Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Quarta-feira, 28 DE Janeiro 2009

ENQUANTO nas minhas veias correr sangue de futebol, Vilankulo FC não morrerá.


Palavras de Yassin Amugy quando prestava o seu primeiro juramento na tomada de posse como presidente de um clube que acabava de nascer em 2003 no norte de Inhambane. Yassine foi eleito numa assembleia-geral que reuniu perto de setenta sócios.


Em Novembro de 2006, o antigo presidente da jovem formação futebolística do país rebuscou este discurso numa conferência de Imprensa que serviu de balanço do desempenho da sua equipa que acabava de falhar a entrada no Moçambola, sua grande aposta e prioridade.

O tempo passou, os sócios foram desaparecendo um por um, os resultados vão minguando, as quotas para suportar as despesas de uma equipa que foi bafejada pela sorte de ter um recinto relvado para receber os seus adversários, Estádio Municipal de Vilankulo, andam longe de satisfazer as necessidades da agremiação. Yassin ficou sozinho. Foi aguentando com o barco. Nos dias que correm, de uma centena de sócios que se inscreveu com muita euforia no aparecimento da equipa, são contados com os dedos de uma só mão os que pagam quotas.

Em princípios de 2007, Yassin Amugy apresentou aos sócios a ideia de fechar as portas, pois as destruições que Vilankulo sofreu por causa de ciclone Fávio não pouparam as infra-estruturas deste jovem empresário que são a fonte de receita para alimentar o clube.

O Governo provincial anunciou apoio para manter a equipa na segunda liga na região sul, pois, dentro das quatro linhas, Vilankulo VC apresentava-se como sério candidato a ascender ao Moçambola, partindo em pé de igualdade com a Liga Muçulmana e Atlético Muçulmano. A época passou, o balanço era de novo desolador, pois o VFC não conseguia se impor aos, muçulmanos, desta vez o respectivo presidente renunciou à luta para o Moçambola, apostando na formação de uma equipa do futuro privilegiando a prata da casa.

Quero fazer uma equipa do futuro, prometeu Yassin para quem o clube não estava ainda em condições de partir em pé de igualdade com os outros para a luta por um lugar na fina-flor do futebol nacional por os parcos recursos financeiros de que se dispunha não conferirem segurança para tamanha guerra.

Todavia, Yassin Amugy, filho mais velho de Sulemane Amugy, empresário a cumprir o terceiro mandato à frente do município local, disse ter encontrado uma estratégia para tornar o clube mais rentável, com responsabilidade e seriedade que foi propor aos sócios com quotas em dia a sua venda, pois, na sua opinião, já havia concorrente que era ele mesmo.

É que o projecto em mão não só traz benefícios ao clube em si como também à sociedade residente em Vilankulo, porque tiraria alguns dividendos. Foi assim que em Dezembro passado numa assembleia-geral Vilankulo Futebol Clube é vendido ao empresário Yassine Amugy, antigo presidente do mesmo clube.

Em conversa com o nosso Jornal, Yassin, que acredita que um dia o Moçambola escalará aquelas bandas do norte de Inhambane, garante que a equipa vai continuar a ostentar o emblema e o nome actuais, bem como as cores dos equipamentos, e não só. 

O clube terá autonomia financeira e patrimonial e como primeira fase da execução do projecto, avaliado em cerca de cinco milhões de meticais, foi feita a aquisição de um autocarro para servir a equipa principal, a construção de um centro de estágio e alojamento na zona de Chibuene, perto do Estádio Municipal, com capacidade para quarenta atletas, além da contratação de dez jogadores de Maputo e Beira para tentarem levar o Moçambola em 2010 para Vilankulo.

Yassin diz que conta com um patrocinador de peso e anunciou igualmente que a equipa principal que está a se preparar para as grandes batalhas volta desta vez revigorada com o regresso de Abdul Omar que levou o Matchedje ao Nacional, para pilotar uma caravana cujo destino é o Moçambola em 2010.

Desta vez é de vez, promete Yassin, para quem três épocas consecutivas na segunda liga, foi tempo suficiente para adquirir experiência, pois esta equipa surgiu do nado, disputou e conquistou o campeonato provincial e representou a província nos campeonatos regionais e atingiu os quartos-finais na Taça de Moçambique, onde foi eliminada pelo Desportivo de Maputo, de Uzaras Momed.

Estamos virados para a contratação de jogadores com capacidade, primeiro, para ganhar o provincial, já que este ano voltamos aos campeonatos provinciais, e depois à poule de apuramento e estamos decididos a fazer surpresas, desafio do dono do clube de Vilankulo para quem a ajuntar a esta capacidade de organização estão o projecto da construção de uma primeira equipa vendida num país, a construção de um estabelecimento comercial onde expostos à venda os produtos do clube.

Seremos os primeiros no país a produzir e vender produtos do clube, garante o jovem empresário, acrescentando que muitas acções serão realizadas de forma a rentabilizar a agremiação para a sua sobrevivência.

O pensamento de Yassin é tornar o seu clube modelo a nível do país no que concerne à produção de receitas próprias. Explica que serão encontradas alternativas para o desenvolvimento de actividades extra-desportivas como forma de afastar os desportistas e jovens de vícios.

No período morto vamos enquadrar os nossos atletas em actividades sociais, como por exemplo dotá-los de conhecimentos sobre o combate à SIDA, à malária, bem como a conservação e manutenção de uma cidade limpa.

Estas acções serão levadas a cabo em coordenação com instituições apropriadas como é o caso do Núcleo Provincial de Combate SIDA e o conselho municipal local. Vamos também dar aos nossos jogadores a oportunidade de visitarem locais importantes da história de Vilankulo, da província de Inhambane e do país. Terão contacto com o turismo, uma das actividades prioritárias da região norte de Inhambane, bem como das empresas de construção para terem a ideia de como se faz uma casa, como se planifica uma estância turística, entre outras actividades. Queremos um atleta com conhecimento de um pouco de tudo.

Queremos desenvolver a cultura geral dos nossos jogadores e porque não lhes-dar a oportunidade de conhecerem o mundo.

Um dos grandes objectivos do jovem empresário é fazer o aproveitamento do estádio do município construído no âmbito de apoio social da SASOL naquela região e não só, juntar o útil ao agradável ou seja aliar o turismo ao bom futebol.

Queremos tirar partido do Mundial de 2010, recebendo algumas selecções aqui em Vilankulo, primeiro porque há condições de alojamento e campo para fazer treinos, o aeródromo é internacional, há estâncias turísticas de reconhecida qualidade, entre outros factores.

Victorino Xavier
publicado por Vaxko Zakarias às 14:05
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ha individuos com capacidades para liderar, gostei, forca ai
Anónimo a 4 de Fevereiro de 2009 às 01:41

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