Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 30 DE Novembro 2009


EM circunstâncias normais, quem tem Augusto Matos devia dormir e sonhar à vontade, pois este rapaz “killer” resolve tudo.

Desportivo, 115 - Fer. Beira, 100 : Augusto Matos em dó maior
No entanto, o Desportivo nem sempre tem sabido tirar partido das suas excelentes capacidades. Ou então, porque Matos, ser humano como todos nós, obviamente não está inspirado todos os dias. Mas quando sucede, tal como foi caso de sábado, em dó maior, não há quem o segure. Os beirenses, que entraram bastante deslumbrados com a sequência de pontos que foram conseguindo, bem tentaram travar o seu ritmo estonteante, porém, debalde.

Apesar de os “alvi-negros” serem um time essencialmente equilibrado e em que todos se ajudam, Augusto Matos faz a diferença. Foi ele o principal responsável pelo torpedear dos “locomotivas”, não somente com os 34 pontos da sua conta pessoal como também com a sua incansável entrega ao jogo, a par de Sete Muianga, Custódio Muchate e Sílvio Neves, que não permitiram a quebra na aceleração, mesmo com a desqualificação, por cinco faltas, de jogadores como David Canivete e Igor Mataveia, que igualmente vinham tendo um desempenho irrepreensível, assim como João Gundere (Samito) e Custódio, que, à beira da luz vermelha, obrigaram-se a evitar alguns contactos.

Entretanto, não se pode pensar que o Ferroviário se limitou a entregar o jogo ao adversário. Não senhor! Quem faz 100 pontos, diante de um opositor desta estirpe, merece uma salva de palmas. Aliás, os beirenses foram donos e senhores do primeiro período, embora, posteriormente, tenham cedido face ao gigantismo “alvi-negro”.

Os seus estrangeiros foram de uma grande preciosidade, à semelhança do “patrão” André Velasco, que voltou a vincar que não está na selecção por acaso. Pena é que duas das suas unidades nucleares, casos de Lon, este muito cedo, e de Mutombo, tenham atingido cinco faltas, abandonando as quatro linhas numa altura crucial da partida.Experiente e contemporizador, o juiz Abreu Muhimua soube “agarrar” o jogo, não permitindo pressão sobre os seus colegas.

FICHA TÉCNICA

Árbitros: Abreu Muhimua, Célio Chiau e Marcos Abdala

DESPORTIVO (115) – Ivan Macome (8), Benjamim Manhanga (0), David Canivete (8), Sete Muianga (22), Augusto Matos (34), Igor Mataveia (9), Edson Honwana (2), Custódio Muchate (11), Sílvio Neves (10), Pio Matos (1), Nelson Jossias (7) e João Gundere (3)

Treinador: Miguel Guambe

FER. BEIRA (100) – C. Zucule (3), A. Baptista (15), André Velasco (27), N. Manheira (0), J. Zunguza (0), P. Samuel (0), S. Macuácua (14), A. Tembo (3), L. Mutombo (18), N. Manhanga (2), E. Lon (4) e C. Kalambo (14)

Treinador: José Delfino

Marcha do marcador: 23-32, 61-46, 88-79, 115-100.

* *Alexandre Zandamela**
publicado por Vaxko Zakarias às 14:09
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