Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quarta-feira, 18 DE Julho 2012

OS lugares de presidente e de vice-presidente da Conferência dos Ministros da Juventude e Desportos da CPLP são rotativos por ordem alfabética e com um mandato de dois anos. Desta vez, na reunião de Mafra, em Portugal, com Cabo Verde a assumir a liderança, Moçambique foi indicado para a vice-presidência, em substituição da Guiné-Bissau, ausente do encontro. Porém, o nosso país preferiu ser cauteloso, até que fosse clarificada a questão dos guineenses ao alto nível.

 

E o assunto da Guiné-Bissau, que no pretérito mês de Abril conheceu mais uma convulsão política, militar e social, após a segunda volta das eleições presidenciais, cujo processo, foi aparentemente o melhor em todos os sufrágios realizados naquele país, será objecto de uma profunda análise, reflexão e decisão na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a ter lugar esta sexta-feira, dia 20, em Maputo.

 

Ora, foi a partir deste argumento, isto é, o facto de ainda não existir uma posição conjunta dos membros da CPLP em relação à Guiné-Bissau – alguns países o fizeram unilateralmente – que o ministro da Juventude e Desportos, Pedrito Caetano, entendeu ser sensato Moçambique não substituir os guineenses na vice-presidência, tal como foi proposto pelos restantes membros, antes de uma declaração clara e oficial de toda a Comunidade a respeito da Guiné-Bissau.

 

Segundo Pedrito Caetano, dependendo daquilo que for decidido pela magna reunião da CPLP, o nosso país estaria aberto a ocupar a vice-presidência, isto em caso de suspensão da Guiné-Bissau, situação que ainda é uma incógnita, até porque decorrem neste momento muitas movimentações diplomáticas que posam permitir que a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo possa tomar uma decisão que não estrangule os esforços de paz e de reconciliação encetados a partir de diversos quadrantes do planeta.

 

 

Nós não declinámos assumir a vice-presidência rotativa da Conferência dos Ministros responsáveis pela Juventude e pelo Desporto da CPLP, em substituição da Guiné-Bissau. O que defendemos – e felizmente aplaudidos pelos restantes membros – foi que a magnitude e a complexidade da situação guineense não se limitavam a um mero fórum dos ministros, mas sim ao mais alto nível. E como temos à porta a Cimeira de Maputo, entendemos ser prudentes, esperar até que haja uma posição conjunta da Comunidade. Do ponto de vista de disponibilidade, não há problema rigorosamente nenhum, Moçambique está à altura de receber a pasta”, esclareceu Pedrito Caetano, em Mafra, no epílogo do encontro em que tomou parte juntamente com os seus homólogos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

Presidido pelo Ministro brasileiro do Desporto, o encontro teve na sua agenda uma vasta gama de assuntos relacionados tanto como a juventude como com o desporto, tendo realçado a importância da união e o privilégio no seu relacionamento entre as partes, no quadro do concerto das nações, considerando as afinidades linguísticas e culturais existentes entre os oito países.

 

 

Entretanto, dois pontos acabaram por ser fulcrais nas discussões havidas em Mafra: primeiro, a imperiosidade de S. Tomé e Príncipe clarificar se está ou não à altura de organizar os IX Jogos da CPLP, em 2013, pois, apesar de oficialmente manter que será sede do evento, a verdade no terreno mostra uma realidade diferente, de acordo com a constatação feita há dias por um grupo de directores nacionais de desporto – incluindo o moçambicano Inácio Bernardo – que visitou aquelas paradisíacas ilhas do Golfo da Guiné.

 

Outro assunto que polarizou as atenções tem a ver com os mecanismos de junção das duas competições desportivas lusófonas, designadamente Jogos da CPLP e Jogos da ACOLOP (Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa), os primeiros organizados pelos Governos e os segundos pelos Comités Olímpicos. Fortemente apoiada por Brasil e Portugal, a ideia, porém, acabou por não colher consenso, com os outros países a considerarem-na ainda não madura, daí terem remetido a sua decisão para a conferência do próximo ano, no Brasil.

 

 

À margem da reunião de Mafra, Moçambique e Portugal rubricaram um memorando de entendimento, o qual, de acordo com Pedrito Caetano, já carrega consigo uma grande dose de expectativa, considerando a natural proximidade entre jovens e desportistas moçambicanos e portugueses.

"Cabe-nos, agora, passar das palavras aos factos, com a execução dos memorandos através de um plano de acção anual a ser discutido entre as partes até Março de cada ano”, destacou o ministro.

 

 

 

 

Fonte:Jornal Noticias

publicado por Vaxko Zakarias às 12:13
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