Este blog tem como objectivo difundir a documentação de carácter desportivo
Segunda-feira, 03 DE Novembro 2008

É ISSO mesmo. Esta derrota traduz a falta de inspiração dos jogadores do Ferroviário de Pemba na luta pela manutenção no Moçambola, tendo em consideração os falhanços incríveis, e inaceitáveis, até infantis, sobretudo dos seus avançados na hora da concretização de golos.

Iniciada a partida, cedo se verificou a predominância e controlo total do jogo por parte dos visitados criando várias situações de golo, falhando porém na finalização.

Festa do Chingale (A. Marrengula
Aliás, em zona de despromoção, exigia-se do Ferroviário de Pemba maior empenho, arriscando-se mais do que o seu oponente que já garantiu a manutenção para a conquista dos três pontos em disputa, tanto é que aparentemente a tarefa afigurava-se difícil para o conjunto treinado por António Muchanga.

E é isso o que se assistiu no Estádio 25 de Junho, onde pela primeira vez muitos adeptos dos “locomotivas” idos da cidade de Pemba, gritaram tanto em apoio à sua equipa, mas debalde. Aos cinco minutos teve a primeira grande oportunidade de marcar o golo, quando Albachir isolado falha dentro da área contrária mesmo com o guarda-redes Chin batido.

Daqui em diante assistiu-se a um verdadeiro festival de falhanços dos avançados do Ferroviário de Pemba, com destaque para aqueles em que aos 36 e 40 minutos, Albachir e Tozinho, desperdiçaram golos certos, evitando que a primeira parte terminasse com a sua equipa a ganhar, que o seu domínio nunca esteve em causa.

O empate a zero bola que se registava até ao intervalo, não justificava, pois, a haver vencedor, esse teria que ser o Ferroviário de Pemba, já que durante este período o Chingale não conseguiu chegar uma única vez, com perigo, à baliza defendida por Mussagy. Ou por outra, os visitantes deram sempre o comando do jogo aos donos da casa que não souberam aproveitar.

Na segunda parte, embora o Ferroviário de Pemba entrasse com a mesma disposição e intensificasse a pressão, mas foram os visitantes que obtiveram o golo, aos 46 minutos, por intermédio de Fredi. Em posição de vantagem, os treinados por Rui Évora, passaram a gerir o resultado, tentando manté-lo até ao fim do jogo.

Todavia, o Ferroviário de Pemba, embora com este golo, reduziu as suas incursões à baliza contrária, aos 70 minutos, por intermédio de Mudi e aos 86 minutos, por intermédio de Mustafa, desfrutou de mais duas oportunidades de igualar o marcador, para depois aos 89 minutos, de novo Albachir, que foi, sem dúvidas, a espinha dorsal do Ferroviário voltar a falhar um golo. É certo que em parte a defesa de Chin teve “culpas” nesta derrota, mas o factor principal foi a falta de inspiração pela manutenção do Ferroviário de Pemba no Moçambola.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Mateus Infante auxiliado por António da Costa e Ali Omar.

FER. DE PEMBA- Mussagy; Gueda, Albachir, Ramadane, Abadala e Stélio(Franco); Tozinho(Dula), Mustafa, Nelson(Dário); Mudi e Sérgio.

CHINGALE: Chin; Fredi, Manuelito, Abatur e Hagy; Miguel, Mavó(Xirico), Mitó e Valy(João); Marito II e Magaba(Patrício).

ACÇÃO DISCIPLINAR: Amarelo para Marito II

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

publicado por Vaxko Zakarias às 15:28
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