” sentiram-se a vontade e começaram a passear a sua classe com um futebol rendilhado que apenas punha o adversário mais nervoso à procura da bola para “rachar” em vez de construir...

Estava feita a história da partida. O Costa do Sol dilatou para 3-0 e o Ferroviário assumiu...

Arbitragem aceitável para uma partida fácil de dirigir.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Abdul Gani, auxiliado por Adão Chitache e Eduardo Gatoma. Quarto árbitro: Sebastião Tiago

FER. NACALA - Milton; Ramadan, Magido, Chivambo e Matias; Telindo, Pondo, Coutinho e Pintado (Wazir); Djão e Ivan (Mambo).

COSTA DO SOL - Antoninho; João, Kito, Jonas e Dito; Silvério (Sanito), Ruben, Josimar (Alvarito) e Mambo; Marufo (Elfídio) e Tó.

CARLOS COELHO

publicado por Vaxko Zakarias às 16:14
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Atlético Muçulmano-Fer. Maputo 0-0

Matchedje-Maxaquene 2-0

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Textáfrica-Desportivo 0-1

HCB de Songo-Fer. Nampula 1-0

J V E D B P

1º COSTA DO SOL 6 5 1 0 13-1 16

2º Liga Muçulmana 6 5 1 0 11-1 16

3º Ferroviário de Maputo 6 4 1 1 8-3 13

4º Desportivo 6 3 2 1 7-4 11

5º Maxaquene 6 3 1 2 6-6 10

6º Atlético Muçulmano 6 2 2 2 4-6 8

7º Textáfrica 6 2 1 3 4-5 7

8º HCB de Songo 6 2 1 3 4-7 7

9º Ferroviário da Beira 6 1 3 2 2-3 6

10º Matchedje 6 1 3 2 3-4 6

11º Ferroviário de Nampula 6 0 4 2 3-6 4

12º Chingale 6 0 3 3 3-6 3

13º FC Lichinga 6 0 1 3 3-10 3

14º Ferroviário de Nacala 6 0 2 4 1-9 2

PRÓXIMA JORNADA (7ª)

SÁBADO

Textáfrica-Matchedje

Maxaquene-HCB de Songo

Desportivo-Fer. Beira

DOMINGO

Fer. Nampula-Atlético Muçulmano

Fer. Maputo-FC Lichinga

Chingale-Fer. Nacala

Costa do Sol-Liga Muçulmana

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SIMPLESMENTE incaracterístico! Os adeptos do Ferroviário de Nacala, independentemente do rendimento da sua equipa, gritam e pulam do primeiro ao último minuto.

A luta pela posse do esférico foi uma constante
Mesmo com um jogo parco em emoção e momentos de grande craveira não deixam ninguém “dormir” no estádio. E foi assim na tarde de sábado no “25 de Junho” em Nampula. Apoiaram a sua equipa não obstante um convincente três-a-zero.

O Costa do Sol vinha para ganhar. Não se duvida. Mas que esperava dificuldades, também ninguém pode duvidar. Jogar fora de casa é sempre mais difícil. Foi assim que os “canarinhos” entraram a surpreender o adversário pressionando a todo o reduto ante um Ferroviário de Nacala disposto, como sempre, a não dar facilidades.

Em apenas 10 minutos de jogo, os visitantes já haviam gizado mais de quatro ou cinco vezes com perigo a baliza contrária. Contudo, aos poucos, o Ferroviário foi subindo de produção e não só se defendia bem como também se aventurava ao ataque.

Com vinte minutos jogados, o equilíbrio veio à tona e infelizmente o carácter emotivo e de bons momentos de futebol foi se desmoronando. Apenas as centenas de adeptos do Ferroviário de Nacala que “galgaram” mais de 200 quilómetros, faziam a diferença e “acordavam” não só o resto do público mas também os jogadores dentro das quatro linhas. Mesmo em jogadas sem grande primor técnico ou emotivo gritavam e pulavam nas bancadas. Afinal o espectáculo se transferiu para as bancadas...

O Costa do Sol, chegou a deixar-se levar pelo jogo do adversário e mesmo desbobinando um bom futebol não conseguia sacudir o equilíbrio, pois os pupilos de Ozias para além de arrumar correctamente a defensiva, partiam, não poucas vezes em contra-ataques perigosos.

Contra todas previsões, uma saída em falso de Milton, acompanhada de marcação defeituosa dos seus defensores, permitiu que Muarufo, muito lesto inaugurasse o marcador com um lindo chapéu, quando eram jogados cerca de 38 minutos.

Sem baixar os braços, depois de orientações claras de Ozias ao longo do intervalo, o Ferroviário, sem nada a perder, entrou a atacar à procura do empate. Foi puxando a bola para frente sempre que possível e chegou a surpreender o adversário e ao público com jogadas que quase deram em golo.

Mas o estofo dos donos da casa foi se esgotando mesmo com o “empurrão” do barulho do seu publico. O Ferroviário chegou mesmo a estar perto da igualdade, mas foi o Costa do Sol quem, numa jogada de bola parada, chegou ao 2-0. João Mazive, num livre directo, aproveitou a má arrumação da barreira contrária e atirou a contar.

Com o 2-0, os “canarinhos” sentiram-se a vontade e começaram a passear a sua classe com um futebol rendilhado que apenas punha o adversário mais nervoso à procura da bola para “rachar” em vez de construir...

Estava feita a história da partida. O Costa do Sol dilatou para 3-0 e o Ferroviário assumiu...

Arbitragem aceitável para uma partida fácil de dirigir.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Abdul Gani, auxiliado por Adão Chitache e Eduardo Gatoma. Quarto árbitro: Sebastião Tiago

FER. NACALA - Milton; Ramadan, Magido, Chivambo e Matias; Telindo, Pondo, Coutinho e Pintado (Wazir); Djão e Ivan (Mambo).

COSTA DO SOL - Antoninho; João, Kito, Jonas e Dito; Silvério (Sanito), Ruben, Josimar (Alvarito) e Mambo; Marufo (Elfídio) e Tó.

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