Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 12 DE Outubro 2009

NADA fazia prever que estes Mambas com jogadores franzinos, mas dotados de uma técnica invejável, viessem aqui em Abuja, na Nigéria, espalhar o perfume do seu futebol.

Mambas já merecem respeito em Africa(dominguez)
Perderam, sim senhor, mas mostraram que merecem estar entre as melhores selecções de África. As esperanças de estar no CAN do próximo ano, em Angola, continuam bem vivas e abertas até porque, o seu adversário mais directo, o Quénia, também perdeu na sua deslocação a Tunísia. Isto tudo pressupõe que o apurado para o Mundial só será conhecido na última ronda, a mesma que vai decidir se será Moçambique ou Quénia a terceira formação a acompanhar a Tunísia e a Nigéria para o CAN. Aliás, na última ronda deste grupo B Moçambique e Quénia recebem a Tunísia e a Nigéria, respectivamente.

Sem grandes estrelas, como as que a Nigéria tem, os Mambas entraram para o jogo descomplexado, povoando o meio campo, tapando todos os caminhos que dessem a sua baliza, e ainda caindo em cima do jogador que dispusesse da bola.

A Nigéria sentiu-se contrariada. Não esperava encontrar um adversário com um futebol estruturado e com uma defensiva bastante coesa e sólida, onde Mexer, mais uma vez, demonstrou que tem lugar nesta equipa. Paito pela esquerda ia as cavalgadas até parecia um menino de 17 anos. Toda a equipa jogava em bloco tanto no ataque como na defesa. Dominguez era vigiado de perto, mas sempre que pegasse na bola lançava pânico. Tico-Tico nas costas do Dário entretia os médios contrários, enquanto Kampango era o verdadeiro último homem.

A primeira grande jogada de perigo, contra todas as previsões, pertenceu a Moçambique com Dário a rematar fortíssimo a trave.

Os nigerianos tremeram. Arregaçaram as mangas. Oldwinge trocava constantemente de posição mas não encontrava espaço. Nas poucas ocasiões em que a Nigéria chegou a baliza dos Mambas, Kampango defendeu com segurança. Recordamo-nos aos 32, 35 e 43 minutos em que o guarda-redes moçambicano teve defesas espectaculares.

O primeiro tempo terminou com o jogo a ser repartido e com Moçambique a merecer aplausos do público presente no Estádio Nacional de Abuja.

No segundo tempo, a selecção da Nigéria apareceu mais aguerrida, era de esperar, e logo aos cinco minutos, Odewingie, de livre directo, à entrada da área rematou forte, mas Kampango desviou com os punhos para o canto. Na cobrança, Michel, de cabeça, rematou por cima do travessão.

Os primeiros 15 minutos foram de sufoco para a selecção moçambicana que a todo o custo tentou sair da zona defensiva e nalguns casos com mestria.

Aos poucos os Mambas foram acreditando que era possível assegurar o empate e sair de Abuja com pelo menos um ponto. Optou por um jogo de contenção, com trocas constantes de bola de pé para pé, ganhando inclusivamente a simpatia do público que andava ate ontem de costas voltado com a sua selecção.

Quando tudo parecia terminado isto no período de compensação aos 93 minutos eis que a Nigéria ensaia uma jogada de grande perigo. No primeiro remate, Kampango defendeu com os punhos. No segundo, e obviamente na recarga, apareceu Martins a fazer o golo de cabeça.

Os nigerianos festejaram como se tivessem conseguido o apuramento para o Mundial. O golo aconteceu numa altura em que Moçambique estava momentaneamente reduzido a dez unidades por lesão de Mano que fracturou a tíbia, segundo os médicos da selecção nacional. Foi penoso para os Mambas que mereciam outra sorte neste jogo.

A equipa de arbitragem actuou dentro das regras do jogo. É difícil em África ver uma equipa de arbitragem a pautar pela transparência, sobretudo quando a equipa favorita joga em casa.

Martins (centro), autor do golo nigeriano
FICHA TÉCNICA

ÁRBITROS: Khalid ABDEL Rahman (Sudão) auxiliado por Aarif Eltom (Sudão) e Awad Bakheit (Sudão). Quarto árbitro: El Fadil Mohamed (Sudão)

NIGÉRIA: Vincent Enyeama; Joseph Yobo; Obinna, Ebenezer Ajliore e Aiyegbeni Yakubu (Martins); Michael Eneramo (Shittu), Peter Odemwingie, Yussuf e Seyi Olofinjana; Mohammed Yusuf (Obinna) e Uwa Echiejile .

MOÇAMBIQUE: Kampango; Mexer, Mano (Fanuel), Paito e Campira; Momed Hagy, Genito (Josimar) e Miro; Domiguez, Dário e Tico-Tico.

Gil Carvalho em Abuja

publicado por Vaxko Zakarias às 14:11
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