Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quarta-feira, 06 DE Janeiro 2010


DEPOIS desta tarde já não haverá lugar para despiques a brincar ou meio-a-brincar.

Haverá isso sim, espaço para uma introspecção geral em relação àquilo que terá produzido todo este período de preparação e, acima de tudo, se perspectivar, objectivamente, o que será a participação da Selecção Nacional de Futebol na fase final da 27ª edição do Campeonato Africano das Nações Angola-2007, que arranca no próximo domingo, em Luanda. Por essa razão, no seu derradeiro desafio do estágio em Bloemfontein, na África do Sul, o que se pede aos “Mambas” é que, mesmo jogando “a feijões”, esta tarde, frente ao Gabão, pelo menos se redimam da sequência de três derrotas até aqui registadas, pois, à beira da grande competição continental, urge elevar a visão das tropas.

A turma moçambicana, que viaja amanhã ao fim do dia de Bloemfontein para Joanesburgo, para na sexta-feira rumar em direcção a Luanda, inicia a sua participação no CAN na próxima terça-feira, em Benguela, sede do Grupo “C”, defrontando o Benin. Significa isto que, após jogar com o Gabão, esta tarde, nenhuma outra partida amigável terá possibilidade de realizar, senão mesmo enfrentar os beninenses, já com uma dimensão transcendental e onde o mínimo erro pode ser fatal.

Deste modo, o seleccionador nacional, Mart Nooij, se bem que o vem fazendo, aproveitará este ensejo para, com mais rigor, ensaiar todos os aspectos tácticos que pretende implementar em terras angolanas, numa prova em que, na fase de grupos, ganhar é como o pão à boca, na perspectiva de transição para os quartos-de-final.

Com todos os 23 jogadores convocados para o CAN já às suas ordens, o técnico holandês vê no confronto com os gaboneses uma grande plataforma para, inclusive, ver quem é quem no que diz respeito ao onze a utilizar. Mesmo considerando que não se vislumbram alterações estruturais bastante profundas, o facto de, por exemplo, na retaguarda não se poder contar definitivamente com o central Mano, exige do treinador uma alternativa à altura dos acontecimentos, de forma a não se quebrar a qualidade da equipa.

Entretanto, face à proximidade do CAN Angola-2010 – faltam somente quatro dias para o pontapé de saída – iniciamos hoje a apresentação das 16 selecções participantes, por cada grupo. Para começar, a primazia vai para o Grupo “C”, do qual faz parte o nosso país, juntamente com Egipto, Nigéria e Benin.

MOÇAMBIQUE: A META É CHEGAR À FASE SEGUINTE

Com alguma afinidade com o anfitrião, por se tratar de dois países de língua de expressão portuguesa, Moçambique vai a Angola para apagar a má imagem deixada nas três participações anteriores em Campeonatos Africanos das Nações (CAN).

Depois de terminarem duas vezes na última posição (1986, 1998), na penúltima em 1996, os “Mambas”, com um grupo mais experiente que os anteriores, vão tentar aproveitar o factor “casa” para, pela primeira vez, passarem à fase seguinte ou no mínimo ter boa prestação.

Sem tradição futebolística no continente, Moçambique viu nascer jogadores que se tornaram figuras mundiais, com destaque para Eusébio que representou o Sport Lisboa e Benfica e a selecção portuguesa, tornando-se na principal referência dos “tugas” no mundo.

Dos que vestiram a camisola dos “Mambas”, o avançado Chiquinho Conde, que brilhou em alguns clubes portugueses, é o que teve maior relevo. Actualmente, Dário Monteiro (Supersport/África do Sul) apresenta-se como a principal referência num conjunto que conta ainda com o experiente Tico-Tico.

A estes junta-se o médio Dominguez (Mamelodi Sundowns/África do Sul) para furar as defesas adversárias. Mesmo não sendo a principal “estrela” dos moçambicanos além fronteiras, internamente o atleta goza da empatia dos adeptos por se tratar de um driblador que empresta “magia” ao futebol dos “Mambas”.

A qualificação moçambicana para o CAN foi garantida na última jornada do torneio de apuramento, num grupo ao lado da Tunísia, Nigéria, os principais candidatos à passagem, e o Quénia.

Sem qualquer hipótese de lutar por uma vaga no Mundial, os moçambicanos receberam na última ronda os tunisinos e venceram por 1-0, garantindo a presença na 27ª edição da prova.

Num jogo em que a Tunísia precisava vencer para marcar presença na África do Sul, os “Mambas” foram premiados pelo empenho e entrega com uma vitória, garantindo a quarta presença numa fase final.

Na primeira participação no CAN, em 1986, Moçambique efectuou três jogos e teve igual número de derrotas. Sem grande experiência, perdeu na jornada inaugural com Costa do Marfim (3-0) e nas seguintes com Senegal e Egipto por idêntico resultado (2-0).

Na África do Sul, dez anos depois, a prestação dos “Mambas” não foi por aí além. Conquistaram mais um ponto que na estreia, fruto do empate com a Tunísia (1-1), mas não passaram da fase de grupos e ficaram na penúltima posição da geral, após derrotas com Costa do Marfim (1-0) e Gana (2-0).

Em 1998, em Burkina Faso, foi repetição da primeira presença, três jogos e igual número de derrotas (2-0, 3-0 e 3-1 diante do Egipto, Marrocos e Zâmbia, respectivamente) e último lugar entre as 16 selecções.
publicado por Vaxko Zakarias às 13:38
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